5.12.18

A chegar às livrarias: As Variedades da Experiência Religiosa, de William James (trad. de Helena Briga Nogueira e Margarida Periquito)




Em As Variedades da Experiência Religiosa, William James aplica o método científico aos fenómenos religiosos, abordando o misticismo e a religião através do pragmatismo e da psicologia experimental.
O livro, nascido das Conferências Gifford apresentadas na Universidade de Aberdeen a partir da primavera de 1901, coloca o acento no estudo das formas exteriores de religião e nos estados mentais a elas associados.
Para ilustrar as suas teorias, William James cita as suas próprias experiências, as dos seus próximos, e também pensadores como Voltaire, Whitman, Emerson, Lutero, Tolstoi, John Bunyan e Jonathan Edwards.
Este ensaio, de um psicólogo que se tornou filósofo, é de uma extrema atualidade num tempo marcado pela afirmação das religiões e pelos seus conflitos.

A chegar às livrarias: Coisas Que não Quero Saber, de Deborah Levy (trad. Ana Falcão Bastos)





Coisas Que não Quero Saber é a primeira parte de Living Autobiography, a trilogia autobiográfica de Deborah Levy.

Tendo o famoso ensaio de George Orwell, “Porque Escrevo”, como ponto de partida, Deborah Levy oferece-nos as suas próprias reflexões sobre a carreira literária. Com inteligência, clareza e brilhantismo, discorre sobre a necessidade de afirmação de uma jovem mulher para poder entrar no disputado território da literatura e moldá-lo às suas necessidades.

“Imperdível. Para ir absorvendo aos poucos, como quando tropeçamos num oásis… Subtil, imprevisível, surpreendente.” [Guardian]

“Suprema acutilância e originalidade imaginativa. Uma escrita inspiradora.» [Marina Warner]

4.12.18

A chegar às livrarias: Sanditon, de Jane Austen (trad. Alda Rodrigues)




No início do século xix, a sociedade inglesa descobre o encanto dos banhos de mar e os Parkers iniciam a transformação de Sanditon, uma antiga aldeia piscatória, numa estação balnear na moda.
Convidada para a magnífica vivenda dos Parkers, a jovem Charlotte Heywood descobre um meio repleto de intrigas e paixões. Em torno de Lady Denham e da pupila Clara, gravitam as Beauforts, o tenebroso Henry Denham e o esplendoroso Sidney Parker.
Vai Charlotte manter-se apenas como espectadora ou irá participar no turbilhão de sentimentos que a rodeiam?
Quando morreu em 1817, Jane Austen deixou inacabada a obra, e Sanditon só veria a luz do dia em 1925. Mas a novela tem toda a ironia e o ceticismo de Jane Austen na abordagem de personagens caracterizadas pela hipocondria e pelo narcisismo.

Sobre Gabriel Tallent




Gabriel Tallent fala sobre o verdadeiro trabalho do escritor, num vídeo do canal KUED, da Universidade do Utah. O vídeo pode ser visto aqui.

O Meu Amor Absoluto, o primeiro livro de Gabriel Tallent, escrito aos 30 anos, é a revelação de um grande autor, tanto pela escrita como pelo facto de ter arriscado num tema difícil, sempre próximo do abismo.
Turtle Alveston, com apenas 14 anos, é uma sobrevivente, ameaçada pelo amor asfixiante do pai, Martin. Vive em perigo constante, mas está longe de ser uma adolescente passiva e inocente. E, no entanto, tem apenas a referência de Jacob, no meio da paisagem desolada.

O autor nunca esconde que o tema do livro é o abuso, psicológico e mesmo sexual, mas admite que até assim pode existir uma certa forma de amor e de prazer.

3.12.18

Sobre Lord Jim, de Joseph Conrad (trad. Alda Rodrigues)




Jim era o primeiro oficial a bordo do Patna. Tinha sonhos juvenis de heroísmo e esperava cometer atos que provassem a sua coragem.
Mas quando o Patna, ao navegar de noite no mar Arábico, colide com um misterioso obstáculo, Jim entra em pânico e abandona ao naufrágio o navio e os peregrinos que transporta.
Este ato de cobardia leva-o a errar de porto em porto até que, em Patusan, na Malásia, a chegada de um traficante lhe dá ocasião de se conduzir com heroicidade.
Desta vez ele não hesita, procurando a redenção e ser fiel aos seus ideais românticos.

É um dos mais belos romances de Conrad, a par de Coração das Trevas, O Agente Secreto e Nostromo.

Sobre Orgulho e Preconceito, de Jane Austen




Neste romance, Jane Austen procede a uma profunda introspecção das suas personagens. E, como noutros livros seus, a ironia é posta ao serviço dessa compreensão.
A chegada de vários jovens marca uma profunda transformação na vida de uma família de classe média rural, os Bennets, em particular na das suas cinco filhas.
Um desses jovens é Darcy, membro da alta sociedade que se distingue pelo seu orgulho. Desenvolve-se uma série de desafios, de equívocos, de julgamentos apressados, que conduzem à mágoa e ao escândalo, mas também ao autoconhecimento e amor. E os encontros e desencontros entre Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy marcam o ritmo da narrativa e o seu adiado epílogo.

«As principais heroínas de Austen — Elizabeth, Emma, Fanny e Anne — possuem uma tão grande liberdade pessoal que as suas individualidades não podem ser reprimidas. (…) Uma concepção de liberdade interior que se centra numa recusa de aceitar a estima a não ser de alguém a quem se conferiu estima situa-se no mais alto grau da ironia. A suprema cena cómica em toda a obra de Austen é a rejeição que Elizabeth faz da primeira proposta de casamento de Darcy (…).» [Harold Bloom] 

Sobre A Sibila, de Agustina Bessa-Luís




A Sibila, de Agustina Bessa-Luís, é,segundo o El País, uma das dez obras marcantes da literatura portuguesa. Da lista fazem também parte obras de Gonçalo M. Tavares, António Lobo Antunes e José Saramago. Mais informação aqui.