15.5.18

Sobre O Mosteiro, de Agustina Bessa-Luís




No âmbito da iniciativa Ano Agustina, mensalmente, ao longo de 2018, a Comunidade Cultura e Arte publicará uma crítica a um dos livros de Agustina Bessa-Luís, do catálogo reeditado pela Relógio D’Água.
No dia 29 de Abril foi publicado o texto de Lucas Brandão sobre «O Mosteiro»:


«As descrições que Agustina proporciona sobre o tempo, o espaço, as personagens e as circunstâncias entre estes três elementos enriquecem-se com o olhar atento e sentido de quem é do Douro. Algumas personagens partem, para rumos diversos e distintos, para lá da materialidade geográfica e metafísica. Ficam, porém, eternizadas na memória genealógica, retomada e recontada nos breves diálogos das personagens, pelas quais percorrem vibrações e seduções goradas e partidas. A roupagem dos anacronismos vêm o tempo seguir o seu natural decurso, aplaudindo no silêncio da emoção esquecida, do sentimento que nunca se tornou consolidado. A proeza do mosteiro permanece como o rosto de São Salvador, nas covas que o Douro saúda à distância do que banha. No seu interior, permanece também o lastro das estórias e histórias do espaço religioso, que dá fundamento a que a escrita de Belche, de formação académica aprumada e estrangeirada, se desenvolva, ao mesmo tempo que permanece nas encruzilhadas dos amores dispersos.» [Lucas Brandão, Comunidade Cultura e Arte, 29/4/18]

14.5.18

Sobre A Ciência das Sombras, de Bernardo Pinto de Almeida




«Na verdade, para o poeta de A Noite, a poesia tem um sentido ainda, não é um canto emudecido. Como refere numa entrevista recente a Luís Caetano, na Antena 2, BPA acredita que a palavra poética, se não pode salvar ninguém, não está ao serviço do mal ou da indigência. É, no limite, uma escrita contra a pobreza de um mundo que perdeu a magia o que ao lermos estes poemas se nos impõe. Viver pela poesia o que não se viveu nunca, projectar ficções, eis o que Bernardo Pinto de Almeida, seja através da quadra, ou cultivando o poema longo, o dístico ou a décima, edifica: uma voz heteróclita, estranha, em debate consigo mesma. 
É certo que BPA sabe bem quanto a pobreza da realidade é o assunto do poema, mas a sua estesia não lhe permite que, mesmo quando irónico, o mundo descambe (o mundo poético, claro) para territórios de onde a palavra não se eleva. Como escreve num dos mais belos poemas inéditos, que comparecem sob o título “O gato Iluminado”, dir-se-ia que no autor de A Ciência das Sombras, o poema encerra um saber oculto e antigo, esse que diz respeito às iluminações urgentes que Rimbaud quis ver ao exaltar a alquimia do verbo como alquimia da vida. Em “Segundo poema de Setembro” aquela criança que atravessa a tarde lentamente é um símbolo: é ainda a suprema ficção que líamos em Negócios em Ítaca, livro de 2011, ou um outro modo de dizer que o mundo é a única ilha a que a poesia pode aportar, como sugere Eduardo Lourenço no prefácio que abre esta belíssima edição.» [António Carlos Cortez, JL, 6/5/18]

11.5.18

Nas livrarias: O Corvo, de Edgar Allan Poe (traduções de Fernando Pessoa e Machado de Assis)





«O Corvo» de Edgar Allan Poe (1809-1849) foi publicado pela primeira vez em livro em 1845, pela editora norte-americana Lorimer Graham, numa versão que integrava correcções do autor. Poucos anos depois era já um dos mais conhecidos poemas da literatura norte-americana, sendo considerado um desafio por diversos tradutores, entre os quais se contaram Charles Baudelaire e, no caso da língua portuguesa, Fernando Pessoa e Machado de Assis.
Um dos problemas específicos do texto está no facto de o corvo, que certa noite visita o narrador mergulhado em livros de um «saber esquecido», emitir apenas a palavra Nevermore, que é enunciada no final de cada estrofe adquirindo de cada vez um sentido diverso.

10.5.18

Alvalade homenageia José Cardoso Pires




No âmbito da iniciativa Alvalade Capital da Leitura 2018, a Junta de Freguesia vai homenagear José Cardoso Pires.
Amanhã, 11 de Maio, o editor Francisco Vale conversará sobre José Cardoso Pires com José Mário Silva, às 21:30, na Caleidoscópio.
No sábado, 12 de Maio, pelas 17:30, será inaugurado o Mural de José Cardoso Pires, no Estacionamento do Mercado de Alvalade.

No domingo, no Jardim dos Cravos, haverá uma Feira do Livro Infantil, das 10:00 às 18:00. À tarde, no mesmo local, a partir das 15:00, haverá um Laboratório de Contos, com os Contrabandistas de histórias.

Alvalade homenageia José Cardoso Pires




No âmbito da iniciativa Alvalade Capital da Leitura 2018, a Junta de Freguesia vai homenagear José Cardoso Pires.
Está patente na Torre do Tombo uma Mostra Documental e Exposição sobre José Cardoso Pires.

Amanhã, 11 de Maio, o editor Francisco Vale conversará sobre José Cardoso Pires com José Mário Silva, às 21:30, na Caleidoscópio.

9.5.18

Alvalade homenageia José Cardoso Pires





No âmbito da iniciativa Alvalade Capital da Leitura 2018, a Junta de Freguesia vai homenagear José Cardoso Pires.

Hoje há Ateliês de Conservação e Restauro, e pode visitar-se a Mostra Documental e Exposição sobre José Cardoso Pires, na Torre do Tombo.

8.5.18

Alvalade homenageia José Cardoso Pires — 8 de Maio de 2018





No âmbito da iniciativa Alvalade Capital da Leitura 2018, a Junta de Freguesia vai homenagear José Cardoso Pires.

Hoje José Mário Silva modera uma conversa entre Inês Pedrosa e o encenador João Silva sobre a censura. Esta iniciativa acontece na Appleton Square e inclui uma sessão dinamizada pelo Grupo de Teatro Terapêutico, do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa.