12.5.16

Sobre Pensar em Números, de Daniel Tammet




«Daniel Tammet é um savant, aquilo que, trocado por miúdos e nas palavras do próprio, se pode definir como um idiota-prodígio altamente funcional. O britânico, hoje com 36 anos, é um dos mais célebres portadores do síndrome de Asperger, uma forma moderada de autismo que lhe permite ser um sujeito perfeitamente comunicativo, ainda que socialmente desastroso.
(…) E esse é apenas um de 25 textos espalhados por 225 páginas em que disserta, com verbo apurado e invejável sentido lúdico, sobre a importância de Shakespeare ter aprendido o número zero ou o facto de os chineses terem diferentes palavras para um mesmo número; sobre as relações matemáticas das figuras de linguagem ou as relações entre provérbios e a tabuada. A simplicidade com que partilha tudo isso e expõe a beleza matemática do mundo é desconcertante e dá vontade de evocar Álvaro de Campos: “O binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo. O que há é pouca gente para dar por isso.”» [João Pedro Oliveira, Time Out, 11/5/2016]

Sobre Escola de Náufragos, de Jaime Rocha




Jaime Rocha conversou com Ana Daniela Soares a propósito de Escola de Náufragos, o seu último livro.
A edição de «À Volta dos Livros» de 9 de Maio pode ser ouvida aqui.
 

11.5.16

Sobre Todos os Contos, de Clarice Lispector


 

«Na Introdução conta-se a seguinte história: estava Clarice Lispector no aeroporto de Brasília, em plena ditadura militar, quando foi demoradamente revistada. Ela perguntou: “Tenho casa de subversiva?” Ao que a segurança respondeu: “Até que tem.” Não é por acaso que Benjamin Moser, biógrafo da escritora, se lembrou de a referir no texto que precede Todos os Contos (Relógio D’Água), o título da primeira e única integral dos contos de Clarice. Porque desde o primeiro de todos os contos (“O Triunfo”), escrito aos 19 anos, até ao derradeiro, póstumo e fragmentado, ela é sempre aquela voz estranha, colossal, inadaptada, um centímetro atrás ou à frente de si mesma. Uma mulher que escreve quando poucas o faziam, e que escreve em parte sobre o que mal se considerava matéria literária – a vida de uma mulher, com filhos, com marido, que “fazia obscuramente parte das raízes negras e suaves do mundo”, em quem a simples visão de um homem cego, pela janela do autocarro, pode desencadear uma viagem “ao pior” de si mesma. Uma mulher, como diz Moser, desprovida de uma tradição, imigrante no duplo sentido de ter nascido noutro país que não o da língua que falava e escrevia (e amava) e de ser suficientemente “subversiva” para ter o desplante de ingressar em Direito no Rio de Janeiro, onde só estudavam mais duas mulheres e nenhum outro judeu além dela.» [Luciana Leiderfarb, Expresso, E, 7-5-2016]

10.5.16

Sobre A Casa em Paris, de Elizabeth Bowen





A Casa em Paris, de Elizabeth Bowen, no Todas as Palavras (RTP 3, 7 de Maio de 2016).

 

Sobre O Aroma do Tempo, de Byung-Chul Han




«Neste “ensaio filosófico sobre a arte da demora”, Han, pensador germano-coreano que a Relógio D’Água tem vindo a publicar, defende que um dos aspetos da crise da sociedade atual não é a aceleração do tempo, mas a sua fragmentação, criadora de caos e dessincronia. De que forma podemos inscrever-nos no tempo? Que fazer para lhe voltar a dar um sentido? O livro abre caminhos estimulantes para uma discussão cada vez mais necessária.» [Expresso, E, 7-5-2016]


De Byung-Chul Han, a Relógio D’Água publicou também A Agonia de Eros, A Sociedade do Cansaço, A Sociedade da Transparência e Psicopolítica.

9.5.16

Jardim Zoológico de Vidro, de Tennessee Williams, no Teatro da Politécnica





Jardim Zoológico de Vidro, de Tennessee Williams, é apresentado em Lisboa, no Teatro da Politécnica, até 4 de Junho.
O espectáculo tem encenação de Jorge Silva Melo e tradução de José Miguel Silva, e conta com a representação de Isabel Muñoz Cardoso, João Pedro Mamede, José Mata e Vânia Rodrigues.
O texto faz parte da obra que a Relógio D’Água publicou em 2015, juntamente com outras três peças de Tennessee Williams: Doce Pássaro da Juventude e Outras Peças.

3.5.16

Sobre Todos os Contos, de Clarice Lispector




No programa Livro do Dia, na TSF, Carlos Vaz Marques fala de «um dos candidatos a livro do ano», Todos os Contos, de Clarice Lispector.