31.7.19

Sobre Orange Is the New Black, de Piper Kerman




Orange Is the New Black considerada a série de televisão mais importante da década, segundo notícia da revista Time.

O livro de Piper Kerman que deu origem à série foi publicado em 2016 pela Relógio D’Água.

Com uma carreira profissional, namorado e uma família estável, Piper Kerman não se parecia com ela mesma quando, há dez anos, entregou uma mala repleta de dinheiro proveniente de um negócio de droga.
Piper foi condenada a quinze meses de prisão correcional em Danbury, Connecticut. A ex-aluna do prestigiado Smith College é agora a reclusa 11187-424, uma dos milhares de pessoas que todos os anos “desaparecem” no sistema prisional americano.
Durante este período, Kerman aprende a viver neste estranho mundo, ladeado de insólitos códigos de conduta e regras tão restritivas como arbitrárias. Conhece mulheres dos mais variados estratos sociais. Algumas surpreendem-na com pequenas demonstrações de generosidade, duras palavras de sabedoria ou simples actos de aceitação. Outras, nem tanto…



Sobre Marca de Água, de Joseph Brodsky




Em Marca de Água, Joseph Brodsky apresenta-nos um gracioso, inteligente e variado retrato de Veneza.
Observando os mais diversos aspetos da cidade, os canais, as ruas, a arquitetura, as pessoas e a gastronomia, Brodsky capta a magnificência, a fragilidade e a beleza da cidade.

Ao mesmo tempo, desfilam as próprias memórias que Brodsky tem de Veneza, que foi a sua morada de muitos invernos, dos seus amigos, inimigos e amantes. O livro reflete, com enorme força poética, sobre o modo como a passagem do tempo afeta Veneza, alterando a relação entre a água e a terra, a luz e a escuridão, a vida e a morte.

Sobre Mataram a Cotovia, de Harper Lee e Fred Fordham



«Enquanto género literário, o romance gráfico tem vindo a ganhar uma importância crescente nos últimos anos. Depois de uma vaga de autoficção que nos deu livros notáveis — de Fun Home, de Alison Bechdel (Contraponto), ao extraordinário Sabrina, de Nick Drnaso (Porto Editora) —, uma nova tendência é a adaptação de clássicos da literatura, não necessariamente para substituir a leitura dos textos originais, mas antes para lhes conferir, em paralelo, uma dimensão visual forte. É o que acontece com esta adaptação de Mataram a Cotovia, de Harper Lee, uma obra sobre a perda da inocência, narrada do ponto de vista de uma criança, no contexto da vida no sul dos EUA, na década de 30. […] Responsável pela adaptação, Fred Fordham visitou Monroeville, no Alabama (terra natal de Lee e inspiração para a ficcional Maycomb do livro), captando com perfeição a arquitetura, a sua memória e a sua espécie de aura sombria.» [José Mário Silva, E, Expresso, 20/7/19]

30.7.19

Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: O Custo de Vida, de Deborah Levy (trad. Frederico Pedreira)




Um manifesto moderno, vital e empolgante sobre as políticas do feminismo, por uma autora duas vezes finalista do Man Booker Prize.

Qual é o preço que uma mulher paga por abalar antigas convenções e quebrar as hierarquias sociais que a tornaram uma personagem menor num mundo que nunca foi organizado em seu proveito?
A autora reflete sobre o que é viver com significado, valor e prazer, procurando a liberdade última, que é a de escrever a nossa própria vida, refletindo ao mesmo tempo sobre a obra de artistas e pensadores como Simone de Beauvoir, James Baldwin, Elena Ferrante, Marguerite Duras, David Lynch e Emily Dickinson. 
O Custo de Vida é a segunda de três partes de uma autobiografia sobre a escrita, políticas de género e filosofia. A primeira, já publicada pela Relógio D’Água, é Coisas Que não Quero Saber.

O Custo de Vida, o novo livro de Deborah Levy, é tão bom que só o li uma hora por dia para o fazer durar.” [Miguel Esteves Cardoso, Público]

“Um manifesto eloquente.” [The Guardian]

“Uma escritora indelével… de um génio elíptico… O Custo de Vida é uma leitura de enorme prazer.” [The New York Times]


“Uma observadora arguta do mundano e do inexplicável. Levy consegue transmitir pormenores memoráveis em poucas palavras.” [The New York Times Book Review]

Sobre O Herói do Nosso Tempo, de Mikhail Lérmontov




«O Herói do Nosso Tempo» é um livro essencial para compreender a passagem do Romantismo para o Realismo na literatura russa. É composto por cinco narrativas relacionadas por uma estrutura em espiral e um protagonista comum, Petchórin, um jovem oficial russo desiludido com a vida e o género humano, que descreve a sua própria alma como meio morta e a felicidade como a capacidade de exercer poder sobre os outros. As cinco histórias vão-se desenvolvendo, revelando e ocultando os seus contornos, afastando-se e ressurgindo com novas perspectivas.

«O jovem Lérmontov conseguiu criar um personagem de ficção cujo cinismo, brio romântico, flexibilidade felina e olhar de águia, sangue ardente e cabeça fria, ternura e melancolia, elegância e brutalidade, delicadeza de percepção e desagradável paixão pelo poder, a crueldade e a consciência que dela tem exercem uma perdurável atracção sobre os leitores de todos os países e tempos, sobretudo os jovens.» [Vladimir Nabokov]

Sobre O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë




«Poucas obras tiveram tempo de concepção tão prolongado como Wuthering Heights que, na verdade, deve ter nascido no dia em que nasceu Emily Brontë. Nunca entre um livro e o seu autor aconteceu maior intimidade, no sentido de um crescimento em pura simbiose.» [Hélia Correia]

«É como se Emily Brontë desfizesse tudo aquilo que conhecemos dos seres humanos e preenchesse essas transparências irreconhecíveis com um sopro de vida que faz com que elas transcendam a realidade.» [Virginia Woolf]


«Um livro diabólico — um monstro incrível… A ação tem lugar no inferno — mas parece que os lugares e as pessoas têm nomes ingleses.» [Dante Gabriel Rossetti]

Sobre Paris França, de Gertrude Stein




Em Paris França, Gertrude Stein dá-nos a sua visão da cidade em que escolheu viver durante mais de quarenta anos, numa época em que o seu exemplo foi seguido por escritores e artistas das mais diversas nacionalidades, de Hemingway a Joyce e Salvador Dalí.
Em sugestiva desordem, sucedem-se as recordações de infância, opiniões sobre a França e os Franceses, a arte, a gastronomia, a moda e a guerra. Muitos episódios narrados estão carregados de humor.
A obra de Stein foi também uma reflexão sobre a linguagem e muitas das suas narrativas têm um estilo inconfundível, presente neste livro de estranha pontuação. 
Paris França foi publicado pela primeira vez em 1940, no dia em que a França foi ocupada pelos Alemães.


Este e outro livro de Gertrude Stein estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/gertrude-stein/