14.2.17
Sobre Uma Conspiração de Estúpidos, de John Kennedy Toole
A edição de Inverno da revista Estante da FNAC, no artigo dedicado aos 100 anos do Pulitzer, destaca Uma Conspiração de Estúpidos, de John Kennedy Toole:
«Deprimido por não conseguir editora para esta comédia sobre um homem que se dedica a denunciar as falhas da sociedade, John Kennedy Toole acabou por se suicidar. Não sonhava que o livro lhe valeria um Pulitzer a título póstumo.»
10.2.17
Sobre Elegias de Duíno, de Rainer Maria Rilke (trad. José Miranda Justo)
«As dez “Elegias de Duíno” (1923) começaram a ser escritas em 1912, no castelo de Duíno, perto de Trieste, e foram terminadas, em poucos dias, no ano de 1922, no Castelo de Muzot, na Suíça. Protegido por amigos,m patronos e aristocratas, o inquieto austríaco Rainer Maria Rilke pôde assim criar, primeiro demoradamente e depois num período triunfal, uma das mais importantes sequências líricas do modernismo, um dos textos que fizeram da “dificuldade” a fundação de uma nova poética.
Pode dizer-se que os poemas que Rilke tinha publicado uns anos antes, concisos, quase imagistas, eram mais modernos, mas as “Elegias” inventam uma modernidade intemporal de cunho neo-romântico.» [Pedro Mexia, Expresso, E, 4/2/2017]
9.2.17
A chegar às livrarias: O Coração É Um Caçador Solitário, de Carson McCullers (trad. de Marta Mendonça)
O Coração É Um Caçador Solitário foi o primeiro livro escrito por Carson McCullers, quando tinha 23 anos.
Depressa se tornou uma referência na literatura do século xx.
No sul dos Estados Unidos, numa vila da Georgia nos anos 30, num cenário desolado de intolerância racial e isolamento, John Singer, um surdo-mudo, torna-se de súbito confidente de um grupo de personagens marginais quando o seu único amigo, também surdo-mudo, é institucionalizado.
Mick Kelly é uma adolescente, apaixonada pela música, sonha compor sinfonias e é filha dos proprietários da pensão onde Singer vive; Jake Blount é um agitador socialista que passa os dias alcoolizado; Biff Brannon é o desiludido proprietário de um pequeno café com desejos sexuais ambíguos; e Benedict Copeland é um médico negro que luta, em vão, pela igualdade racial. Todos sentem que não encaixam nos papéis que a sociedade lhes reservou, todos procuram à sua maneira preencher o vazio deixado pelos sonhos perdidos — e todos, por algum motivo, acham que Singer os compreende.
Mas o impassível Singer procura apenas em cada visita arrancar o seu amigo à indiferença…
«Um livro notável… A escrita de McCullers é apaixonante.» [The New York Times]
«… a obra de Carson McCullers não se eclipsará com o tempo, antes irradiará cada vez com maior fulgor.» [Tennessee Williams]
Um dos 100 melhores livros do século xx segundo a Time Magazine.
8.2.17
A chegar às livrarias: Sonho de Uma Noite de Verão, de William Shakespeare (trad. Maria Cândida Zamith)
«A grandeza de uma peça — assim como de qualquer texto literário — fica confirmada se, a cada nova leitura, lhe encontramos mais mérito e significado. Assim acontece com Sonho de Uma Noite de Verão que, depois de atravessar períodos de esquecimento ou mesmo quase desprezo por parte de críticos, encenadores e público, tem vindo a consolidar uma popularidade de diferentes matizes mas sempre crescente e a firmar-se como “uma das maiores peças teatrais da literatura, e, se examinarmos a sua forma dramática, vemos que representa um avanço ousado em novas direcções” (Clemen).» [Da Introdução]
«Eu próprio estou disposto a afirmar que o Sonho de Uma Noite de Verão é a melhor comédia de Shakespeare.» [Frank Kermode]
«Sob todos os pontos de vista, o Sonho de Uma Noite de Verão é uma peça perfeita.» [Ralph Richardson]
«Um dos triunfos cómicos [de Shakespeare], nem sequer igualados por Molière.» [Harold Bloom]
«Um Shakespeare na plena posse das suas possibilidades únicas.» [Giuseppe Tomasi di Lampedusa]
7.2.17
Sobre A Estrada, de Cormac McCarthy
A edição de Inverno da revista Estante da FNAC, no artigo dedicado aos 100 anos do Pulitzer, destaca A Estrada, de Cormac McCarthy:
«Parece, à partida, um vencedor pouco comum para o Pulitzer, mas a escrita de Cormac McCarthy dá um sabor distinto a este romance pós-apocalíptico sobre um homem e o seu filho que vagueiam pelos escombros de um mundo sem esperança.»
6.2.17
A chegar às livrarias: A Ideia da Europa, de George Steiner (trad. de José Miguel Silva)
Neste livro, George Steiner avalia a Europa de vários ângulos. “A Europa”, escreve, “é o lugar onde o jardim de Goethe quase faz fronteira com Buchenwald, onde se encontra a casa de Corneille confina com o mercado onde Joana d’Arc foi horrivelmente executada.”
É, por outras palavras, um continente rico em contradições, cheio de tensões culturais, sociais, políticas, económicas e religiosas que o têm separado, mesmo nas alturas em que procura unificar-se.
Mas o que espera um continente cujas fronteiras se alargam e em que o poder económico cresce à medida que a sua identidade cultural retrocede? Um continente em que, nas palavras do autor, um jovem inglês “opta por colocar David Beckham acima de Shakespeare e Darwin na sua lista de tesouros nacionais”?
Estes são os temas que Steiner explora, de forma brilhante, em A Ideia de Europa.
Sobre Mataram a Cotovia, de Harper Lee
A edição de Inverno da revista Estante da FNAC, no artigo dedicado aos 100 anos do Pulitzer, destaca Mataram a Cotovia, de Harper Lee:
«Um homem negro é condenado por violação e um advogado é apontado para o defender neste clássico do gótico sulista que tem o racismo como tema central.»
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