8.7.19

Sobre Bel-Ami, de Guy de Maupassant




Georges Duroy, de alcunha Bel-Ami, é um homem jovem e de belo físico. Um encontro ocasional mostra-lhe o caminho da ascensão social. Apesar da sua vulgaridade e ignorância, consegue integrar a alta sociedade apoiando-se nas amantes e no jornalismo.
Cinco mulheres vão sucessivamente iniciá-lo nos mistérios da profissão, nos segredos da vida mundana e assegurar-lhe o êxito ambicionado. Nesta sociedade parisiense, em plena expansão capitalista e colonial, a Imprensa, a política e a finança estão estreitamente ligadas. E as mulheres educam, aconselham e manobram na sombra.
Mas, por trás das combinações políticas e financeiras e do erotismo interesseiro, está a angústia que até um homem como Bel-Ami transporta consigo.
Bel-Ami é um dos romances mais vezes transposto para o cinema.
Em 2011 os realizadores Declan Donnellan e Nick Ormerod rodaram um novo filme, com os actores Robert Pattinson (no papel de Georges Duroy), Uma Thurman (Madeleine Forestier), Kristin Scott Thomas (Virginie) e Christina Ricci (Clotilde).

De Guy de Maupasssant, a Relógio D’Água editou também Mademoiselle Fifi e Contos da Galinhola (tradução e prefácio de José Saramago).

5.7.19

Sobre António Variações




Filme biográfico sobre António Variações no cinema em Agosto

O filme biográfico de João Maia sobre António Variações tem estreia prevista no cinema para 22 de Agosto de 2019 e conta com interpretações de Victoria Guerra, Filipe Duarte, Filipe Albuquerque, Filipe Duarte, Nuno Casanovas, Lúcia Moniz, Eric da Silva, Madalena Brandão, Tomás Alves, entre outros.

De António Variações, a Relógio D’Água tem editado Muda de Vida, que reúne textos do artista, «entre Braga e Nova Iorque».

«Mas o grande gosto de António era cantar. Cantarolava o tempo inteiro. Não sabia nada de música. Em casa escrevia canções que acompanhava com percussões ritmadas com as mãos. Queria muito gravar, ter uma vida artística e não sabia como. Um dia apareceu na Valentim de Carvalho, apresentou-se com as suas músicas toscas e lançou a célebre frase: “Quero um som entre Braga e Nova Iorque”. Na editora fizeram-lhe o contrato. Apesar de não saberem qual o destino que dariam àquele material, sentiam que havia ali qualquer coisa. Qualquer coisa difícil de definir: algures entre o folclore tradicional português e a música moderna que se começava a produzir, precisamente, entre Amesterdão e Nova Iorque.» [Da Introdução a «Muda de Vida»]


O livro pode ser adquirido através do site da Relógio D’Água, em https://relogiodagua.pt/produto/muda-de-vida/

Sobre Mr Fox, de Helen Oyeyemi




É uma tarde soalheira de 1938, e Mary Foxe está com um humor agressivo. St John Fox, um romancista célebre, já não a vê há seis anos. Por isso, não está preparado para a tarde em que ela o visita, mais não seja porque ela não existe. Está apaixonado por ela. Mas foi ele que a inventou.
“És um patife”, diz-lhe ela. “Um assassino em série… Estás a entender?”
Estará Mr Fox à altura do desafio da sua musa? Conseguirá deixar de assassinar as suas heroínas e explorar algo mais próximo do amor? O que irá a sua esposa Daphne pensar dessa súbita mudança no seu marido? Poderá desta vez existir um final feliz?

