8.10.19

Sobre A Maravilhosa Viagem de Nils Holgersson através da Suécia, de Selma Lagerlöf




Há viagens de aventuras, viagens de estudo, viagens de negócios. E outras ainda. Há viagens felizes e infelizes. Viagens em que se enriquece, viagens em que se morre de saudade. E há esta... No início, Nils não passa de um jovem agreste que, por uma teia de acasos, cavalga um ganso doméstico num voo migratório de um bando de patos selvagens à Lapónia. E nós vamos saltar para o nosso ganso, que há muito nos espera, para as palavras encadeadas umas nas outras, por essa estranha Selma Lagerlöf, nascida em Mårbacka, na Suécia, em 1858, professora e depois escritora que se inspirou nas lendas da sua terra. E partamos depressa pois, como nos é dito no prefácio, a «liberdade, a harmonia e a vida, são belas mas esquivas e diz-se que não gostam de esperar».


A Maravilhosa Viagem de Nils Holgersson através da Suécia (trad. Maria de Castro Osswald) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/a-maravilhosa-viagem-de-nils-holgersson-atraves-da-suecia/

Sobre Marina Tsvetáeva




Marina Tsvetáeva foi admirada por Rainer Maria Rilke, Anna Akhmatova e Óssip Mandelstam, e conquistou Boris Pasternak através «do imenso poder lírico da sua forma poética».


De Marina Tsvetáeva a Relógio D’Água editou Indícios Terrestres, O Diabo e Depois da Rússia, disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/marina-tsvetaeva/

7.10.19

Sobre A Rebelião das Massas, de Ortega y Gasset




Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: A Rebelião das Massas, de Ortega y Gasset (trad. Artur Guerra)

«O homem vulgar, antes dirigido, resolveu governar o mundo. Esta resolução de avançar para o primeiro plano social produziu‑se nele automaticamente assim que amadureceu o novo tipo de homem que ele representa. Se, atendendo aos efeitos de vida pública, se estuda a estrutura psicológica deste novo tipo de homem‑massa, encontra‑se o seguinte: primeiro, uma impressão nativa e radical de que a vida é fácil, farta, sem limitações trágicas; portanto, cada indivíduo médio encontra em si uma sensação de domínio e triunfo que, segundo, o convida a afirmar‑se a si mesmo tal qual é, a dar por bom e completo o seu haver moral e intelectual. Este contentamento consigo próprio leva‑o a fechar‑se a qualquer instância exterior, a não ouvir, a não pôr em causa as suas opiniões e a não contar com os outros. A sua sensação íntima de domínio incentiva‑o constantemente a exercer predomínio. Atuará, pois, como se no mundo só existissem ele e os seus congéneres; portanto, terceiro, intervirá em tudo impondo a sua opinião vulgar, sem consideração, contemplação, trâmites ou reservas, quer dizer, segundo um regime de “ação direta”.»

Uma questão que adquire renovada atualidade na sociedade das redes sociais.

Sobre O Mistério de Marie Rogêt e O Barril de Amontillado, de Edgar Allan Poe




Uma jovem, Mary Cecília Rogers, é assassinada nos arredores de Nova Iorque. Apesar de essa morte ter despertado um intenso e persistente interesse, o seu mistério ainda não fora resolvido quando Edgar Allan Poe escreve esta novela em Outubro de 1842.
Deslocando o cenário do crime, Edgar Allan Poe procura descobrir o que se passou naquele dia em Nova Iorque, recorrendo apenas aos jornais que pode obter.
Muito depois de O Mistério de Marie Rogêt ser escrito, as confissões de dois dos personagens envolvidos no crime de Cecília Rogers confirmariam a conclusão geral a que Poe chegara e até os seus principais detalhes hipotéticos.
O Barril de Amontillado é um conto publicado pela primeira vez em Novembro de 1846 na Godey’s Lady’s Book.
A história decorre numa cidade italiana, provavelmente no século XVIII, e conta a vingança do narrador sobre o amigo Fortunato que se teria atrevido a insultá-lo.
«Eu seria vingado na devida altura; era este um ponto definitivamente assente – mas o carácter por completo definitivo com que fora determinado excluía a ideia de risco.»


