28.2.18

Ana Teresa Pereira em entrevista à "Veja", a propósito da edição de “Karen” no Brasil (ed. Todavia)





«O que espera do público brasileiro? “Há uma história de que gosto muito: Jean Genet encontrou no estúdio de Alberto Giacometti uma pequena escultura, debaixo de uma mesa, cheia de pó, escondida. O escultor disse: “Se ela tiver força, acabará por mostrar-se, mesmo que eu a esconda”. Continuo a pensar isso em relação aos meus livros. Se eles tiverem força, abrirão o seu caminho, no Brasil e noutros países. Eu sou apenas a autora dos livros.”» [Veja, texto de Victoria Serafim, 3/2/2018] 
A entrevista pode ser lida aqui.

A chegar às livrarias: O Medo e Confusão de Sentimentos, de Stefan Zweig (trad. de Helena Topa)





Este livro reúne duas das mais importantes novelas de Stefan Zweig.
Em Confusão de Sentimentos, um jovem estudante é enviado pelo seu pai para a universidade de uma pequena cidade de província. É ali que um brilhante professor desperta nele o amor pelo saber. Mas quando o jovem se aproxima do mestre e se propõe ajudá-lo a concluir a grande obra da sua vida, o professor aceita a oferta, mas mantém a distância que só muito mais tarde o inseguro Roland irá ser capaz de compreender.
Em O Medo, Irene é obcecada pelo pavor, suscitado pela relação com um amante.
«Quando Irene descia as escadas do apartamento do amante, aquele medo súbito e irracional voltou a tomar conta dela. Um pião negro pôs‑se a zunir de repente diante dos seus olhos, os joelhos imobilizaram-se numa terrível rigidez e foi obrigada a agarrar‑se ao corrimão para não cair bruscamente para a frente.»

De Stefan Zweig, a Relógio D’Água editou também Carta de Uma Desconhecida, Vinte e Quatro Horas da Vida de Uma Mulher, Amok, Segredo Ardente, O Mendel dos Livros e A Viagem ao Passado, Fernão de Magalhães, Grandes Momentos da Humanidade e Uma História de Xadrez.

27.2.18

Sobre Karl Ove Knausgård




Karl Ove Knausgård em entrevista ao The Guardian

A propósito da recente edição inglesa de Na Primavera, que a Relógio D’Água publicará na primeira semana de Março, Karl Ove Knausgård falou com Andrew Anthony.
«Quis fazer algo diferente d’A Minha Luta — ser mais objectivo, não introspectivo. Quis que estes livros [Quarteto das Estações] fossem sobre o mundo exterior. Quase desprovido de psicologia e perturbações interiores. Quis que fossem mais felizes, que se distanciassem de tudo o que associo a A Minha Luta.»
A entrevista completa pode ser lida aqui.

Na primeira semana de Março chegará também às livrarias o quinto volume de A Minha Luta, Alguma Coisa Tem de Chover.

26.2.18

Hélia Correia na revista Textos e Pretextos




O número Outono/Inverno 2017 da revista Textos e Pretextos é dedicado a Hélia Correia.
A propósito do lançamento do último número da revista, a escritora estará amanhã, 27 de Fevereiro, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde dará uma aula aberta, às 16:00.

A revista é editada pelo Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e o seu principal objectivo é a divulgação e reflexão em torno da obra de autores de língua portuguesa contemporânea e de temas interdisciplinares que promovam a relação entre a literatura e outras artes.

Sobre Marca de Água, de Joseph Brodsky




Pedro Mexia escreveu sobre Marca de Água, de Joseph Brodsky

«Numa noite de Inverno um viajante chamado Joseph Brodsky (1940-1996) chegou a Veneza. Poeta russo exilado nos Estados Unidos, futuro Nobel da Literatura (em 1987), Brodsky usou o primeiro salário que ganhou na América para cumprir o sonho antigo de conhecer a Sereníssima República, que imaginava paradisíaca. Essa visita de 1972, aliás de contornos esquivamente amorosos, não lhe frustrou as expectativas. E a partir daí Brodsky passou todos os anos uma parte do Inverno em Veneza.

O cheiro a algas geladas foi a primeira sensação que o impressionou, porque lhe lembrava o Báltico, que por sua vez lembrava um poema de um grande poeta italiano, Eugenio Montale. Depois, anos após ano, o visitante guardou outras imagens, “(…) as rendas de mármore, os capitéis, as cornijas, os relevos e as molduras, os nichos habitados e desabitados, os santos, os ausentes, as donzelas, os anjos, os querubins, as cariátides, os frontões, as balaustradas”. E os becos empedrados e labirínticos, as janelas em arco iluminadas, os leões, a laguna e as gôndolas, as esplanadas e os palácios, o barroco e a mitologia, a “nebbia” e a “acqua alta”. Embora se dissesse mais observador do que esteta, Brodsky sugere que talvez não haja diferença entre observar atentamente a beleza e dela ser devoto. É por isso que “Marca de Água” (1992), livro “sobre Veneza” como diz o subtítulo, se distingue de uma monografia. Escrito a propósito de uma cidade concreta, é na verdade a concretização, universalizável, de uma ideia de beleza.» [Pedro Mexia, E, Expresso, 24/2/2018]

Sobre Nados Líquidos, de Zygmunt Bauman e Thomas Leoncini




Nados Líquidos, de Zygmunt Bauman e Thomas Leoncini, em destaque no Expresso

«Este volume de diálogos sobre as “transformações do terceiro milénio” contém as páginas em que o sociólogo estava a trabalhar quando morreu, no início de 2017. O objeto do seu discurso é a geração nascida nos anos 80 do século XX e as suas peculiaridades estéticas e tribais. Ou seja, é um livro sobre os nativos de um tempo de mudanças aceleradas, aquilo a que chamou “sociedade líquida”.» [E, Expresso, 24/2/2018]

23.2.18

Mataram a Cotovia na Broadway




A obra que valeu um Pulitzer a Harper Lee teve uma adaptação cinematográfica em 1962 (de Robert Mulligan) e em 2017 deverá estar em cena na Broadway em 2018-2019.
O espectáculo terá co-produção de Scott Rudin e do Lincoln Center Theater, e o texto será adaptado por Aaron Sorkin. 

O actor Jeff Daniels interpretará o papel de Atticus Finch.