5.2.19

A chegar às livrarias: Homens e Bestas, de Donna Leon (trad. de Maria Eduarda Cardoso)





Um corpo completamente desfigurado é descoberto a flutuar num canal.
O Comissário Brunetti é chamado para fazer a identificação, mas o caso não progride, pois a única pista é o sapato que a vítima tem calçado. É então que Brunetti se lembra do homem num violento protesto no ano anterior.
A investigação de Brunetti leva-o dos pacatos canais de Veneza até um mundo assustador de chantagem e corrupção.

«Neste livro, Donna Leon provoca Brunetti com um crime que realmente perturba a sua alma…» [The New York Times Book Review]

«Complexo e muito interessante.» [Independent]

«Donna Leon tem uma maravilhosa intuição para as complexidades sociais de Veneza, onde a corrupção é tão antiga, profunda e traiçoeira como os canais.» [Daily Mail]


Este e outros livros de Donna Leon disponíveis em https://relogiodagua.pt/produto/homens-e-bestas/

4.2.19

Sobre Sanditon, de Jane Austen




Carlos Vaz Marques falou sobre Sanditon, de Jane Austen, no programa Livro do Dia, da TSF, de 4 de Fevereiro de 2019. O programa pode ser ouvido aqui: 


Mais informação sobre esta e outras obras de Jane Austen publicadas pela Relógio D’Água aqui: https://relogiodagua.pt/?s=jane+austen&post_type=product

A chegar às livrarias: Todos Nós Temos Medo do Vermelho, Amarelo e Azul, o mais recente livro de contos de Alexandre Andrade




«— Esforcei‑me por obter uma superfície com uma tonalidade uniforme, mate, com um mínimo de relevo. Pretendia uma superfície lisa, sem rugosidades visíveis, neutra, repousante para quem olha. Quis que a cor fosse refractária a qualquer tentativa para a nomear: cor de terracota, alaranjado, ocre, rosa. Quanto ao formato, pode parecer um círculo perfeito com as fronteiras muito nítidas, quase recortadas, mas na verdade não é um círculo perfeito. É uma elipse muito pouco excêntrica, e com algumas irregularidades muito subtis. Só estou arrependido de a ter pintado tão alto. Precisava de subir ao degrau mais alto do escadote para chegar lá, e mesmo assim não conseguia pintar numa posição normal. Tinha de esticar muito o braço. Era cansativo.»

Este e outros livros de Alexandre Andrade disponíveis em: https://relogiodagua.pt/autor/alexandre-andrade/

Sobre O Enraizamento, de Simone Weil




O Enraizamento é um ensaio escrito em 1943 e que permaneceu inacabado devido à morte da autora. O seu subtítulo é Prelúdio para Uma Declaração dos Deveres para com o Ser Humano
Simone Weil procura criar as bases de uma doutrina, regressando aos princípios que permitiram às civilizações estabelecerem-se de um modo durável.
Nesse ano de 1943, após vinte anos de amadurecimento interior, trata-se para Simone Weil de reatar um pacto que apoia sobre a «exigência do bem absoluto que habita no coração do homem, mas que tem a sua origem numa realidade situada fora do mundo». 

«O enraizamento talvez seja a necessidade mais importante e mais ignorada da alma humana. (…) Todo o ser humano precisa de ter múltiplas raízes, precisa de receber a quase totalidade da sua vida moral, intelectual, espiritual, por intermédio dos ambientes a que naturalmente pertence.»

1.2.19

Sobre A Carta de Lorde Chandos, de Hugo von Hofmannsthal




A Carta de Lorde Chandos, publicada em 1902, é uma missiva ficcionada a Francis Bacon, em que Lorde Chandos, atravessando uma crise literária e filosófica, explica porque não é capaz de continuar a escrever.
O texto corresponde a uma crise do seu autor. Em 1901, Hofmannsthal renunciara à carreira universitária, reviu a sua obra poética, casou com Gerty Schlesinger e foi viver para uma pequena povoação próximo de Viena. Debate-se com a falta de sentido da expressão poética e literária e com o absurdo dos conceitos abstractos, e pensa que um novo começo só pode surgir de uma atitude, a decência de ficar calado.

«Lorde Chandos, um jovem da nobreza rural da época isabelina, em quem no entanto se pode sem dificuldade pressentir o homem culto, formado em Oxford, e o cavalheiro esteta dos nossos dias, escreve ao seu amigo paterno, o Lorde‑Chanceler Bacon, o pensador mais vigoroso da sua época, e descreve, é certo que com a reserva e o mutismo a seu respeito impostos pela sua educação e pela sua natureza, uma experiência extremamente terrível. A unidade intuitiva mística do Eu, da expressão e da coisa perdeu‑se para ele de uma só vez, de tal forma que o seu Eu é brutalmente conduzido ao isolamento mais hermético, isolado num mundo rico ao qual deixou de ter acesso e cujas coisas nada lhe querem dizer, nem sequer os respectivos nomes.» [Da Introdução de Hermann Broch]

Sobre “You Know You Want This”, de Kristen Roupenian




«“You Know You Want This” encanta e horroriza, em simultâneo. (…) no seu melhor, a escrita de Roupenian evoca os sombrios contos de fadas feministas de Angela Carter. Esta antologia confirma a sua reputação como uma das mais surpreendentes novas vozes da ficção.» [The Economist,12/1/2019]


A Relógio D’Água publicará a tradução de “You Know You Want This” no primeiro semestre de 2019.

Sobre Uivo e Outros Poemas, de Allen Ginsberg




Uivo e Outros Poemas, de Allen Ginsberg, foi originalmente publicado no outono de 1956 pela editora City Lights Books. Apreendido pelos serviços alfandegários dos Estados Unidos e pela polícia de São Francisco, foi sujeito a um longo julgamento, em que poetas e professores tentaram convencer o tribunal de que não se tratava de um livro obsceno.
Mais tarde, Uivo acabou por se tornar o livro de poesia mais lido na história dos EUA, com cerca de um milhão de exemplares vendidos em relativamente pouco tempo.
Carl Solomon, a quem Uivo é dedicado, foi um dadaísta do Bronx que escreveu poesia em prosa.