31.3.17

A chegar às livrarias: Grandes Viagens Portuguesas, de Vários Autores




A maior parte das Grandes Viagens Portuguesas realizou-se no processo de descobrimentos ou como sua continuação.
São os casos do «Achamento da terra do Brasil», do «Itinerário de António Tenreiro, que da Índia veio por terra a este reino de Portugal» ou ainda da «Expedição portuguesa ao interior de África» de Hermenegildo Capelo.
Outras inserem-se na evangelização católica, como é o caso da visita do padre António de Andrade aos «reinos do Tibete», a segunda realizada por um europeu.


30.3.17

Bob Dylan recebe Prémio Nobel de Literatura





«A Academia Sueca anunciou esta quarta-feira, através de uma mensagem da sua secretária perpétua, Sara Danius, que vai finalmente encontrar-se com Bob Dylan, o Nobel da Literatura que ainda não recolheu o seu prémio, neste próximo fim-de-semana. “A Academia entregará então o diploma do Nobel a Dylan e a medalha Nobel, e congratulá-lo-á pelo Prémio Nobel da Literatura” que lhe pertence desde Dezembro e em relação ao qual o cantautor tem sido esquivo. Tudo numa cerimónia "íntima" e sem jornalistas.
Num texto publicado no seu blogue, Sara Danius escreve que não haverá uma palestra Nobel, como é tradição, e que será a Academia a marcar presença num dos concertos de Bob Dylan na capital sueca – há duas actuações marcadas em Estocolmo, a 1 e 2 de Abril, e uma outra actuação, em Lund, no dia 9. “A Academia tem razões para acreditar que uma versão gravada [da palestra] será enviada posteriormente [à entrega do prémio]”, indica Danius. A referida comunicação, que pode ser um vídeo, uma canção ou uma mensagem em qualquer outro formato, é obrigatória para que o laureado receba formalmente não só o diploma e a medalha, mas também o cheque de oito milhões de coroas suecas (824 mil euros) a que corresponde o Nobel.» [Excerto de artigo de Joana Amaral Cardoso,Público, 29-3-2017. Texto completo aqui.]

Do último Prémio Nobel de Literatura, a Relógio D’Água publicou Canções I e II, Tarântula e Crónicas, volume 1.

29.3.17

A chegar às livrarias: Inverno no Próximo Oriente, de Annemarie Schwarzenbach (trad. de Miguel Serras Pereira)



A 12 de outubro de 1933, na estação de comboios de Genebra, uma elegante mulher de 25 anos subiu para o do Expresso do Oriente, que partia para Istambul.
Do outono de 1933 até à primavera do ano seguinte, Annemarie Schwarzenbach, jornalista e fotógrafa, formada em História na Universidade de Zurique, vai acompanhar um grupo de arqueólogos numa expedição de seis meses através da Turquia, Síria, Palestina, Iraque e Pérsia. A viagem será também para Annemarie uma forma de se afastar da Europa, onde era já visível a ascensão do nazismo.
Nesta expedição, que terminará nas margens do mar Cáspio, Annemarie vai contactar com civilizações antigas e com as realidades contemporâneas dos países por onde viajava, e esse contacto com o Oriente causar-lhe-á «uma impressão de intemporalidade, de incerteza e de impotência».

De Annemarie Schwarzenbach a Relógio D'Água publicou também Todos os Caminhos Estão Abertos.

Sobre Até já não É adeus, de Cristina Carvalho




«Em todos os textos a mulher está presente. Umas vezes desiludida, outras, esperançada, outras ainda objecto de procura, receios ou anseios. A escrita serve (e serve-se de) imagens simbólicas, momentos metafóricos, narrativas codificadas. Adivinham-se segundos entendimentos, exclusivos da omnisciência da autora.» [João Morales, Time Out, 15-3-2017]

24.3.17

A chegar às livrarias: Vinte Mil Léguas Submarinas, de Jules Verne (trad. de Carlos Correia Monteiro de Oliveira)



«Parte da grandeza das Vinte Mil Léguas (…) reside numa criação em que reminiscências mitológicas se conjugam com influências literárias. O próprio nome do capitão Nemo (“Ninguém” em latim) surge como um duplo do divino Ulisses tal como ele se apresenta, na Odisseia, ao ciclope Polifemo. E é com efeito de uma odisseia que se trata, já não cingida apenas à bacia mediterrânica, mas alargada a todos os mares do globo. Para lá de Homero, Jules Verne vai também beber a outras fontes, nomeadamente ao ciclo de Tebas, à Bíblia e ao imaginário popular dos marinheiros. Nemo aparece como um novo Argonauta, um rival de Jasão, que parece ter encontrado o Tosão de Ouro, ou de Jonas, que viaja no ventre de uma baleia e que, nas suas viagens, encontra alguns monstros marinhos dignos das lendas bretãs. A escrita romanesca de Jules Verne está, pois, contaminada pela amplitude dos mitos presentes sobre os quais assenta.» [Do Posfácio]

23.3.17

Sobre A Balada do Café Triste, de Carson McCullers




«No momento em que se assinalam cem anos sobre o nascimento de Carson McCullers (e 50 sobre a sua morte), a Relógio D’Água decidiu em boa hora editar ou reeditar todos os livros da escritora, uma das mais importantes do chamado Southern Gothic.“A Balada do Café Triste”, de 1951, é um bom exemplo do seu génio e da sua desesperada melancolia. (…) A construção narrativa é perfeita; a prosa, de um vigor e brilho raros. Notável, a atenção aos pormenores, o corcunda, por exemplo, tem mãos “como patitas sujas de pardal”. No fim, em jeito de coda, espreitamos um grupo de doze homens, prisioneiros que tapam buracos numa estrada. Cantam juntos e o seu canto parece brotar da própria terra ou cair do céu. “É uma música que dilata o coração de quem a ouve e provoca estremecimentos gelados de medo e êxtase.” Tal e qual a escrita desolada, belíssima, de McCullers.» [José Mário Silva, Expresso, E, 18-3-2017]

Autores de língua portuguesa na Feira de Leipzig





A Feira de Leipzig é, paralelamente à Feira do Livro de Frankfurt, uma das mais importantes feiras do livro do mundo, com uma componente mais vincada de abertura ao público sem o foco exclusivo na componente negócio. Paralelamente à Feira decorre o evento Leipzig Lê, onde se realizam cerca de 3000 leituras em espaços diversos daquela cidade.
Nas palavras de Hélia Correia que o ano passado integrou a delegação de autores que ali se deslocaram: “É uma Festa do Autor”.
Portugal terá um stand na Feira, que se realiza de 23 a 26 de Março.
Os autores convidados deste ano são Patrícia Portela, Mia Couto, Dulce Maria Cardoso, Gonçalo M. Tavares, Kalaf Epalanga, Margarida Vale de Gato, Raquel Nobre Guerra e Miguel Cardoso.