31.1.17

A chegar às livrarias: O Homem Duplo, de Philip K. Dick (trad. Frederico Pedreira)


A Substância M — mais conhecida por Morte — é a droga mais perigosa à venda no mercado negro. A droga destrói as ligações entre os dois hemisférios do cérebro, causando desorientação e depois danos cerebrais irreversíveis. Bob Arctor, agente secreto da brigada antinarcóticos, tenta encontrar pistas que o levem à origem do fornecimento, mas para se fazer passar por um viciado tem primeiro de se tornar um utilizador…

«Philip K. Dick é Thoreau somado à morte do sonho americano.» [Roberto Bolaño]

Sobre Poesia Completa, de Manoel de Barros




Carlos Vaz Marques fala sobre Poesia Completa de Manoel de Barros no Livro do Dia, da TSF. O programa pode ser ouvido aqui.

Sobre Breve História de Sete Assassinatos, de Marlon James




«A travessia é feita pelas vozes de várias personagens, a abundância delas também violenta. Desde chefes de gangues a sicários, passando por um jornalista da Rolling Stone e uma mulher cujo sonho é seduzir o Cantor, chega-nos tudo através de vários pontos de vista. É provavelmente aqui que se encontra o principal ponto forte da obra, na forma como Marlon James consegue criar vozes, narrações, estilos diferentes para diferentes personagens e diferentes situações. Sempre na primeira pessoa, tal é desde logo patente no dialecto falado por cada um, reflectindo escolaridade, educação ou proveniência. E, à medida que avança o tempo e passam os anos, também se vão denotando certas diferenças no discurso de algumas personagens, e, com isso, evoluções das mesmas.» [Miguel Fernandes Duarte, no site Comunidade Cultura e Arte]

30.1.17

Sobre No Outono, de Karl Ove Knausgård







«Chegou às livrarias No Outono, um dos volumes da tetralogia que Karl Ove Knausgard (n. 1968) dedicou às estações do ano. Célebre pela saga autobiográfica A Minha Luta, da qual estão traduzidos quatro dos seis volumes, Knausgard tornou-se um autor de culto também em Portugal, apesar da mudança de registo na língua de chegada: João Reis e Pedro Fernandes traduziram dois livros a partir dos originais noruegueses, enquanto Miguel Serras Pereira fez as suas traduções a partir das edições inglesas de Um Homem Apaixonado, A Ilha da Infância e Dança no Escuro. No Outono tem ilustrações de Vanessa Baird e compõe-se de um conjunto de três cartas dirigidas a uma filha que vai nascer. Cada carta é preenchida por vinte textos breves, sobre tópicos tão diferentes como sacos de plástico, gasolina, urina, sangue, febre, lábios vaginais, piolhos, Van Gogh, latas de conserva, vomitado, moscas, retretes, etc. Em cada um deles Knausgard expõe o seu ponto de vista: «A vergonha ajusta diferenças, cria segredos, desenvolve tensões. […] É na sexualidade que se trava a grande batalha entre a vergonha e o desejo.» Flaubert tem direito a vénia. Quatro estrelas. Publicou a Relógio d'Água.» [Eduardo Pitta, no blogue Da Literatura, a propósito de crítica publicada na revista Sábado]

27.1.17

A chegar às livrarias: O Rei Lear, de William Shakespeare (trad. M. Gomes da Torre)



«Em O Rei Lear o leitor/espectador assiste ao desfile da natureza humana vestida de muitas das suas melhores virtudes e dos seus maiores defeitos e vícios: o amor filial, a devoção do súbdito, a lealdade, a abnegação em prol do amor e do dever, a bondade, a lucidez passam aos nossos olhos lado a lado com o egoísmo, o ódio, a traição, a mentira, a crueldade e a loucura (natural e fingida). Se acrescentarmos que os portadores dessas virtudes e defeitos se estendem pelos vários escalões sociais, que vão do rei ao pedinte, do soldado ao camponês, de nobres a bobos e que os locais da acção são palácios e choupanas, o conforto de lares ricos e os espaços abertos à inclemência do tempo, uns e outros espalhados geograficamente por pontos vários da Inglaterra, poderemos dizer que quase tudo aquilo que compõe a vida humana está presente nesta peça. E é no choque entre essas variadíssimas componentes, virtudes e defeitos, riqueza e pobreza, nobreza e baixeza de carácter que a tragédia assenta, adensando-se de forma imparável, inapelavelmente, à medida que cada um desses variadíssimos aspectos se vai acentuando na acção.» [Da Introdução de M. Gomes da Torre]

Sobre Paris França, de Gertrude Stein







Carlos Vaz Marques falou sobre Paris França, de Gertrude Stein, no programa Livro do Dia, na TSF, de 30 de Dezembro de 2016.

26.1.17

Aventuras na Terra dos Mumins






Até 23 de Abril está patente no Royal Festive Hall, em Londres, uma exposição dedicada às personagens de Tove Jansson. A visita é uma viagem através das histórias, com recriação de cenas dos livros, e apresenta mais de quarenta desenhos originais da escritora finlandesa, tendo como público-alvo adultos e crianças.


De Tove Jansson a Relógio D’Água publicou A Família dos Mumins e O Cometa na Terra dos Mumins.