22.7.19

Sobre Negro e Prata, de Paolo Giordano




Esta é a história de um amor jovem, da vida de um casal inexperiente e por vezes feliz, espantado por descobrir dia após dia as variadas formas de solidão e de abandono.
Quando a senhora A. entra em sua casa para se ocupar das tarefas domésticas, torna-se a garantia da relação, a bússola capaz de orientar o casal que espera um filho em tempos de bonança e tempestade. Torna-se a única testemunha dos laços que unem o casal. É por isso que, quando uma doença a atinge e depois a leva, Nora e o seu marido sentem a relação em perigo e têm de procurar na senhora A. a inspiração para continuarem. 
Há muitos modos de contar uma história de amor. Paolo Giordano escolheu uma das mais originais, registando como um sismógrafo o desgaste do quotidiano, os arrebatamentos e as dores, as incertezas e os desejos e os sinais de um primeiro naufrágio.


De Paolo Giordano, a Relógio D’Água publicou também A Solidão dos Números Primos. Ambos os livros estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/paolo-giordano/

19.7.19

Sobre Açores — O Canto das Ilhas, de Carlos Pessoa




«É um mergulho no arquipélago agora tão na moda entre turistas nacionais e estrangeiros, escrito por alguém que conhece aprofundadamente as nove ilhas atlânticas, contando já no seu currículo de viajante com várias visitas, nas quais tem realizado múltiplas conversas com açorianos, residentes e/ou emigrantes, e pesquisado em arquivos e bibliotecas locais.» [Nuno Miguel Silva, Jornal Económico, 18/4/2019]

Sobre Cidades da Planície, de Cormac McCarthy




Em Cidades da Planície, duas personagens já conhecidas de Belos Cavalos e A Travessia encontram-se. Entre os seus intensos passados e incertos futuros, deparam agora com um país em constante mudança.
No outono de 1952, John Grady Cole e Billy Parham são cowboys num rancho do Novo México que havia sido invadido a norte pelos militares. No horizonte a sul estão as montanhas do México, para onde um deles é constantemente arrastado.
Cidades da Planície, o último volume da Trilogia da Fronteira, é uma história de amizade, paixão e de um amor tão perigoso como inevitável.

«Esta trilogia é um marco na literatura americana.» [Guardian]

«Numa paisagem de beleza natural e perda iminente, tão acolhedora como terrível, encontramos John Grady, um jovem cowboy da velha guarda, e uma jovem e frágil mulher, cuja salvação se torna a sua obsessão… McCarthy torna as arrebatadoras planícies um milagre.» [Scotsman]


Esta e outras obras de Cormac McCarthy estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/cormac-mccarthy/

Sobre Trajectos Filosóficos, de José Gil




«Para José Gil, um dos mais importantes pensadores da contemporaneidade, os conceitos filosóficos são como “pirilampos num escuro que o pensamento atravessa”. Nos ensaios aqui reunidos, multiplicam-se esses brilhos, do “devir-animal” aos labirintos do “destino”, do “Aqui-Agora” ao “inconsciente inteligente”. Sobretudo, afirma-se uma certeza: “Contra os apologistas do esplendor das trevas, a filosofia resiste.”» [Expresso, E, 13/7/2019]


Este e outros livros de José Gil disponíveis em: https://relogiodagua.pt/autor/jose-gil/

18.7.19

Cerimónia de Entrega do Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLAB 2018 a Hélia Correia





No próximo dia 22 de Julho, pelas 18:00, na sala 1 da Fundação Calouste Gulbenkian, terá lugar a cerimónia pública de entrega do Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLAB 2018 a Hélia Correia, pela obra Um Bailarino na Batalha.

Herman Melville e Walt Whitman em mostra na Biblioteca Nacional até30 de Agosto




No bicentenário do nascimento de dois vultos maiores da Literatura dos EUA do século XIX, a Biblioteca Nacional apresenta uma mostra icono-bibliográfica que pretende mostrar o impacto e a recepção das obras de Herman Melville (1819-1891) e de Walt Whitman (1819-1892). Ilustra a dialéctica entre o leitor e a obra literária, da resposta de várias gerações de criadores a um texto, de como o público em geral reage ou interpreta o sentido da palavra, informado pelo seu passado cultural e pelas suas experiências de vida. Afirma também a relação atlântica EUA–Europa, e a passagem oceânica como comunicação transformadora entre culturas. [A partir do sítio da Biblioteca Nacional de Portugal: http://www.bnportugal.gov.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=1448:mostra-overseas-melville-e-whitman-em-portugal-31-maio-30-agoa19&catid=170:2019&Itemid=1459 ]


A Relógio D’Água publicou Folhas de Erva, de Walt Whitman, e várias obras de Herman Melville, que podem ser consultadas e adquiridas aqui https://relogiodagua.pt



Sobre À Beira Do Mar De Junho, de João Miguel Fernandes Jorge




«Regressa-nos […] o livro À Beira do Mar de Junho. A primeira edição é de 1982, pela Regra do Jogo, e chega agora uma terceira pela Relógio D’Água, que conta no seu catálogo com outros títulos do autor como O Lugar do Poço (1997), Bellis Azorica (1999), Invisíveis Correntes (2004) ou o mais recente Fuck The Polis (2018). Em quase meio século de produção poética, literária e ensaística, Fernandes Jorge convoca com bastante assiduidade outras linguagens artísticas – pinturas, esculturas, desenhos, esquissos, cerâmicas, museus inteiros, igrejas –, tecendo diálogos cultos com múltiplas referências culturais de diferentes momentos da História. Tal sucede, por exemplo, com livros como Crónica (1977), Museu das Janelas Verdes (2002) ou Mirleos (2015), neste último referindo-se o autor às “admiráveis ruínas” do fórum romano de Coimbra, expandindo as possibilidades da écfrase (isto é, numa definição muito rudimentar, a descrição verbal de artefactos não verbais – ofício que Fernandes Jorge transgride na sua literalidade, ao ler os rudes vestígios de outros séculos a partir do vigor íntimo do poeta, contagiando-se o passado com o presente, dialetizando-se as épocas, os estilos e os discursos). 
Mas À Beira do Mar de Junho não reenvia para as pinturas de Vieira da Silva, nem para esboços de Rui Chafes, nem faz alusões a Mark Rothko ou à fotografia de Douane Michaels, para citar algumas presenças de outras artes na poesia do autor. A epígrafe – “Quaestio de aqua et terra” – alinha a leitura deste livro com um horizonte mais elementar, mas não necessariamente mais simples ou acessível. Água e terra, a casa e o mar, as coisas e os afetos, essas parcelas fragmentadas que perpassam pelo corpo sem aspirarem, contudo, a uma totalidade definitiva: este corpo não é mais a soma inequívoca das suas partes, mas o lugar onde os equívocos se dão, um fugaz pretexto para fazer cintilar em três versos um problema moroso da filosofia ocidental: “A quantidade que subsiste na substância / é composta de unidades? / Mas que dizes tu da unidade?”» [Diogo Martins, i, 16/7/2019. Texto completo em https://ionline.sapo.pt/artigo/665198/a-alma-irredutivel-de-tudo-isto-que-escreve-joao-miguel-fernandes-jorge-?seccao=Mais ]