17.1.18

Conversa sobre Dia Alegre, Dia Pensante, Dias Fatais





Foi um anfiteatro repleto que assistiu ontem, dia 16, à conversa entre António Guerreiro e Maria Filomena Molder, a propósito do último livro desta autora, Dia Alegre, Dia Pensante, Dias Fatais.
A obra, recentemente destacada como o principal ensaio publicado em 2017 nas escolhas do jornal Público, reuniu no anfiteatro do Museu da Farmácia mais de 200 pessoas que durante duas horas assistiram a uma conversa que fez parecer acessíveis e até familiares autores como Kant, Walter Benjamin e Hölderlin.
A conversa abordou em particular as concepções filosóficas de Maria Filomena Molder, e as relações destas com a poesia e a literatura, a importância da perspectiva de Nietzsche e Hölderlin sobre a Grécia Antiga, a diferença entre o filósofo e o pensador, e a proximidade entre a cultura contemporânea e os mais antigos documentos literários, designadamente o Gilgamesh.


Sobre A Estrada, de Cormac McCarthy




«Este foi o livro que deu a McCarthy o Prémio Pulitzer e será talvez a sua obra mais aclamada, sendo certamente um dos melhores dentro do género de Ficção-Científica Apocalíptica. Sem nunca percebermos o que aconteceu ao mundo, a bela escrita do autor contrasta com o mundo devastado. As estradas não têm nome, nem os locais. O mundo não tem cor, apenas sangue, cinzas e medo, num cenário de céu e neve cinzenta. Apenas sabemos que as personagens dirigem-se para Sul, e nem elas sabem o que os aguarda nessa costa onde esperam que o mar ainda seja azul.» [Luís Pinto, blogue Ler y Criticar, 29/11/2017]


De Cormac McCarthy, a Relógio D’Água publicou também Filho de Deus, O Guarda do Pomar, Este País não É para Velhos, Suttree, Belos Cavalos, Meridiano de Sangue, Nas Trevas Exteriores, A Travessia, O Conselheiro e Cidades da Planície.

16.1.18

A Ciência das Sombras, Apresentado a 20 de Janeiro, no Teatro Nacional São João





O livro de poesia de Bernardo Pinto de Almeida, A Ciência das Sombras, vai ser apresentado a 20 de Janeiro, às 16h00, no Teatro Nacional São João, na Praça da Batalha, no Porto.
O livro será apresentado por António Guerreiro.
Emília Silvestre, João Luís Barreto Guimarães e Andreia C. Faria lerão poemas.
Será apresentada ainda uma edição especial de 30 exemplares assinados do poema «Natal em Miami», de Bernardo Pinto de Almeida, com uma serigrafia original de Julião Sarmento.

A Ciência das Sombras é uma recolha definitiva de todos os poemas de Bernardo Pinto de Almeida, publicados entre 1975 e 2006, rescritos e apresentados de forma a constituírem um novo livro. Acrescentam-se aos livros antes publicados mais três inéditos, um de 1977 e dois de 2006.
Fecha-se assim o ciclo de poemas anteriores ao livro A Noite (Relógio D’Água, 2006).
O livro é acompanhado de um prefácio de Eduardo Lourenço e de oito desenhos de Julião Sarmento, que o artista fez expressamente.

Bernardo Pinto de Almeida nasceu em 1954, no Peso da Régua.
Tem poemas editados em Inglaterra, França, Alemanha, Espanha, Itália e Bulgária.
Publicou vários livros.

A chegar às livrarias: Uma Princesinha, de Frances Hodgson Burnett (trad. de Rita Carvalho e Guerra)




Quando o pai de Sara Crewe a traz da Índia para Londres e a inscreve na escola de Miss Minchin, ela não faz ideia de como a sua vida se irá alterar. Apesar de os seus privilégios se manterem inicialmente, a trágica morte do pai e a evolução dos seus negócios alteram tudo.
Numa inversão dramática da conhecida fórmula ficcional «pobre fica rico», Sara passa do privilégio à penúria em apenas um dia. Agora já não é uma princesa, mas uma pedinte, e depende apenas do poder da imaginação, do otimismo e da bondade que demonstra a estranhos para sair da situação em que se encontra.
Depois de ser expulsa do conforto do seu quarto, Miss Minchin encaminha-a para o seu novo lar: um sótão isolado, frio e desesperante. Terá, além disso, de desempenhar árduas tarefas de manutenção na escola.
Mas se a humildade, paciência e dignidade são virtudes a recompensar, será que Sara conseguirá reverter mais uma vez a sua situação?
Uma Princesinha é um drama intenso e intemporal sobre o poder transformador do pensamento e da imaginação.

«Um livro resplandecente, belo e encantador.» [New York Times]


«Uma Princesinha recria de forma exímia o efémero mundo da infância: um reino encantado onde tudo, até o faz-de-conta, é possível.» [Washington Post]

De Frances Hodgson Burnett, a Relógio D'Água editou também O Jardim Secreto.

A chegar às livrarias: A Ciência das Sombras, de Bernardo Pinto de Almeida





Uma recolha definitiva de todos os poemas de Bernardo Pinto de Almeida publicados entre 1975 e 2006, rescritos e apresentados de forma a constituírem um novo livro. Acrescentam-se aos livros antes publicados mais três inéditos, um de 1977 e dois de 2006. Fecha-se assim o ciclo de poemas anteriores ao livro A Noite (Relógio D’Água, 2006). O livro é acompanhado de um prefácio de Eduardo Lourenço e de oito desenhos de Julião Sarmento.

«O estranho de estar vivo

O estranho de estar vivo
é estar-se inundado de palavras,
não se acabar realmente com nada,
ter uma febre intensa
e uma estrela
muito alta.

O estranho de estar vivo é
caminhar de noite, insone, a nomear as coisas,
é nem sempre saber, diante da planta
o que é uma planta, diante da pedra
o que é uma pedra, diante de um homem
o que é um homem, ou o que possa ser.

O estranho de estar vivo é ter
palavras entre nós e as coisas
sem poder nomear. O estado mais puro
do estranho de estar vivo é
o tempo indiferenciado
do sonhar acordado.»

15.1.18

Dia Alegre, Dia Pensante, Dias Fatais, Apresentado a 16 de Janeiro no Museu da Farmácia






O livro de ensaios de Maria Filomena Molder, Dia Alegre, Dia Pensante, Dias Fatais, vai ser apresentado amanhã, 16 de Janeiro, às 18h30, no Auditório do Museu da Farmácia, na Rua Marechal Saldanha, n.º 1, em Lisboa (junto ao Miradouro de Santa Catarina).
A autora irá conversar com o crítico e ensaísta António Guerreiro.

A composição de Dia Alegre, Dia Pensante, Dias Fatais constitui uma amálgama, no sentido goethiano (alquímico). Os textos foram escritos entre 2003 e 2016, e a ordem não é cronológica.

Maria Filomena Molder é professora catedrática de Filosofia, FCSH, UNL.
Doutorou-se em 1992 com uma tese sobre «O Pensamento Morfológico de Goethe».
Escreve sobre problemas de estética para diversas revistas de filosofia e literatura, e sobre arte e artistas, para catálogos e afins.

As suas últimas publicações foram: Depósitos de Pó e Folha de Ouro (Lumme Editora), Rebuçados Venezianos (Relógio D’Água Editores; Prémio AICA/FCC 2017), As Nuvens e o Vaso Sagrado (Relógio D’Água Editores), O Químico e o Alquimista. Benjamin, Leitor de Baudelaire (Relógio D’Água; Prémio Pen-Clube 2011 para Ensaio).