6.8.19
Isabel Coutinho sugere a leitura de Karl Ove Knausgård
«E no ano em que a Noruega é o país homenageado da Feira do Livro de Frankfurt, o Verão é a oportunidade para se ler a monumental obra de Karl Ove Knausgård, os cinco [de seis] volumes de A Minha Luta e a série de narrativas com os nomes das estações do ano (Relógio D’Água).»
[Público, ípsilon, 2/8/2019]
Helena Vasconcelos considera que «é muito salutar não dar pelas horas e ler devagar histórias de preceptoras martirizadas, com em Agnes Grey, o primeiro romance publicado por Anne Brontë, reeditado agora pela Relógio D’Água, e de jovens mulheres confusas com o amor e a vida, vítimas de convenções, como acontece a Tess dos D’Urbervilles de Thomas Hardy».
[Público, ípsilon, 2/8/2019]
Sugestão de leitura para o Verão de Hugo Pinto Santos
«Depois de Fuck The Polis, a Relógio D’Água reedita À Beira Do Mar De Junho, de João Miguel Fernandes Jorge. Regresso muito saudado com um livro de uma depuração clássica que só a pressa chamaria minimalista: “A tarde não será à beira da água / nem os olhos a rápida alegria.”»
[Público, ípsilon, 2/8/2019]
2.8.19
Nos 90 anos de José Afonso
José Afonso faria hoje 90 anos. Com a participação de Zélia Afonso, e dos filhos Maria Helena Afonso, Joana Afonso e Pedro Afonso, a Relógio D’Água está a preparar uma nova edição dos Textos e Canções,
Esta nova edição terá um prefácio de Jorge Abegão, devendo ser publicada até finais deste ano.
Foi entretanto anunciado que a cidade de Aveiro, onde José Afonso nasceu em 2 de Agosto de 1929, apresentou a sua candidatura a Capital Europeia da Cultura em 2027, em torno da obra do autor que escreveu num dos seus poemas: «Já fui ceptro dum rei / Arco-íris num instante / Já fui vento do Levante /Já fui andarilho e cantor».
Sobre Obra Poética, de Federico García Lorca
«A vida e a obra de Federico García Lorca pelo que foram e são adquiriram uma grandeza mítica com o poeta ainda vivo. Dimensão que aumentou com a sua morte prematura e trágica, a Guerra Civil espanhola de 1936–1939, o silenciamento que o poder franquista impôs à sua obra, à sua vida, à sua morte.
Hoje, passados setenta anos sobre a madrugada de Agosto de 1936, em que o poeta se tornou um dos símbolos da Espanha martirizada, investigada a sua vida e sujeita a sérios esforços de revisão textual a sua obra, podemos ter do poeta e do que ele escreveu uma imagem desmistificada, em que ele deixou de ser alguém puramente mágico e o poeta dos ciganos, para ser visto como um homem perturbado pelas suas inquietações e anseios artísticos múltiplos, consciente dos meios que procurava para a obra que escreveu com entusiasmo e domínio dos elementos que empregava, que dele fizeram um dos maiores poetas e dramaturgos espanhóis deste século.
Alguns dos que conviveram com García Lorca dão-nos dele a figura de um homem dotado de uma irradiante simpatia e alegre capacidade de comunicação pela conversa, pela leitura dos seus poemas, pelas canções que cantava acompanhando-se ao piano. Podemos concluir dos escritos de Alberti e Neruda que ele era alegre e expansivo? Ou que buscava, ao comunicar de modo exuberante, uma fuga para a sua solidão interior, a pena negra que o acompanhava, essa mágoa que deu o título a um dos seus romances? A sua obra desvenda um coração ferido, dominado por agouros e ameaças de morte, para quem o amor é um espaço desolado e sombrio. Vicente Aleixandre, um dos poetas com quem mais intimamente conviveu, escreveu que “os que o viram passar pela vida como uma ave cheia de colorido não o conheceram”.» [Do Prólogo de José Bento]
1.8.19
Sobre História da Sexualidade, de Michel Foucault
«“L’Histoire de la sexualité”, estudo composto por quatro volumes, dos quais o último foi lançado somente em 2018, procura, através do pensamento do pensador, analisar o surgimento do conceito de sexualidade na sociedade. No papel de objeto discursivo e de uma esfera paralela ao do normal quotidiano social, Foucault argumenta que se trata de algo ainda muito recente aos olhos das sociedades ocidentais.» [Lucas Brandão, Comunidade Cultura e Arte, 25/6/2019. Texto completo em https://www.comunidadeculturaearte.com/o-poder-aos-olhos-de-michel-foucault/?fbclid=IwAR3nE7VFLDJx4CyvEoBMll-7eGJgTiljQiHmDta5qJk7X2n9v4VvJqf_1mw ]
Os quatro volumes de História da Sexualidade, de Michel Foucault, estão disponíveis aqui https://relogiodagua.pt/autor/michel-foucault/
Sobre Coisas Que não Quero Saber, de Deborah Levy
Coisas Que não Quero Saber é a primeira parte de Living Autobiography, a trilogia autobiográfica de Deborah Levy de que a Relógio D’Água acaba de publicar o segundo volume.
Tendo o famoso ensaio de George Orwell, “Porque Escrevo”, como ponto de partida, Deborah Levy oferece-nos as suas próprias reflexões sobre a carreira literária. Com inteligência, clareza e brilhantismo, discorre sobre a necessidade de afirmação de uma jovem mulher para poder entrar no disputado território da literatura e moldá-lo às suas necessidades.
“Imperdível. Para ir absorvendo aos poucos, como quando tropeçamos num oásis… Subtil, imprevisível, surpreendente.” [Guardian]
“Suprema acutilância e originalidade imaginativa. Uma escrita inspiradora.» [Marina Warner]
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