26.11.19

Sobre Estufa com Ciclâmenes, de Rebecca West




“Não existe percurso demasiado louco para que o ser humano não o possa adotar”, escreveu Rebecca West.
Este livro sobre os julgamentos dos nazis no pós-guerra é a contribuição da autora de O Regresso do Soldado sobre as consequências da loucura nacionalista da Alemanha. Em 1946, West foi encarregada pelo Daily Telegraph de escrever três artigos sobre os julgamentos de Nuremberg. A autora viajou para o local nesse mesmo ano para assistir à parte final dos processos britânicos e americanos.
No décimo primeiro mês de julgamentos, a autora descreve Nuremberga como uma cidade onde o tédio prevalece não apenas dentro do tribunal mas também fora dele, em cada casa, em cada rua. 
Também aqui West revela um profundo interesse pela lei, assim como um fascínio pelos seus aspetos humanos e a vontade moral coletiva. 
Estes ensaios confirmam a reputação de Rebecca West como uma das jornalistas políticas mais importantes do século XX.

Estufa com Ciclâmenes (trad. José Miguel Silva) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/estufa-com-ciclamenes/

Pessoas Normais, de Sally Rooney, adaptado a série televisiva


Fotografia da adaptação televisiva de Enda Bowe/Hulu

O livro Pessoas Normais, publicado este ano pela Relógio D’Água, foi adaptado para série de televisão, que estreará em 2020 na Hulu e na BBC.
A autora do romance, Sally Rooney, co-escreveu alguns episódios, realizados por Lenny Abrahamson e Hettie Macdonald.
As personagens principais, Marianne e Connell, são representadas por Daisy Edgar-Jones e Paul Mescal.



Connell e Marianne cresceram na mesma pequena cidade da Irlanda, mas as semelhanças acabam aqui. Na escola, Connell é popular e bem-visto por todos, enquanto Marianne é uma solitária que aprendeu com dolorosas experiências a manter-se à margem dos colegas. Quando têm uma animada conversa na cozinha de Marianne — difícil, mas eletrizante —, as suas vidas começam a mudar.
Pessoas Normais é uma história de fascínio, amizade e amor mútuos, que acompanha a vida de um casal que tenta separar-se mas que acaba por entender que não o consegue fazer. Mostra-nos como é complicado mudar o que somos. E, com uma sensibilidade espantosa, revela-nos o modo como aprendemos sobre sexo e poder, o desejo de magoar e ser magoado, de amar e ser amado.

«O fenómeno literário da década. Um futuro clássico.» [The Guardian]

«O melhor romance do ano.» [The Times]

«É soberbo […], uma leitura tremenda, plena de perspicácia e ternura.» [Anne Enright]

Pessoas Normais (trad. Ana Falcão Bastos) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/pessoas-normais/


Hélia Correia no Ioannou Centre, da Universidade de Oxford





No próximo dia 2 de Dezembro, às 15:00, Hélia Correia estará no Lecture Theatre do Ioannou Centre for Classical & Byzantines Studies para uma conversa sobre Perdição — Exercício sobre Antígona, um dos seus textos dramáticos.

Sobre Prazer e Glória, de Agustina Bessa-Luís (prefácio de Jorge Cunha)




Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Prazer e Glória, de Agustina Bessa-Luís (prefácio de Jorge Cunha)


«A ironia mordaz do percurso niilista está patente desde o título Prazer e Glória. Três gerações de personagens que se movem, se casam, procriam, sem viverem nada que lhes proporcione um verdadeiro prazer de viver, que as faça experienciar a glória de uma manifestação da vida que lhes escapa pelos meandros de uma cultura falsa. A obra de Agustina é uma água-forte lançada ao rosto de uma geração que teima em não acordar. A artista bem se esforça por chamar um povo que não desperta. Mas a sua obra tem uma portentosa energia cujo porvir está ainda no início.» [Do Prefácio]

Sobre As Ilhas dos Pinheiros, de Marion Poschmann (trad. Paulo Rêgo)




Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: As Ilhas dos Pinheiros, de Marion Poschmann (trad. Paulo Rêgo)

Gilbert Silvester, professor associado e investigador no campo da pogonologia, no âmbito de um projeto universitário financiado com fundos externos, está em choque. Na noite passada sonhou que a sua mulher o anda a enganar. Num absurdo ato irrefletido, decide deixá-la, apanha o primeiro voo intercontinental disponível e viaja até ao Japão, para conseguir ganhar distanciamento. Aí chegado, toma contacto com as descrições das viagens do poeta clássico Bashō e passa então a ter um objetivo: à semelhança dos antigos monges itinerantes, também ele quer agora ver a Lua sobre as ilhas dos pinheiros. Ao empreender o percurso tradicional seguido nessas peregrinações, pensa distrair-se com a observação da natureza e assim resolver a agitação que internamente o perturba. Antes sequer de começar, depara-se com um estudante, Yosa, cuja leitura de viagem é The Complete Manual of Suicide

Um romance de magistral desenvoltura: profundo, repleto de humor, cativante, comovente. No Japão, terra do chá, misturam-se a luz e a sombra, o superego freudiano e os sombrios deuses do xintoísmo. E, uma vez mais, coloca-se a velha questão: não passará a vida, no fim de contas, de um sonho?

«Uma obra-prima.»   [Alexander Cammann, Die Zeit]

«Um romance de crepitante inteligência.» [Paul Jandl, Neue Zürcher Zeitung]


«Uma prosa abissalmente jovial, impecavelmente bela.» [Katharina Granzin, die tageszeitung]

Sobre Breves Notas sobre o Medo, de Gonçalo M. Tavares (reedição)




Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Breves Notas sobre o Medo, de Gonçalo M. Tavares (reedição)

Aprendizagem

À beira de um precipício, de cabeça para baixo, pelo seu mais ilustre professor agarrado somente pelos pés, eis que o aprendiz repete, assustado, a lição da manhã.

*

O perigo

Nada é tão perigoso como teres cumprido todos os teus deveres do dia e ainda ser manhã, teres cumprido todos os teus deveres na vida e ainda não estares morto.

*

Uma razão para o fazeres

Se não acorreres ao local, nunca poderás saber se quem grita por socorro o quer receber ou dar.

Sobre Contos, de Saki




Saki era o pseudónimo de Hector Hugh Munro, nascido na Birmânia filho de um chefe da polícia imperial britânica. A mãe morreu-lhe aos dois anos dos efeitos indirectos do ataque de um bovino tresmalhado e, em resultado do infausto caso, o jovem foi severamente educado pela avó e por umas tias solteiras.
À parte isso, depois de uma tentativa frustrada de seguir as pisadas do pai, dedicou-se ao jornalismo, nomeadamente como correspondente nos Balcãs, e à escrita mais duradoura. Tendo começado como autor de um livro histórico sobre a Rússia, veio a especializar-se no conto sarcástico, e notabilizou-se como crítico insidioso e acerbo da sociedade inglesa do início do século xx.
Publicou durante a vida quatro livros de contos (Reginald, Reginald in Russia, Chronicles of Clovis e Beasts and Superbeasts), de onde se tiraram os que compõem este livro.» [Da Introdução]

Contos de Saki (trad. Manuel Resende) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/contos-de-saki/