12.5.17

A chegar às livrarias: Relatório Minoritário e Outros Contos, de Philip K. Dick (introdução de Jonathan Lethem, tradução de Paulo Faria)



Relatório Minoritário e Outros Contos é uma seleção das doze histórias mais importantes de Philip K. Dick. O conjunto é representativo de toda a sua obra, e revela-nos um autor em pleno domínio das suas capacidades narrativas.

«Um escritor incrível, idiossincrático e inteligente… Philip K. Dick ilumina. Emana luz. Tem uma aura.» [Washington Post]

«Uma seleção dos melhores contos de Philip K. Dick… essencial para apreciadores.» [The Onion A. V. Club]

11.5.17

A chegar às livrarias: A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson (ilustrações de N. C. Wyeth)





A Ilha do Tesouro é um dos livros de viagens e mistérios em que a aventura começa na primeira frase.
«O fidalgo Sr. Trelawney, o Dr. Livesey e os outros cavalheiros pediram-me que registasse, preto no branco, todos os pormenores a respeito da Ilha do Tesouro, tudo de cabo a rabo, omitindo, porém, os elementos relativos à situação geográfica da ilha, porque permanece lá, ainda, uma parte do tesouro que ficou por desenterrar.»
E para muitos autores esta obra de Stevenson continua a ser a grande referência.

«A história mais bem contada que conheço.» [Álvaro Mutis]

«Sou da geração que ele fez sonhar e penso que Corto Maltese se dirige aos que leram Stevenson.» [Hugo Pratt]

Hélia Correia nomeada Escritora Galega Universal 2017


A Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega (AELG) decidiu nomear Hélia Correia Escritora Galega Universal 2017, na assembleia geral de Fevereiro.
O presidente da AELG destaca a “qualidade literária” da escritora portuguesa, em cuja obra a Galiza “está muito presente”, afirmando que Hélia Correia “sente a Galiza como um prolongamento da sua pátria”.
O galardão será entregue no próximo dia 20 de Maio na capital da Galiza.

A chegar às livrarias: Arte de Cozinha, de Domingos Rodrigues (Leitura, apresentação, notas e glossário por Maria da Graça Pericão e Maria Isabel Faria; Palavras Prévias de Inês de Ornellas e Castro)






«Reeditar a Arte de Cozinha de Domingos Rodrigues na íntegra, com as suas três partes, impunha­‑se, e com urgência, tal é a proliferação de arremedos que, no intuito de satisfazer um público crescente de interessados, ousam — e seja­‑me permitido o coloquialismo gastronómico — servir gato por lebre. Trata­‑se do primeiro livro de cozinha impresso em Portugal, escrito por um profissional que pretende industriar com rigor os seus colegas. A recepção que a obra teve, após a edição princeps com as partes I e II de receituário em 1680, a necessidade por parte do autor de acrescentar, em 1693, uma parte III sobre o serviço de banquetes, demonstram que haveria, já então, um público específico. E assim foi, como se verifica pelas inúmeras reedições dadas à estampa até, pelo menos, 1863.» [Das Palavras Prévias]

10.5.17

Sobre Joseph Conrad




«Para quem periodicamente regressa à leitura de Conrad ou ainda não leu o essencial do autor de O Agente Secreto, aqui está a reunião de pelo menos três livros indispensáveis para as boas bibliotecas — e para bons leitores.» [Ler, Primavera 2017]

Sobre As Artes do Sentido, de George Steiner




«Como explica Ricardo Gil Soeiro no prefácio, esta antologia é reunida pela primeira vez (com coordenação do próprio Soeiro) e contribui para compreender melhor o núcleo central da obra de um dos mais importantes pensadores contemporâneos. A não perder.» [Ler, Primavera 2017]

9.5.17

Sobre A Associação das Pequenas Bombas, de Karan Mahajan




«Num mundo onde no rescaldo de cada novo atentado brotam peritos e analistas a proferir, em tom sentencioso, banalidades e dislates sobre terrorismo, Mahajan levanta questões verdadeiramente perturbadoras. Por exemplo, sobre o que leva alguém a tornar-se um terrorista: Ayub começou por ser o mais ferrenho adepto da não-violência na Peace For All, uma ONG para a harmonia entre as comunidades religiosas e étnicas da Índia, e defendia um julgamento rápido e justo para os suspeitos do atentado de 1996, mas, quando deixado (e desprezado) pela namorada, Tara, esquece Gandhi e Martin Luther King e deriva para o terrorismo — no momento em que faz explodir uma bomba num mercado o seu único pensamento é “agora a Tara vai ouvir-me”.
Não menos enviesada e perversa é a lógica que toma conta do casal Khurana, que se torna líder de um grupo de apoio às vítimas de “pequenas bombas”: o sucesso da sua associação é tanto maior quanto maior for o número de vítimas, pelo que acabam por ansiar por mais atentados bombistas.» [José Carlos Fernandes, Time Out, 19-4-2017]