18.9.19

Sessão de autógrafos com Norberto Morais




Sábado, 21 de Setembro, pelas 18h00, Norberto Morais estará nos pavilhões da Relógio D’Água na Feira do Livro do Porto (46 a 49) para autografar a obra A Balada do Medo.

No dia em que regressa a casa, cinco meses e meio depois de ter partido pela última vez, Cornélio Santos Dias de Pentecostes é confrontado com o anúncio da sua morte. Dez dias é quanto lhe resta de uma vida até aí bem-aventurada e feliz, que não tornará a sê-lo. Durante uma semana e meia, o caixeiro-viajante de Santa Cruz dos Mártires mergulhará numa espiral de desespero, percorrendo os caminhos mais sinuosos de si e do seu passado à procura de motivos e salvação. 

Ambientado numa América Latina imaginária, e carregado do simbolismo a que o autor nos habituou, A Balada do Medo é uma viagem aos lugares mais remotos das emoções humanas e uma alegoria aos dias ansiosos do presente, nos quais a verdade varia consoante os interesses de quem a vê, e ninguém é já um, mas uma miríade de personagens representando de acordo com as circunstâncias. Num jogo de humor e sombras, Norberto Morais retoma a criação de um mundo que nos convoca para aquilo que de melhor se produziu na literatura latino-americana.

Sobre Este Ofício de Poeta, de Jorge Luis Borges




«Este Ofício de Poeta é uma introdução à literatura, ao gosto e ao próprio Borges. No contexto das suas obras completas, só tem comparação com Borges, oral (1979), que contém as cinco palestras — de âmbito um tanto mais estreito do que estas — que ele proferiu em maio-junho de 1978 na Universidade de Belgrano, em Buenos Aires. Estas Palestras Norton, anteriores em uma década a Borges, oral, são um tesouro de riquezas literárias que nos chegam sob formas ensaísticas, despretensiosas, muitas vezes irónicas, sempre estimulantes.» [Do Posfácio de Călin‑Andrei Mihăilescu]


Este Ofício de Poeta, de Jorge Luis Borges (trad. Telma Costa), está disponível em https://relogiodagua.pt/produto/este-oficio-de-poeta/

Feira do Livro do Porto 2019: Livros do Dia 18 de Setembro





As Flores do Mal, de Charles Baudelaire
A Arte da Vida, de Zygmunt Bauman
Lolita, de Vladimir Nabokov
As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift

17.9.19

Sobre Os Sonetos, de William Shakespeare




«Os 154 sonetos de Shakespeare foram escritos, provavelmente, entre 1592 e 1598. Formam um extraordinário corpo de poemas que descrevem os aspectos de dois diferentes tipos de amor vividos pelo poeta (pessoal ou ficcionalmente?): o primeiro, por um jovem do sexo masculino (um esbelto jovem aristocrata que, possivelmente, não foi apenas objecto da afeição de Shakespeare, mas também seu benfeitor financeiro); o segundo, por uma mulher de compleição morena (a “dark lady”), associando a cor preta tanto às sua características físicas como à sua perversidade comportamental. Os poemas revelam distintos pontos de vista sobre o amor, unificados por um brilhante conjunto de observações sobre o poder da poesia para os registar (“Mas vós mais nestes versos brilhareis / Que na pedra manchada pelo tempo indecoroso.”) A tradução, introdução e notas de António Simões e M. Gomes da Torre dão nova vida a esta maravilhosa série de sonetos que têm com tema principal a preservação e perenidade da beleza através da arte poética.» [Luís Almeida D’Eça, Sugestões em «Os livros de Setembro — Sete livros para ler»,Agenda Cultural de Lisboa, 1/9/2019]

Sobre A Maçã no Escuro, de Clarice Lispector




A Maçã no Escuro (1961) foi o primeiro dos três romances publicados por Clarice Lispector nos anos sessenta. Em 1964 surgiria A Paixão segundo G. H. e, em 1969, Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres, onde abandona as noções tradicionais do género.
Foi no decurso de uma estada em Torquay, em Inglaterra, que Clarice Lispector começou a tomar notas para aquele que seria o mais longo dos seus livros, só terminado em Washington, em 1956. Durante a escrita das numerosas versões de A Maçã no Escuro, a autora ouviu até à exaustão a Quarta Sinfonia de Brahms, número que se exprime no livro como símbolo do mundo criado e de vida.
É um romance de iniciação, através da busca individual de Martim, que, pensando ter cometido um crime, se refugia num hotel e depois numa fazenda. Deslumbrante e psicologicamente denso, este livro tem as marcas mais pessoais da autora, pois nele tudo se relaciona numa criação que é ao mesmo tempo narrativa e exercício espiritual.


Esta e outras obras de Clarice Lispector disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/clarice-lispector/

Sobre A Mesa dos Gatos-Pingados, de Michael Ondaatje




«Meados de 1950. O navio Oronsay zarpa do porto de Colombo, ainda Ceilão, com destino a Inglaterra. Mynah, Cassius e Ramadhin, todos a entrar na adolescência, forjam uma amizade logo na primeira noite, quando se sentam para jantar na denominada mesa dos gatos-pingados,, bem longe da vista do comandante. Ondaatje mantém-nos entretidos com as peripécias do bando o tempo suficiente para que julguemos tratar-se de um livro nostálgico, salpicado das dores próprias do crescimento: “essa foi uma pequena lição que aprendia na viagem. Aquilo que é interessante e importante acontece sobretudo em segredo, em lugares onde não existe poder.”» [Rui Lagartinho, E, Expresso, 7/9/2019]


A Mesa dos Gatos-Pingados (trad. Margarida Periquito) e outras obras de Michael Ondaatje já publicadas pela Relógio D’água estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/michael-ondaatje/

Feira do Livro do Porto 2019: Livros do Dia 17 de Setembro





O Vermelho e o Negro, de Stendhal
Elogio da Sombra, de Junichiro Tanizaki
Fany Owen, de Agustina Bessa-Luís

Dentes de Rato, de Agustina Bessa-Luís