8.3.19

Conversa sobre As Confissões da Carne





Miguel Serras Pereira e Nuno Nabais conversam sobre As Confissões da Carne, volume IV da História da Sexualidade, de Michel Foucault, na livraria Tigre de Papel, em Lisboa, dia 18 de Março, segunda-feira, pelas 18:30.

As Confissões da Carne é o quarto e último volume da História da Sexualidade, obra em que Michel Foucault se propôs a estudar a sexualidade humana desde a Antiguidade clássica até aos primeiros séculos do cristianismo. 
A elaboração definitiva de As Confissões da Carne, de acordo com Frédéric Gros, responsável pela edição, pode situar-se em 1981 e 1982. O livro foi editado em 2018, quando os herdeiros de Foucault consideraram reunidas as condições para a publicação do inédito, que concluía a análise de A Vontade de Saber, O Uso dos Prazeres e O Cuidado de Si.
O livro tem três partes. A primeira aborda os temas “Criação, procriação”, “O baptismo laborioso”, “A segunda penitência” e “A arte das artes”; a segunda, a “Virgindade e continência”, “Das artes da virgindade” e “Virgindade e conhecimento de si”; e a terceira, “O dever dos esposos”, “O bem e os bens do casamento” e “A libidinização do sexo”.

7.3.19

A chegar às livrarias: As Novas Rotas da Seda, de Peter Frankopan (trad. Frederico Pedreira)





Aquando da sua publicação em 2015, As Rotas da Seda tornou-se de imediato um clássico, uma reinterpretação da história do mundo, que nos levou a olhar para o passado sob uma perspetiva diferente. As Novas Rotas da Seda atualiza esta história, tendo em conta um mundo que muda com cada vez maior rapidez.

Seguindo as Rotas da Seda para leste da Europa e até à China, atravessando a Rússia e o Médio Oriente, As Novas Rotas da Seda lembra-nos que vivemos num mundo profundamente interligado. Na era do Brexit e de Donald Trump, os temas como o isolamento e a fragmentação assombram o Ocidente e criam um contraste profundo com o que acontece nas Rotas da Seda, onde as relações e a cooperação mútua se intensificam cada vez mais. 
Com profundo conhecimento da matéria, Peter Frankopan revela-nos o seu olhar sobre esta complexa rede de ligações, avaliando as consequências globais da constante mudança do centro do poder.
Este livro compele-nos a refletir sobre quem somos e onde estamos no mundo, de modo que entendamos os temas dos quais as nossas vidas dependem.

«Gostei muito do livro, e aprendi imenso com As Novas Rotas da Seda. Frankopan é um guia brilhante.» [Niall Ferguson]


«O novo mapa da ordem mundial.» [Evening Standard]

Normal People, de Sally Rooney, na longlist do Women’s Prize for Fiction 2019




Normal People, da escritora irlandesa Sally Rooney, é um dos dezasseis títulos na longlist do Women’s Prize for Fiction 2019. O livro será publicado em Portugal no primeiro semestre deste ano pela Relógio D’Água, com o título Pessoas Normais, com tradução de Ana Falcão Bastos.
As outras obras da longlist são The Silence of the Girls, de Pat Barker, Remembered, de Yvonne Battle-Felton; My Sister, the Serial Killer, de Oyinkan Braithwaite; The Pisces, de Melissa Broder; Milkman, de Anna Burns; Freshwater, de Akwaeke Emezi; Ordinary People, de Diana Evans, Swan Song, de Kelleigh Greenberg-Jephcott; An American Marriage, de Tayari Jones; Number One Chinese Restaurant, de Lilian Li; Bottled Goods, de Sophie van Llewyn; Lost Children Archive de Valeria Luiselli; Praise Songs for the Butterflies, de Bernice L. McFadden, Circe, de Madeline Miller; e Ghost Wall, de Sarah Moss.
A shortlist será divulgada no dia 29 de Abril e a obra vencedora será anunciada dia 5 de Junho. Em 2018, o prémio foi atribuído a Kamila Shamsie, por Conflito Interno, publicado em Portugal pela Relógio D’Água.

Sobre Hélia Correia




No ciclo de conferências 100 anos de Prosa, que decorre entre 14 de Janeiro e 19 de Março, na Academia das Ciências de Lisboa, estarão em discussão vários escritores portugueses.
No próximo dia 12 de Março, às 17:00, Sandra Sousa falará sobre “Da tradição à reinvenção: representações do feminino na obra de Hélia Correia”.

Sobre Flush, de Virginia Woolf




Flush é a biografia de um spaniel, mais concretamente do cão da poetisa inglesa Elizabeth Barrett Browning, autora de Sonetos Portugueses.
Como escreve Fernando Guimarães no prefácio, a narrativa faz-se a partir de «vários pontos de vista que podem ser tanto os de Flush como os do narrador ou de outros personagens».
Mas como é um cão o protagonista, muitas descrições das casas burguesas, dos jardins e dos bairros pobres da Inglaterra do século xix são-nos dadas de um modo mais olfactivo do que visual.
Para Flush «o amor é sobretudo odor; a forma e a cor, odores; a música, a arquitectura, a lei, a política e a ciência são odores. Para ele a própria religião era um odor».

6.3.19

Sobre Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada, de Pablo Neruda




«Os “Vinte Poemas” são um livro doloroso e bucólico que contém as minhas paixões adolescentes mais atormentadas, misturadas com a natureza avassaladora do Sul da minha pátria. É um livro de amor porque, apesar da sua profunda melancolia, nele está presente o prazer da existência.» [Pablo Neruda]

Sobre Romeu e Julieta, de William Shakespeare




«Romeu e Julieta é talvez, a par de Hamlet, a peça mais conhecida e popular da dramaturgia shakespeariana, porventura, uma das obras mais emblemáticas da literatura mundial, pela dimensão universal que a história trágica de amores contrariados alcançou ao longo dos tempos. Não é uma história original, nos seus contornos temáticos, no recorte das personagens principais, no travejamento das suas linhas de acção, no desfecho fatal que um destino cego impõe a quem se enreda nas suas malhas. Tem origem na densa simplicidade dos mitos, perdendo-se na profundidade do que no ser humano se sente e reconhece como amor, na fronteira inevitável e trágica da morte, na ilusão de invencibilidade da paixão, contra ódios e reversos da sorte. Romeu e Julieta já não são apenas os nomes dos protagonistas da peça shakespeariana, mas identificam ícones intemporais do amor romântico, tornando-se sinónimos de jovens apaixonados, universalmente reconhecidos e glosados.» [Da Introdução de Filomena Vasconcelos]