«As personagens de Oyeyemi quase dançam nas páginas dos seus livros. Este é o seu melhor romance até à data.» [Independent on Sunday]


«Cómico, profundo, chocante, complexo e emotivo.» [Guardian]

4.7.19

Sobre Psicopatologia da Vida Quotidiana, de Sigmund Freud




Freud aborda pela primeira vez o problema de uma psicopatologia da vida quotidiana em carta ao seu amigo Fliess em 1898, em que lhe relata a análise do esquecimento de um nome, o do poeta Julius Mosen.
Os exemplos de erros e lapsos analisados por Freud em «Psicopatologia da Vida Quotidiana», muitos deles retirados da sua própria experiência, serviram para a divulgação da psicanálise. 
O livro criou, com efeito, um traço de união entre a patologia e a psicologia normal do ser humano, até aí divididas.


Esta e outras obras de Sigmund Freud estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/sigmund-freud/

Sobre À Beira Do Mar De Junho, de João Miguel Fernandes Jorge




«Há poemas a que a passagem do tempo não apaga o prumo, a claridade. Para alguns, folhear esta 3ª edição de À Beira do Mar de Junho (Relógio D’Água, 120 págs., €16) é um regresso à juventude, ao “verão invencível.” É um livro essencial (publicado em 1982), habitado pelo corpo e a pertença: “Outro segredo corre o rosto./ Fundámos uma história de água/ entre nós e o mês de junho./ A pedra o nome/ dos que têm esta terra/ outro segredo.”» [Sílvia Souto Cunha, Visão, 16/6/2019]

Sobre Contos X, de Anton Tchékhov




«— Ivan Ivánitch, conte alguma coisa de meter medo!
Ivan Ivánitch torceu o bigode, tossiu, estalou os lábios e, acomodando-se mais perto das meninas, começou: 
— O meu conto começa do mesmo modo que, em geral, todas as melhores histórias russas: eu estava com os copos, confesso... Festejei a passagem do ano em casa de um velho amigo e emborrachei-me como um sapateiro. Para me justificar, direi que não foi por alegria que bebi. A alegria por motivo tão insignificante como a passagem do ano é, no meu entender, absurda e indigna da razão humana. O ano novo é tão ruim como o velho, com a única diferença de que o velho foi mau e o novo é sempre pior... A meu ver, na passagem do ano, em vez de se rejubilar é preciso sofrer, chorar e tentar suicidar-se. Não esqueçamos que o ano, quanto mais novo, mais perto nos põe da morte, mais vasta é a calvície, mais sinuosas são as rugas, mais velha é a nossa mulher, mais filhos nos nascem, menos dinheiro temos…»


Esta e outras obras de Anton Tchékhov estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/anton-tcheckhov/

Sobre Cartas a Milena, de Franz Kafka




Esta é a primeira edição integral das cartas de Kafka a Milena.

«“A ti, por sua causa e tua, uma pessoa pode dizer a verdade como a mais ninguém, mais até, pode saber a sua verdade directamente de ti.” Talvez como mais nenhum outro, este passo da carta escrita por Franz Kafka em 25 de Setembro de 1920 a Milena Pollak dá testemunho não apenas da intensidade da relação entre ambos — provavelmente, a relação amorosa mais profunda da vida de Kafka —, mas também do extremo de exposição pessoal a que o autor d’O Processo estava disposto no âmbito dessa relação. Poucos dias antes, a 22 de Setembro, esse extremo expressara-se numa imagem de inultrapassável violência — “o amor é seres para mim a faca com que remexo as minhas entranhas” (…).» [Do Prefácio]

Franz Kafka conheceu Milena como tradutora para o checo das suas primeiras prosas breves. Ele tinha trinta e sete anos, ela vinte e três. A sua relação transformou-se numa ligação apaixonada.
As cartas testemunham um romance de amor, de desespero, de felicidade e de humilhação voluntária. Mas a ligação entre Kafka e Milena permaneceu, apesar dos seus raros encontros, essencialmente epistolar, como as de Werther ou de Kierkegaard.
Milena morreu vinte anos depois de Kafka, no campo de concentração de Ravensbrück.


Esta e outras obras de Franz Kafka estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/franz-kafka/