6.5.19

Sobre Prefácios, de Søren Kierkegaard




«Os oito prefácios diferem entre si na estrutura, na extensão e no enfoque com que abordam a temática dos livros fictícios e os respectivos autores cuja apresentação pública encenam. Uma coisa, todavia, mantém­‑se constante: o grau de corrosão com que neles se desenha a sátira dos usos e costumes do mundo leitor e dos arautos da cultura de Copenhaga, com incidência maior ou menor na contaminação entre a importância comercial, o valor cultural de obras e de autores, a relação interesseira entre a Filosofia e a Teologia contemporâneas e a estipulação do gosto do público.» [Da Introdução de Elisabete M. de Sousa]


De Søren Kierkegaard, a Relógio D’Água publicou também «Migalhas Filosóficas», «Ou-Ou. Um Fragmento de Vida (Primeira Parte e Segunda Parte)», «Temor e Tremor» e «A Repetição».

Sobre Superintelligence, de Nick Bostrom




Nick Bostrom alerta para o possível apocalipse da inteligência artificial

Nick Bostrom, filósofo e professor na Universidade de Oxford, afirmou recentemente que a inteligência artificial representa um enorme e imediato perigo para a humanidade. 
"As alterações climáticas não são a maior mudança a que vamos assistir este século. O resultado deste fenómeno dificilmente será positivo, mas se os desenvolvimentos a que estamos a assistir no sector da IA derem mau resultado, as consequências serão bem piores do que as das alterações climáticas. A IA pode ajudar muito a humanidade, mas o extremo oposto também pode acontecer", disse Bostrom em conversa com o Business Insider. Ver notícia completa aqui: https://tek.sapo.pt/noticias/computadores/artigos/bostrom-alerta-para-o-possivel-apocalipse-da-inteligencia-artificial
Nick Bostrom é autor do livro «Superintelligence: Paths, Dangers, Strategies», que será em breve editado em Portugal pela Relógio D’Água. 

Ainda sobre inteligência artificial, a Relógio D’Água publicará nas próximas semanas «As Superpotências da Inteligência Artificial — A China, Silicon Valley e a Nova Ordem Mundial», de Kai-Fu Lee.

3.5.19

Sobre Pequenos Fogos em Todo o Lado, de Celeste Ng




Série de Pequenos Fogos em Todo o Lado já tem elenco

O serviço de streaming Hulu confirmou mais nomes na sua futura série de oito episódios, Little Fires Everywhere: Jade Pettyjohn (School of Rock), Jordan Elsass (The Long Road Home), Gavin Lewis (Prince of Peoria), Megan Stott (So Shook) e Lexi Underwood (Walk the Prank). Este elenco jovem junta-se aos já anunciados, Reese Witherspoon, Kerry Washington e Rosemarie DeWitt.
Baseada na obra homónima de Celeste Ng, publicada pela Relógio D’Água, e produzida e protagonizada por Reese Witherspoon e Kerry Washington, a minissérie irá acompanhar os pontos de encontro entre a aparentemente família perfeita Richardson, liderada por Elena Richardson (Witherspoon), e uma mãe (Washington) e filha que mudam as suas vidas. A história explorará temas como a identidade, a arte de manter segredos, a maternidade e os laços familiares.
Pettyjohn vai ser Lexie Richardson, popular, inteligente, mandona e motivada. Tem o seu futuro inteiramente planeado e está determinada a seguir as pisadas da mãe, Elena. Contudo, tudo muda quando com a chegada de uma nova família à cidade. Elsass vai dar vida a Trip Richardson, o típico atleta atraente, mas que é mais do que aparenta. Lewis será Moody Richardson, um adolescente com gostos diferentes daqueles ditos normais, que tenta encontrar o seu lugar na sua família e junto dos seus colegas. Stott vai interpretar Izzy Richardson, a ovelha negra da família, que tem dificuldades em viver com as expectativas que a mãe, Elena, tem para si. Underwood será Pearl Warren, a filha de Mia (Washington), que está farta de mudar de casa e de cidade, apenas querendo ter uma vida normal em Shaker Heights. [A partir do site https://www.seriesdatv.pt/novidades-nas-futuras-serie-da-hulu/ ]

Sobre A Mulher de Trinta Anos, de Honoré de Balzac




Carlos Vaz Marques falou sobre A Mulher de Trinta Anos, de Honoré de Balzac, no programa Livro do Dia, na TSF, de 30 de Abril. O programa pode ser ouvido aqui.

2.5.19

Sobre Os Sonâmbulos, de Hermann Broch




«A nostalgia de uma totalidade e um sentido perdidos permeia toda a obra de Broch, numa combinação ambígua entre a lucidez da análise, nomeadamente a análise das modernas sociedades de massas, e o carácter problemático de uma utopia vagamente messiânica. Regressemos à interrogação obsessivamente formulada por Broch em toda a sua obra, tanto literária como ensaística: num mundo sem ética, onde está afinal a possibilidade de uma relação ética com o mundo?» [Do Prefácio]


«O tema deste vasto romance não nos é ocultado. Broch tem o cuidado de pôr em destaque os pensamentos teóricos que de outro modo procuraríamos no interior das suas histórias. Os títulos já dizem tudo: Pasenow ou o romantismo, 1888; Esch ou a anarquia, 1903; Huguenau ou o realismo, 1918; e, acima destes três nomes, a palavra nocturna que aqui nem sequer é uma imagem, mas um diagnós­tico: Os Sonâmbulos.» [Maurice Blanchot]

Sobre As Novas Rotas da Seda, de Peter Frankopan




Carlos Vaz Marques falou sobre As Novas Rotas da Seda, de Peter Frankopan, no programa Livro do Dia, da TSF, de 12 de Abril de 2019. O programa pode ser ouvido aqui.

Sobre Nana, de Émile Zola




Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Nana, de Émile Zola (trad. Daniel Augusto Gonçalves)

Nana é um dos principais romances de Émile Zola. Nascida no meio operário, filha de um pai alcoólico e de uma lavadeira, Nana precisa de dinheiro para criar o filho que teve aos dezasseis anos de um pai desconhecido.
Medíocre artista de teatro, prostitui-se para compor o ordenado ao fim do mês. A sua ascensão social começa com o papel de Vénus, que vai interpretar num teatro parisiense. Não sabe cantar, mas as suas roupas impudicas e a sexualidade intensa atraem os homens e permitem-lhe viver num apartamento luxuoso, onde foi instalada por um rico comerciante de Moscovo.
Nana vai tornar-se um exemplo de prostituta de luxo, da cortesã francesa do Segundo Império. Alcança a riqueza, afirma-se nos meios da aristocracia e da finança, reinando no seu palacete da avenida de Villiers, entre móveis de laca branca e perfumes perturbadores.

É assim que Nana dissipa heranças e mergulha famílias no desespero, desferindo golpes devastadores numa sociedade corrupta que despreza e de que acabará por ser vítima.