29.3.19

Sobre Viagens, de Virginia Woolf




Em companhia dos irmãos, de amigos, e mais tarde com o marido Leonard, Virginia Woolf viajou da adolescência até quase ao fim da vida.
Conheceu Espanha, que veio a considerar um país magnífico, apesar do invariável céu azul. Passou por Lisboa e Porto. Visitou por diversas vezes a Grécia. Perdeu-se pelas ruelas de Constantinopla e sentiu-se fascinada pelas suas principais mesquitas. Em Itália, deu particular atenção a Veneza, Florença e Siena. Na Alemanha, o centro da sua atenção foi Bayreuth. Em meados dos anos 30, visitou a França e deslocou-se à Holanda.

Mas viajar nunca foi para ela uma descrição de lugares, referenciados com anotações brilhantes. Como escreveu Jorge Vaz de Carvalho, na Introdução: «Nunca abusa no gosto pelo detalhe pitoresco ou prelecção erudita. Percebemos como a escritora evita obsessivamente os estilos de guia turístico ou de reportagem, bem como o pretexto dos monumentos e das paisagens para a revelação confessional ou reflexões de natureza histórica ou política. Trata-se, nas suas próprias palavras, de mostrar “todos os traços da passagem de uma mente pelo mundo”.»

28.3.19

Sobre Dá-Me a Tua Mão, de Megan Abbott




Pedro Lamares leu um excerto de Dá-Me a Tua Mão, de Megan Abbott, no programa Literatura Aqui de 19 de Março (aos 21 minutos). O programa pode ser visto aqui https://tinyurl.com/yy28nsjw

Kit Owens tinha ambições modestas. Até ao momento em que a misteriosa Diane Fleming se inscreveu na mesma escola e chegou à sua aula de Química. A partir daí, o brilhantismo académico de Diane estimulou Kit, e as duas desenvolveram uma amizade fora do comum. Mas essa amizade durou apenas até ao momento em que Diane partilhou um segredo que alterou tudo.

Mais de uma década depois, quando julgava ter esquecido Diane, Kit começa a concretizar os sonhos científicos que a amiga despertara nela. Mas o passado persegue-a, quando tem conhecimento de que Diane é a competidora principal para um lugar que ambas pretendem.

Raul Brandão em Lisboa




No próximo dia 5 de Abril, às 17:30, será colocada na fachada da casa onde Raul Brandão morreu uma placa de homenagem, na Rua de São Domingos à Lapa, n.º 44, em Lisboa.
No mesmo dia, às 18:30, na York House, será lançado Raul Brandão e Lisboa, de Vasco Rosa.

De Raul Brandão, a Relógio D’Água publicou Memórias (Tomos I, II e III), A Farsa, História dum Palhaço / A Morte do Palhaço e o Mistério da Árvore, El-Rei Junot, Vida e Morte de Gomes Freire, Os Pescadores e Húmus.

Gulliver na Culturgest






A Culturgest apresenta um espectáculo de teatro de Tiago Cadete em que «Gulliver é uma espécie de VJ, uma inteligência artificial que vem do futuro e que conta a sua história através do grande arquivo de documentos, imagens e sons encontrados na internet sobre as interpretações do livro de Jonathan Swift, As Viagens de Gulliver.» Mais informações aqui https://www.culturgest.pt/pt/programacao/tiago-cadete-gulliver/

27.3.19

Sobre Entretenimento e Paixão na História do Ocidente, de Byung-Chul Han (trad. Miguel Serras Pereira)




Disponível aqui www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias

O entretenimento, a distração e a intranscendência afirmam-se nos mais diversos âmbitos da sociedade ocidental, alterando a compreensão do mundo. “A totalização do entretenimento tem como consequência um mundo hedonista.”
Os valores que se lhe opõem são os da paixão, próprios das culturas cristãs, em que tradicionalmente se enaltece o trabalho, o esforço, o sofrimento e a seriedade. A arte relacionada com esses valores é a que integra o sofrimento e o combate entre o bem e o mal.
Perante esta oposição, parece impossível qualquer reconciliação.

Mas, como mostra Byung-Chul Han, o jogo e a paixão talvez não sejam tão antagónicos como poderiam parecer. Para o provar, o filósofo germano-coreano toma como referência Kant, Hegel, Nietzsche, Heidegger, Luhmann e Rauschenberg, e analisa as formas de entretenimento surgidas ao longo da história, evidenciando a importância do ócio nos nossos sistemas sociais.

Sobre O Vermelho e o Negro, de Stendhal




«Julien Sorel nada sabe de si próprio; só é capaz de sentir as paixões depois de as simular e tem um inegável talento para a hipocrisia. E, no entanto, Julien mantém o nosso interesse e, mais do que isso, fascina-nos, não somos capazes de sentir antipatia por ele.» [Harold Bloom, O Futuro da Imaginação]


«Stendhal faz com que o leitor se sinta orgulhoso de ser seu leitor.» [Paul Valéry]

Sobre Hannah Arendt




«O conceito de Banalidade do Mal em Hannah Arendt» é o tema do próximo grupo de leitura da Fundação das Casas de Fronteira e Alorna, que decorrerá nos próximos dias 2, 4 e 10 de Abril, no Palácio Fronteira, em Lisboa. Mais informação aqui: https://www.facebook.com/events/1663735447261339/