23.5.19

Sobre Saberás Quem Sou, de Megan Abbott




Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Saberás Quem Sou, de Megan Abbott (trad. Frederico Pedreira)

É esta a pergunta que um reconhecido treinador faz a Katie e a Eric Knox após ver competir a sua filha, Devon, uma ginasta-prodígio que sonha com os Jogos Olímpicos.
Para o casal não existem limites. Até que uma morte violenta e inesperada abala a pequena comunidade local de ginastas, pondo em risco todo o seu trabalho e dedicação.
À medida que os rumores circulam entre os outros pais, Katie tenta freneticamente manter a família unida, apesar de ao mesmo tempo se sentir atraída pelo crime. O que descobre — sobre os medos da filha, o seu casamento e sobre si própria — fá-la refletir sobre se existirá algum preço que não esteja disposta a pagar para que Devon realize o seu sonho.
Saberás Quem Sou é uma montanha-russa de emoções sobre os limites do sacrifício parental, o desejo furtivo e a força da ambição.

Saberás Quem Sou transporta o leitor para a arena hipercompetitiva do mundo da ginástica, onde os sonhos e desejos não apenas das famílias mas de comunidades inteiras recaem sobre os frágeis ombros de uma adolescente. Um livro excecional.” [Paula Hawkins, autora de A Rapariga no Comboio]

“Megan Abbott no seu melhor.” [New York Times]

“Uma das principais escritoras vivas do género policial.” [Grantland]




De Megan Abbott a Relógio D’Água publicou também Dá-Me a Tua Mão.

Homenagem a Manuel Graça Dias, sábado, no Monumental, em Lisboa




Este sábado, 25 de Maio, pelas 18H00, tem lugar no Cinema Medeia Monumental uma homenagem a Manuel Graça Dias. Um momento especial para recordar o arquitecto através da exibição do documentário ARRIVEDERCI MACAU (2012), que fez com Rosa Coutinho Cabral, sobre o arquitecto Manuel Vicente, com o qual trabalhou em Macau, no início da sua carreira; as curtas-metragens, que escreveu e realizou no âmbito do projecto RUPTURA SILENCIOSA, da FAUP: A ENCOMENDA e A LIMPEZA (ambas de 2013; a primeira, sobre a Casa de Albarraque, projecto do arquitecto Raul Hestnes Ferreira, que também participa no filme, a segunda, sobre a casa Weinstein, que Manuel Vicente construiu para a família), o último episódio do programa que teve na RTP nos anos 80, VER ARTES ARQUITECTURA, e um excerto de uma entrevista filmada, ainda inédita, do projecto da FAUP, CIRCA 63, sobre as intersecções entre a arquitectura e o cinema em Portugal.

Haverá ainda uma conversa sobre a sua obra com os arquitectos Egas José Vieira, Luís Urbano e a realizadora Rosa Coutinho Cabral.


Na Relógio D’Água Manuel Graça Dias publicou Ao Volante pela Cidade (dez entrevistas de arquitectura) (1999), O Homem Que Gostava de Cidades (2001), 30 Exemplos (2004), Manual das Cidades (2006) e Ao Volante pela Cidade — Paulo Mendes da Rocha (2014).

Sobre Maria Filomena Molder




«Sob muitos aspectos, é significativo que , dos cerca de dez livros publicados até ao momento pela autora [Maria Filomena Molder], seis sejam antologias, reuniões de textos que até aí existiam isoladamente, dispersos em publicações periódicas ou volumes colectivos. Isso é notório desde Semear na Neve (1999), uma colecção de estudos sobre Walter Benjamin, passando por duas recolhas de textos dedicados a obras de arte e artistas contemporâneos — Matérias Sensíveis (1999) e Rebuçados Venezianos (2016) — até ao mais recente Dia Alegre, Dia Pensante, Dias Fatais (2017).
[…] São livros rítmicos, e nesse sentido estão próximos dos florilégios da Idade Média, compilações de excertos, transcrições e citações de fontes e autores diversos. que com o início da época moderna se foram aproximando sempre mais concretamente da sua raiz latina — florilegium, uma colectânea ou miscelânea de flores —, despindo-se de qualquer vestígio dogmático ou enciclopédico, até chegarem a designar, no sentido mais literal, tratados visuais de botânica e inventários ilustrados de plantas exóticas.
É essa a forma na qual e pela qual se abre o fundo expressivo, propriamente desenhado do pensamento de Maria Filomena Molder, e não é em nada irrelevante que a morfologia e a imagem da metamorfose sejam para a autora o eixo central e a bússola que orientam as suas digressões. Os livros que escreve desfazem e reinventam deliberadamente, no fundo e na forma, a própria ideia da composição literária e filosófica.» [Bruno C. Duarte, Colóquio Letras, 201, Maio/Agosto 2019]


Estas e outras obras de Maria Filomena Molder disponíveis aqui.