O Mistério de Marie Rogêt e O Barril de Amontillado (trad. Jorge de Sena) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/o-misterio-de-marie-roget-o-barril-de-almontilado/

Sobre Geografia III, de Elizabeth Bishop




Elizabeth Bishop é uma escritora norte-americana que nasceu em 1911, tendo falecido no final dos anos 70. A sua poesia completa obteve o prémio National Book Award. Geography III apareceu em 1976.
Se se considerar a edição dos Complete Poems, o conjunto Geography III aparece precedido por North & South e Questions of Travel. O tema da viagem, do próprio conhecimento poético do espaço geográfico é, portanto, uma referência importante na obra de Bishop. O primeiro poema da edição dos seus Complete Poems intitula-se «The Map», o que parece tornar emblemática essa referência. Geography III não é mais que o terceiro momento em relação a todo um desenvolvimento que, aliás, prossegue noutros conjuntos dos referidos Complete Poems. Eles têm por principal tema o conhecimento dos países, das paisagens, dos homens, ou dos animais que vivem em diferentes lugares, com destaque especial para o Brasil.
Os poemas deste livro, como acontece genericamente com toda a poesia de Bishop, voltam-se para o mundo exterior, sem que tenham em vista uma visão de carácter meramente realista, na medida em que ela acaba por ficar perturbada através da utilização de imagens e metáforas muitas vezes inesperadas.


Geografia III (trad. Maria de Lourdes Guimarães) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/geografia-iii/

Sobre A Balada do Medo, de Norberto Morais




«As últimas páginas são particularmente surpreendentes: depois de uma louca viagem pelo rio, fugindo do matador e de si próprio, disfarçado mais uma vez (como quando Raul Pontevedra de Alencar, Teolindo Macedo de Souza, Manuel Castro Garrincho e outros alter egos disseminavam os seus talentos de sedutor por onde passavam), a ficção sofre uma reviravolta e em poucas páginas coloca-se em causa. E, com a mesma plausibilidade com que o escritor nos levou de Santa Cruz dos Mártires a Monte-Goya, ela recria-se a si própria e ao seu extraordinário protagonista.» [Luísa Mellid-Franco, E, Expresso, 27/10/2019]


A Balada do Medo está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/a-balada-do-medo/


4.10.19

Sobre Departamento de Especulações, de Jenny Offill




Departamento de Especulações fala-nos de um casamento, sendo uma sedutora contemplação dos mistérios da intimidade, confiança, fé, conhecimento, e da condição universal de fracasso que nos une. 
A heroína de Jenny Offill, «a esposa», trocou cartas de amor com o marido, carimbadas como «Departamento de Especulações» — nome de código para todas as incertezas inerentes à vida e para os contornos estranhamente definidos de uma relação prolongada. À medida que enfrenta alguma catástrofes vulgares — um bebé com cólicas, um casamento hesitante e ambições estagnadas —, analisa a sua difícil situação, invocando tudo, desde Keats e Kafka, passando pelas duras experiências dos estoicos, e terminando em lições de cosmonautas russos.
A autora reflete sobre a experiência do amor maternal e sobre a quase completa destruição do «eu» que dele surge, confrontando a fricção da vida doméstica com as seduções e exigências da arte.

«Um romance maravilhosamente difícil de definir, porque aponta simultaneamente para várias direções, brilhando com diferentes tons de emoção. Se é uma descrição angustiante de um casamento em perigo, é também um poema em louvor do matrimónio.» [James Wood, The New Yorker]

«Departamento de Especulações, de Jenny Offill, não se assemelha a nenhum outro livro que tenha lido. Se vos disser que é divertido, tocante e verdadeiro; que é tão compacto e misterioso como um neutrão, que nos conta uma profunda história sobre amor e paternidade, e que para isso invoca (entre outros) Keats, Kafka, Einstein, cosmonautas russos e conselhos para as domésticas de 1896, serão capazes de acreditar em mim, e lê-lo?» [Michael Cunningham]



Departamento de Especulações (trad. José Miguel Silva) está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/departamento-de-especulacoes/