10.7.18

Sobre Machado de Assis




«Machado de Assis é leve e divertido, como raramente se espera dos escritores de quem se erguem estátuas.» [Benjamin Moser, New Yorker, 9-16/7/2018. Texto completo aqui. ]


De Machado de Assis, a Relógio D’Água publicou Memórias Póstumas de Brás Cubas e Quincas Borba; Dom Casmurro e Esaú e Jacó; e, na colecção Clássicos para Leitores de Hoje, Memórias Póstumas de Brás Cubas e O Alienista e Outros Contos.

Sobre Vidas de Raparigas e Mulheres, de Alice Munro




O único romance escrito pela vencedora do Nobel da Literatura 2013 — Vidas de Raparigas e Mulheres — é uma obra perspicaz, honesta, «formal, mas não factualmente autobiográfica», que nos conta a vida de uma jovem numa zona rural de Ontário durante os anos 40.
Del Jordan vive no fim da Flats Road, na quinta de criação de raposas do seu pai, onde os seus companheiros são um excêntrico solteiro amigo da família e o seu rude irmão mais novo. Quando Del começa a passar mais tempo na cidade, vê-se rodeada por mulheres: a sua mãe agnóstica, uma mulher teimosa que vende enciclopédias aos agricultores; a inquilina da sua mãe, Fern Dogherty; e a sua melhor amiga, Naomi, com quem partilha as frustrações e as desenfreadas alegrias características da adolescência. 
É através destas influências improváveis, e das suas experiências com o sexo, o nascimento, e a morte, que Del explora as contradições do que é ser uma mulher. O resultado é uma demonstração poderosa, comovente e repleta de humor da consciência incomparável de uma escritora sobre a vida de raparigas e mulheres.

De Alice Munro, a Relógio D’Água publicou também os livros de contos Fugas, O Amor de Uma Boa Mulher, A Vista de Castle Rock, Demasiada Felicidade, O Progresso do Amor, Amada Vida, Falsos Segredos e  Ódio, Amizade, Namoro, Amor, Casamento.

Sobre Na Primavera, de Karl Ove Knausgård




«A terceira parte do Quarteto das Estações é algo estranho e inesperado.»


Na Primavera, de Karl Ove Knausgård, recebe cinco estrelas na crítica de Sam Leith no The Telegraph (9/7/2018).

9.7.18

Expresso recomenda Obra Completa de Arthur Rimbaud e Nesta Grande Época de Karl Kraus



Entre as obras recomendadas como leituras para as férias, os críticos do Expresso escolheram Obra Completa de Arthur Rimbaud e Nesta Grande Época de Karl Kraus.



A propósito da Obra Completa de Arthur Rimbaud, Luís M. Faria afirma: «Génio adolescente poeta visionário do descontrolo dos sentidos, Rimbaud parou de escrever aos 21 anos, quando já produzira as obras extraordinárias que este volume reúne em português e francês. Paul Valéry disse que Rimbaud era o único escritor que não usava a linguagem do senso comum. Difícil imaginar maior elogio.»



Sobre Karl Kraus, Pedro Mexia destaca Nesta Grande Época como uma duas edições «dos seus artigos e aforismos, hostis à moralidade dominante e inclinadas a ver o jornalismo como um dos males do mundo». [Expresso, E, 7/7/2018]

Sobre Gratidão, de Oliver Sacks




Durante os últimos meses de vida, Oliver Sacks escreveu um conjunto de ensaios em que explora, de forma comovente, os seus sentimentos sobre o momento de completar uma vida e aceitar a morte.
«É o destino de cada ser humano», escreveu Sacks, «ser um indivíduo único, descobrir o seu próprio caminho, viver a sua própria vida, morrer a sua própria morte.»
Estes quatro ensaios são uma ode à singularidade de cada ser humano e à gratidão pela vida que nos é concedida. 

De Oliver Sacks, a Relógio D’Água publicou também O Homem Que Confundiu a Mulher com Um Chapéu, Despertares, Um Antropólogo em Marte, Perna para Que Te Quero, A Ilha sem Cor, O Tio Tungsténio, Musicofilia, Vejo Uma Voz, O Olhar da Mente, Diário de Oaxaca, Alucinações, Enxaqueca, Em Movimento e O Rio da Consciência.

6.7.18

A chegar às livrarias: Nunca Dancei num Coreto — Crónicas, 2011/2018, de Maria Filomena Mónica





«Desde que, em 1990, comecei a escrever regularmente para os jornais, houve colegas que me criticaram com o argumento de que estaria a desperdiçar os meus supostos talentos. Não tardei a verificar que o facto de escrever para um público mais vasto do que o constituído pelos círculos universitários não só em nada me prejudicava como até me ajudava a pensar com mais clareza.» [Do Prefácio]

H. G. Cancela entre os finalistas do Grande Prémio APE




Com o seu romance As Pessoas do Drama, H. G. Cancela é finalista do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores 2017.
Já em 2015, com o romance Impunidade, H. G. Cancela ficou no segundo lugar das obras mais votadas pelo júri de então. Desta vez, H. G. Cancela é acompanhado por José Eduardo Agualusa, Marlene Ferraz, Carla Pais e Luís Cardoso.
O júri é constituído por Isabel Cristina Mateus, Isabel Ponce de Leão, José Carlos Seabra Pereira, José Manuel de Vasconcelos e Paula Mendes Coelho. A escolha dos finalistas foi feita entre 72 obras de 35 chancelas que se apresentaram a concurso.
O prémio tem um valor pecuniário de 15 mil euros.

Em 2017, o romance vencedor foi “Não se pode morar nos olhos de um gato”, de Ana Margarida de Carvalho, que já três anos antes havia ganhado o mesmo prémio, com o romance “Que importa a fúria do mar”.