22.5.19

Sobre Pequenos Fogos em Todo o Lado, de Celeste Ng




Joshua Jackson no elenco principal de Pequenos Fogos em Todo o Lado

Joshua Jackson (The Affair) vai integrar o elenco principal da nova série da Hulu, Pequenos Fogos em Todo o Lado, juntando-se às protagonistas Reese Whitherspoon e Kerry Washington.
Baseada na obra homónima de Celeste Ng e produzida por Witherspoon e Washington, a minissérie irá acompanhar os pontos de encontro entre a aparentemente perfeita família Richardson, liderada por Elena (Witherspoon), e uma mãe (Washington) e filha que mudam as suas vidas. A história explorará temas como a identidade, a arte de manter segredos, a maternidade e os laços familiares.
Jackson irá interpretar Bill Richardson, um advogado de Shaker Heights, proveniente de famílias modestas. Bill é o contra-balanço perfeito para a sua enérgica e obstinada esposa, Elena. Contudo, quando Bill concorda em representar uns amigos numa acesa batalha de custódia, o casal começa a discutir sobre mais do que apenas a sua desafiadora filha mais nova, Izzy (Megan Stott).
O elenco adicional já confirmado conta com os nomes de Jade Pettyjohn, Jordan Elsass, Gavin Lewis, Megan Stott, Lexi Underwood e Rosemarie DeWitt.

Sobre Um Bailarino na Batalha, de Hélia Correia




«Há que saber escutar o silêncio para ler “Um Bailarino na Batalha”. Nas primeiras três páginas, o texto é só respiração e ritmo — ouve-se o rumor antes do início, mas estamos in media res, pois todo o acontecimento lhe é já anterior, enquanto movimento encantatório, anunciado previamente na cadência da epígrafe-canto-ditirambo, de Nietzsche (cuja primorosa  tradução nos entrega, em uníssono, a dádiva do significado e o ritmo do seu andar). Pedra contra pedra, areia, deserto, morte. Ou morte, deserto, pedra contra pedra — movimentos circulares de morte e regeneração. Uma coreografia de sinais. Só depois surgem os caminhantes, a inventar o tempo e a memória, para que não haja esquecimento e a pedra se ligue ao voo: “Pesados como pedras, no entanto velozes como pedras, eles caminham,os últimos errantes, uns poucos dias mais adiante, os poucos dias que os separam da música dos ossos” (11). Quem lê ainda não pergunta, nem vontade tem de perguntar. A cena abre-se aos olhos e vive por si. Como a imagem de Akram Khan na capa do livro, retirada do cartaz do seu solo Xenos (estreado em Atenas em 21/2/18) e tão cara a Hélia Correia, que diz ter visto nesse corpo o seu bailarino na batalha. No entanto, como afirma numa entrevista, para si, a imagem do bailarino na batalha é o cavalo, o único capaz de transcender aquela realidade [.]» [Maria Etelvina Santos, Colóquio Letras, 201, Maio/Agosto 2019]


Obras de Hélia Correia disponíveis no sítio da Relógio D’Água.

Sobre Agustina Bessa-Luís




«“Ética e Política na Obra de Agustina Bessa-Luís” reúne os textos críticos de 37 investigadores que participaram no Congresso Internacional com o mesmo nome, decorrido em outubro de 2014 na Fundação Calouste Gulbenkian, sob a égide do Círculo Literário Agustina Bessa-Luís (CLABL).
A vocação de Agustina é a provocação. Devemos então, talvez, começar por aí, pelo título do colóquio. A proposta irónica não só se coaduna com a obra da escritora, como é causa óbvia da pluralidade de perspetivas que encontramos ao ler os ensaios publicados. Não surpreende depois que a Introdução, assinada pelos coordenadores, sublinhe ter obtido afinal o que visava. Partindo da “obra poliédrica de Agustina Bessa-Luís”, e tal como esta, o colóquio pretenderia dar corpo a “mundos possíveis que confrontam o leitor” — tão variáveis os mundos quanto os leitores…» [Maria Luísa Malato, Colóquio Letras, 201, Maio/Agosto 2019]

Obras de Agustina Bessa-Luís disponíveis no sítio da Relógio D’Água.

Sobre História da Sexualidade IV — As Confissões da Carne, de Michel Foucault




«Trata-se de uma edição importante: é o derradeiro volume, que Foucault já não pôde reunir na totalidade, nem rever, na sua monumental História da Sexualidade. Nestas 400 páginas, a relação entre cristianismo, o corpo e as relações sexuais é submetida a uma leitura crítica. Tradução exigente de Miguel Serras Pereira.» [LER, Inverno/Primavera 2019]


Todos dos volumes da História da Sexualidade estão disponíveis aqui.