14.6.19

Sobre Topologia da Violência, de Byung-Chul Han




Disponível em www.relogiodagua.pt, na Feira do Livro de Lisboa e a chegar às livrarias: Topologia da Violência, de Byung-Chul Han (trad. Miguel Serras Pereira)

A violência é uma constante da vida humana. Mas as suas formas variam de acordo com a evolução das sociedades.
Hoje em dia ainda há bastante violência aberta. Mas, em muitos aspetos, a violência passou de visível a invisível, de direta a mediada, de real a virtual, de física a psíquica, de negativa  a positiva. Retirou-se para espaços menos comunicativos, de tal modo que dá a impressão de que quase desapareceu.
No essencial, verifica-se uma transformação topológica da violência na atual sociedade, que Byung-Chul Han tem caracterizado como sociedade do cansaço e da transparência.


Esta e outras obras de Byung-Chul Han disponíveis em www.relogiodagua.pt e na Feira do Livro de Lisboa.

Sobre O Estendal e Outros Contos, de Jaime Rocha




Disponível em www.relogiodagua.pt, na Feira do Livro de Lisboa e a chegar às livrarias: O Estendal e Outros Contos, de Jaime Rocha

«“Eu sou guionista”, disse ele.

Havia dois dias que não encontrava vivalma, somente tabuletas com setas e nomes que não entendia, umas na direcção do Norte, outras do Sul. Ficou sem saber para que lado era o mar e para que lado eram as montanhas. E também sem perceber se naquele lugar existiam lagos, cascatas, moinhos, pastagens, tudo aquilo de que necessitava para o seu filme. E também sem saber quando chovia, se costumava haver tornados, granizo.

“Preciso de escolher as paisagens.”

A mulher torceu os lençóis, bateu com eles na barrela uma vez mais e dirigiu­‑se ao estendal. Ainda não olhara para o estrangeiro, ainda não fixara o seu único olho, um olho bem azul que se destacava no rosto dele porque a sua boca e o seu nariz eram pequenos como os de uma criança e os dentes eram escuros, de alguém que fuma em excesso, que masca tabaco.


O estrangeiro seguiu-a, deixando um mínimo de distância entre os dois. Olhava para o chão enquanto caminhava. Tinha medo dos insectos.»

Sobre Walt Whitman




«Um livro como nenhum outro alguma vez escrito», segundo um crítico da Life Illustrated em 1855. Mais acerca do bicentenário do nascimento de Walt Whitman aqui: https://www.theguardian.com/books/2019/jun/12/walt-whitman-bicentennial-exhibitions-new-york

Feira do Livro de Lisboa: 15 de Junho de 2019




Sábado, dia 15 de Junho, às 16h, na praça da Relógio D’Água Editores na Feira do Livro de Lisboa, haverá uma actuação musical com Luís Cunha no trompete e Francisco Brito no contrabaixo.



Sábado, dia 15 de Junho, às 18h, na praça da Relógio D’Água Editores na Feira do Livro de Lisboa, José Gil, António Barreto, H. G. Cancela, Alexandre Andrade e Cristina Carvalho estarão na praça da Relógio D’Água na Feira do Livro de Lisboa para autografar os seus livros.

Feira do Livro de Lisboa: Livros do Dia — 15 de Junho de 2019


Memórias do Subterrâneo, de Fiódor Dostoievski
A Viúva e o Papagaio, de Virginia Woolf
Tao Te King, de Lao Tse
Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa
A Paixão segundo G. H., de Clarice Lispector
Mataram a Cotovia, de Harper Lee
Crime e Castigo, de Fiódor Dostoievski
Anna Karénina (ed. brochada), de Lev Tolstoi

Feira do Livro de Lisboa: Preço Especial — 15 de Junho de 2019


O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald
Contos de Grimm (ed. cartonada)
A Arte da Guerra, de Sun Tzu
Em busca do Tempo Perdido, vol. II, de Marcel Proust
animalescos, de Gonçalo M. Tavares
História da Menina Perdida, de Elena Ferrante
Os Miseráveis (vols. I e II), de Victor Hugo

Contos — vol. VIII, de Tchékhov

Sobre Instante, de Wislawa Szymborska




«Para mim, Szymborska é, antes de mais, uma poetisa da consciência. Isso significa que nos fala, aos seus contemporâneos, como se fosse um de nós, reservando e guardando para si assuntos pessoais e intervindo de certa distância, mas sem deixar de remeter para o que cada um sabe da sua própria vida.» [Sobre Szymborska, por Czeslaw Milosz]

Sobre Crónica de Um Vendedor de Sangue, de Yu Hua




Um dos livros mais influentes das últimas décadas na China, este romance, escrito por um dos mais importantes autores chineses contemporâneos, narra-nos como foi viver sob o governo do presidente Mao.

Xu Sanguan, um distribuidor de casulos de uma fábrica de seda, aumenta o seu magro salário através de visitas ao chefe do sangue. Enquanto luta para sustentar a esposa e os três filhos, as suas visitas tornam-se perigosamente frequentes. 
Quando descobre que o seu filho predileto nasceu de um caso entre a esposa e um vizinho, Xu Sanguan vê a sua vida desmoronar-se. Ao mesmo tempo, a sua esposa é publicamente acusada de prostituição. Perante tamanhas indignidades, Xu Sanguan encontra refúgio nos laços de sangue da sua família. Crónica de Um Vendedor de Sangue, romance escrito com rara intensidade emocional, tece os fios da vida humana através da narração dos dias de um homem comum.

«Comovente… estruturado com mestria e de uma escrita sublime. Um romance que absorve o leitor e constantemente o faz parar para pensar.» [The Boston Globe]

«Um acontecimento literário raro… Xu Sanguan é uma personagem que define não apenas uma geração mas a alma de um povo.» [The Seattle Times]


De Yu Hua, a Relógio d’Água editou também Viver e China em Dez Palavras.

Sobre Fanny Owen, de Agustina Bessa-Luís




«Não significa tal que este livro não arda. O que acontece dentro é um desses fenómenos cuja potência afunda um continente ou levanta das cinzas uma ilha. Pois nele se realiza aquele encontro, proibido pelas leis do devir físico, entre Camilo Castelo Branco e Agustina. Este, sim, é um encontro de alto risco. Se a sua grandeza não fosse de maneira a obrigar-nos a guardar a distância, mandaria a prudência que a guardássemos.
«(…) Está claro que teriam de nascer em dois tempos diferentes, pois a coexistência arrastaria um desastre, no sentido sideral desta palavra. Ainda assim, a relação entre eles é turbulenta, visceral, excitante. Vê-se o quanto Agustina admira o homem, como o entende, como o desmascara, como se irrita quase que domesticamente com as suas fraquezas de carácter. Se existe um par na literatura é este, não a Sand e o Musset, a quem o próprio espectáculo do amor prejudicou.» [Do Prefácio de Hélia Correia]