10.5.19

Sobre Dá-Me a Tua Mão, de Megan Abbott




“Não temos personalidade enquanto não tivermos um segredo.”

Kit Owens tinha ambições modestas. Até ao momento em que a misteriosa Diane Fleming se inscreveu na mesma escola e chegou à sua aula de Química. A partir daí, o brilhantismo académico de Diane estimulou Kit, e as duas desenvolveram uma amizade fora do comum. Mas essa amizade durou apenas até ao momento em que Diane partilhou um segredo que alterou tudo.
Mais de uma década depois, quando julgava ter esquecido Diane, Kit começa a concretizar os sonhos científicos que a amiga despertara nela. Mas o passado persegue-a, quando tem conhecimento de que Diane é a competidora principal para um lugar que ambas pretendem.

«Este livro mostra Megan Abbott no seu melhor.»[Paula Hawkins, autora de A Rapariga no Comboio]

«Uma escrita obscura, eficiente, bela e absorvente.»[Meg Wolitzer, autora de A Persuasão Feminina]

«Abbott tem uma capacidade única de mergulhar os seus leitores nos temas que aborda.»  [New York Times Book Review]

«Megan Abbott, a rainha do suspense, escreve o seu melhor livro até hoje. Uma história chocante sobre ambição, desejo e obsessão.» [People]


Os direitos de adaptação para televisão foram adquiridos pela AMC.

9.5.19

Sober Ensaios Escolhidos, de T. S. Eliot




Este livro reúne alguns dos mais importantes textos de ensaio e crítica literária escritos por Eliot entre 1917 e 1962. Entre eles incluem-se «Reflexões sobre o Verso Livre», «Hamlet», «Os Poetas Metafísicos», «Os Pensamentos de Pascal», «Os Três Sentidos de “Cultura”», «O Que É Um Clássico?», «Poesia e Drama», «Literatura Americana e a Língua Americana» e «A Literatura da Política».

«Ocupa o seu lugar na sucessão directa de poetas-críticos que incluem Sidney, Ben Jonson, Dryden, Samuel Johnson, Coleridge e Arnold.» [F. O. Matthiesen]

«Foi o mais talentoso e mais influente crítico literário em Inglaterra no século XX.» [Hugh Kenner]


De T. S. Eliot a Relógio D’Água editou também Poemas Escolhidos.

Sobre Kristen Roupenian




Kristen Roupenian, autora de “Amante de Gatos”, vai participar na FLIP 2019.

A escritora americana Kristen Roupenian, de 36 anos, autora do conto "Amante de Gatos”, cujo livro “Tu Sabes que Queres” sairá na Relógio D’Água este mês de Maio, é o primeiro nome anunciado para a 17.ª Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), informou a organização do evento nesta segunda-feira (21). A FLIP 2019 acontece entre 10 e 14 de Julho.
Mais informação aqui.

8.5.19

Sobre O Duplo, de Fiódor Dostoievski




«O desconhecido estava sentado à sua frente, também de sobretudo e chapéu, na sua cama, sorria ligeiramente, e, franzindo um pouco os olhos, acenou-lhe amigavelmente com a cabeça. O senhor Goliádkin queria gritar, mas não pôde — protestar de alguma maneira, mas não lhe chegavam as forças. Tinha os cabelos em pé e sentou-se no seu lugar, insensível de horror. E de resto havia razão para isso. O senhor Goliádkin reconheceu completamente o seu amigo noturno. O seu amigo noturno não era outro senão ele próprio — o próprio senhor Goliádkin, outro senhor Goliádkin, mas exatamente como ele — numa palavra, aquilo a que se chama o seu duplo em todos os aspetos…»

O Duplo foi publicado em 1846, quando Dostoievski contava apenas 24 anos.
O tema do duplo foi depois muitas vezes abordado na literatura, mas a narrativa de Dostoievski estabelece uma rutura com as convenções literárias até então vigentes.

Goliádkin é o símbolo da revolta do homem contra as instituições sociais, mas também contra si próprio.

Sobre Dizer Não não Basta, de Naomi Klein




Neste livro, Naomi Klein expõe as forças que explicam o sucesso de Donald Trump, mostrando que não se trata de uma aberração mas sim de um produto dos nossos tempos — imagens de marca de reality shows, obsessão pelas celebridades e por CEO, Vegas e Guantánamo e banqueiros gananciosos— tudo em um.
A autora expõe também a sua opinião sobre como podemos quebrar estas políticas de choque, contrariar o caos e a divisão que hoje imperam, e alcançar o mundo de que precisamos.
Dizer Não não Basta foi um dos dez livros da longlist do National Book Award de Não Ficção 2017.

«Naomi Klein escreveu um guia de esperança para a pessoa comum. Leiam este livro.» [Arundhati Roy]


«Urgente, oportuno e necessário.» [Noam Chomsky]

7.5.19

Sobre Confabulações, de John Berger




«Uma língua falada é um corpo, uma criatura viva […]. E o lugar onde esta criatura reside é tanto o que não se diz quando o que se diz.»
O trabalho de John Berger revolucionou o modo como entendemos a linguagem visual. Neste novo livro, o autor escreve sobre a linguagem em si, e como se relaciona com o pensamento, a arte, a música, a narrativa e o discurso político contemporâneo.
O livro inclui ainda os desenhos, notas, memórias e reflexões de Berger, que vão desde Albert Camus ao capitalismo global. 
Confabulações mostra-nos «o que é verdadeiro, essencial e urgente.»

«Berger ensina-nos a pensar, a sentir. Ensina-nos a olhar para as coisas até conseguirmos ver o que pensámos que não estava lá. Mas, acima de tudo, ensina-nos a amar perante a adversidade. É um mestre do seu ofício.» [Arundhati Roy]

«Um dos intelectuais mais influentes do nosso tempo.» [Observer]

«Um dos maiores pensadores do pós-guerra britânico.» [Guardian]

«Berger lida com o pensamento do mesmo modo que um artista lida com a tinta.» [Jeanette Winterson]


De John Berger, a Relógio D’Água publicou também Para o Casamento.

6.5.19

Sobre A Expulsão do Outro, de Byung-Chul Han




A globalização exige a superação das diferenças entre as pessoas, pois quanto mais estas forem idênticas, mais veloz é a circulação do capital, das mercadorias e da informação. A tendência é para que todos se tornem semelhantes como consumidores.
Os tempos em que existia o outro estão a passar. O outro como amigo, o outro como inferno, o outro como mistério, o outro como desejo estão a ser substituídos pelo igual. E a proliferação do igual, apresentada como crescimento, faz com que o corpo social se torne patológico.
O que hoje leva a sociedade a adoecer não é a alienação, a proibição ou a repressão, mas o excesso de informação e o hiperconsumo.
A expulsão do diferente e o inferno do igual traduzem-se em fenómenos como o medo, os movimentos identitários e nacionalistas, a globalização e o terrorismo, partes integrantes de um processo marcado pela depressão e autodestruição.

Este e outros títulos de Byung-Chul Han estão disponíveis aqui.