12.10.18

Escritora Tina Vallès elege Uma Viagem à Índia, de Gonçalo M. Tavares




A escritora espanhola Tina Vallès, que em 2017 obteve o Premio Llibres Anagrama de narrativa en catalão com «La memoria del árbol», destacou recentemente «Uma Viagem à Índia», de Gonçalo M. Tavares.
Em entrevista concedida ao suplemento Babelia, do El País de sábado, 6 de Outubro, respondeu assim à pergunta «Que livro de outra pessoa gostaria de ter escrito?»: «Uma Viagem à Índia, de Gonçalo M. Tavares. Um livro imenso sobre a Europa de entre séculos. Tenho-o sempre por perto. Tavares escreve um mundo em cada frase.»


De Gonçalo M. Tavares, a Relógio D'Água publicou recentemente Breves Notas sobre Literatura-Bloom.

Agustina Bessa-Luís celebrada na UTAD




Acontece no próximo dia 15 mais uma Tarde de Agustina, no Auditório da Escola de Ciências e Tecnologia da UTAD, às 14:30.
Será exibido o filme Conversazione a Porto, realizado por Daniele Segre, sobre uma conversa entre Manoel de Oliveira e Agustina Bessa-Luís.
O evento conta ainda com a colaboração de alunos das escolas secundárias Camilo Castelo Branco e S. Pedro, num exposição intitulada Os Rostos de Agustina, que será inaugurada às 16:00.
Ao longo do ano, outras ações de homenagem a Agustina irão ainda ter lugar, culminando com a atribuição do Doutoramento Honoris Causa pela UTAD.

Nas livrarias: Três Mulheres com Máscara de Ferro, de Agustina Bessa-Luís





Três Mulheres com Máscara de Ferro integra, além do libreto em português (e inglês) que Agustina Bessa-Luís escreveu, textos de Mónica Baldaque, Vera San Payo de Lemos, Eurico Carrapatoso, os prefácios de António Lobo Antunes, Hélia Correia e Gonçalo M. Tavares publicados em Vale Abraão, Fanny Owen e A Sibila, e imagens da representação do Teatro Aberto.

«Vamos pôr as nossas máscaras e voltar para o nosso lugar. Elas escondem que somos iguais aos homens e que temos direito ao reino deles. Mas como os iguais não se podem amar temos que usar estas máscaras de ferro toda a vida.»

11.10.18

Sobre Crónicas do Mal de Amor, de Elena Ferrante




A Filha Obscura, de Elena Ferrante, um dos textos incluídos em Crónicas do Mal de Amor, editado pela Relógio D’Água, terá adaptação cinematográfica de Maggie Gyllenhaal. 
Elena Ferrante escreveu sobre a adaptação na sua última coluna no The Guardian, que pode ser lida aqui.

Os outros dois textos que compõem Crónicas do Mal de Amor também já foram adaptados para cinema. Mario Martone realizou um filme a partir de Um Estranho Amor (que será exibido no Lesffest, em Novembro) e Roberto Faenza adaptou Os Dias do Abandono.

A chegar às livrarias: Vidas Escritas, de Javier Marías (trad. Salvato Teles de Menezes e Francisco Vale)




Javier Marías apresenta-nos vinte e seis breves retratos de grandes escritores, que são um convite à leitura das suas obras.
Entre os escolhidos estão William Faulkner, Joseph Conrad, Isak Dinesen, James Joyce, Robert Louis Stevenson, Arthur Conan Doyle, Oscar Wilde, Ivan Turgueniev, Thomas Mann, Giuseppe Tomasi di Lampedusa, Rainer Maria Rilke, Vladimir Nabokov, Madame du Deffand, Rimbaud, Henry James e Laurence Sterne.
Todos eles são tratados por Marías com admiração, afecto, ironia e distanciamento.
O volume é completado com retratos de «seis mulheres fugitivas».

«É difícil contermo-nos perante o encanto destes breves retratos, estranhos e astutamente irónicos. Um livro encantador.» [Michael Dirda, The Washington Post]

«Ao ler estes textos, cai-se insólita e inesperadamente numa sensação de êxtase.» [The Washington Times]

«Marías é um escritor demasiado hábil para se lançar em qualquer coisa como uma entediante teoria da biografia. […] Para Marías, os grandes escritores não são enigmas por resolver, mas paradoxos para saborear.» [Christopher Benfey, The New York Times Book Review]


«Tenho o pressentimento de que Vidas Escritas, de Javier Marías, será considerado um texto de referência na história da biografia.» [Carl Rollyson, The New York Sun]

A chegar às livrarias: Mrs. Osmond, de John Banville (trad. Frederico Pedreira)




Do vencedor do Man Booker Prize, chega-nos este romance que continua a história de Isabel Archer, protagonista de Retrato de Uma Senhora, de Henry James, em territórios surpreendentes. 

No final do século XIX, Isabel Archer, uma jovem norte-americana, é enviada pela tia para a Europa, na esperança de que se familiarize com o mundo e adquira experiência.
Quando Isabel herda uma fortuna inesperada, é convencida a casar com um homem sedutor e quase sem recursos, Gilbert Osmond, que mais tarde se descobre ser cruel e enganador.
Numa viagem a Inglaterra para visitar o primo que está às portas da morte, Isabel tem uma hipótese de se livrar do casamento. Apesar disso, decide regressar a Itália. 
John Banville acompanha a história de Henry James até este momento. Mas Mrs. Osmond é uma criação de Banville: a criatividade narrativa, a precisão da lírica, as surpresas linguísticas, as camadas de intensidade emocional e psicológica, o subtil humor negro…
Mais tarde, o romance segue direções que o próprio James talvez se sentisse tentado a seguir.

De John Banville, a Relógio D’Água editou também Retalhos do Tempo — Um Memorial de Dublin.

10.10.18

Sobre Philip K. Dick




«Vivemos no mundo imaginado por Philip K. Dick.» [Emmanuel Carrère, El País, 9/10/2018]
Ler mais aqui.


De Philip K. Dick, a Relógio D’Água publicou Será que os Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, O Homem Duplo, O Homem do Castelo Alto, Relatório Minoritário e Outros Contos, Os Três Estigmas de Palmer Eldritch, Ubik e Sonhos Elétricos. Em breve será editado VALIS.