29.12.17

Naomi Klein Entrevistada por Isabel Lucas para o Ípsilon


A Isabel Lucas entrevistou Naomi Klein para o suplemento Ípsilon, do Público, a propósito da publicação de Dizer Não não Basta, saído recentemente na Relógio D’Água.
A autora de No Logo afirma que «o futuro, com ou sem Trump, não tem necessariamente de ser uma catástrofe».

«Que impulso esteve na génese deste livro?
É um tipo de livro muito diferente para mim. Normalmente levo alguns anos a escrever um livro e este é o resultado de uma intervenção mais urgente numa conversa que estava — e está — a decorrer. Eu estava muito apreensiva ao ver o modo como os círculos mais liberais, de esquerda, estavam a metabolizar Trump, como se fosse um intruso vindo de fora, um alien num sistema político que de outra forma estaria saudável, como se dissessem que sem Trump tudo estaria bem. Trump estava a ser discutido fora de contexto, o protesto assim não fazia sentido. E os media focavam-se no impeachment. Isso também me irritava, porque nessa narrativa ele é a aberração e sem ele tudo fica bem. Eu não vejo Trump dessa maneira, de todo. Eu vejo Trump como uma criação made in America. Mas ele é uma caricatura muito exagerada, a combinação de uma herança cultural e política, o culminar de uma grande evolução. É isso que precisamos de entender, como precisamos de entender o caminho que o levou a Presidente. Acho que temos de nos preocupar se alguém ainda mais perigoso do que ele puder vir a ser Presidente depois dele. Se olharmos para Roy Moore e em como esteve próximo de ser eleito, a única coisa que evitou que ganhasse no Alabama foram as suspeitas de pedofilia. Não foram as suas políticas que são tão extremas, mais extremas do que as de Trump, mais racistas, mais homofóbicas. Acho que há versões de Trump por aí, na cultura política dos Estados Unidos. São piores do que Trump, mais abertamente racistas e mais competentes. Se não formos à raiz das causas que tornaram possível a eleição de Trump, o que se segue a Trump pode ser pior do que Trump.» [Isabel Lucas, Ípsilon, 17/12/29]








Sobre Uma Boa Morte, de Hans Küng








«Talvez se deva iniciar a leitura deste livro do polémico teólogo Hans Küng, Uma Boa Morte, pelo epílogo. Isto porque tratando o volume da relação do crente cristão com a morte e o direito ou não em dispor da sua vida, o autor confessa o que se passou com ele próprio a este nível (…).» [João Céu e Silva, Diário de Notícias, 17/12/23]




27.12.17

A Relógio D’Água no Balanço do Observador


No balanço do ano do Observador são destacados três livros da Relógio D’Água: As Pessoas do Drama, de H. G. Cancela, por Carlos Maria Bobone; A Sibila, de Agustina Bessa-Luís, por Joana Emídio Marques; e Retalhos do Tempo — Um Memorial de Dublin, de John Banville, por Nuno Costa Santos.




26.12.17

A Relógio D’Água no Balanço do Expresso


A revista E, do semanário Expresso, fez o balanço dos livros de 2017.
Entre os da Relógio D’Água são destacados: Descrição Guerreira e Amorosa da Cidade de Lisboa, de Alexandre Andrade (escolhido por José Mário Silva), Baixo Contínuo, de Rui Nunes (escolhido por Manuel de Freitas), O Alienista e Outros Contos, de Machado de Assis, e Poemas Escolhidos, de Yorgos Seferis (escolhidos por Pedro Mexia), e Lincoln no Bardo, de George Saunders (escolhido por Rui Lagartinho).




21.12.17

Sobre Conflito Interno, de Kamila Shamsie




«Entre muitas releituras clássicas, a mais interessante foi a de Kamila Shamsie, em Conflito Interno, que contrasta o papel do estado moderno com os eternos laços do amor e da lealdade, ao apresentar o mito de Antígona através da história de duas irmãs e do seu irmão jihadista.» [Guardian, 30/11/17, Os melhores livros de ficção de 2017]

20.12.17

A chegar às livrarias: «Porquê Este Mundo», de Benjamin Moser (trad. de Maria Beatriz Sequeira)





«Porquê Este Mundo» relançou nos EUA e em muitos outros países o interesse pela obra da autora de «Perto do Coração Selvagem».
A biografia levou Benjamin Moser a investigar a vida de Clarice em três continentes, consultar manuscritos inéditos e realizar dezenas de entrevistas. Pôde assim mostrar que a obra de Lispector tinha relações estreitas com a sua agitada vida, a história do século xx e as tradições judaicas da família.
Nascida em 1920, numa Ucrânia devastada pela Primeira Guerra Mundial e a Revolução Bolchevique, com a família forçada à emigração pelos pogroms que violentaram a mãe e arruinaram o pai, Clarice Lispector tornou-se no Brasil uma mulher cujos talento literário, beleza e originalidade intrigaram muitos escritores e artistas.
Acompanhando Lispector desde Tchechelnik até ao Recife, depois ao Rio de Janeiro e mais tarde, como esposa de diplomata, a Nápoles, Berna e Washington, até ao regresso definitivo ao Rio de Janeiro, esta biografia mostra como Clarice transformara as suas lutas de mulher numa arte de carácter universal.

«Uma biografia digna do seu grandioso tema […] Uma das escritoras mais misteriosas do século xx é finalmente revelada com as suas cores vibrantes.» [Orhan Pamuk]

«Viva, ardente e intelectualmente rigorosa.» [The New York Times Book Review]


«Com uma pesquisa meticulosa […] Bem escrito e notável […] Moser é impressionante.» [New York Review of Books]

Sobre Escombros, de Elena Ferrante




«Recolha de textos dispersos, sobretudo cartas e correspondência trocada nos últimos 25 anos, que dão a conhecer as inquietações da escritora perante o seu público e os meios de comunicação, mas também o seu amor pela obra de Elsa Morante, pela sua Nápoles natal e pela mitologia clássica greco-latina.» [Inês Belo, Visão, 14/12/17]