8.1.14

Kate Atkinson vence Prémio Costa de melhor romance com Vida após Vida




fotografia de Euan Myles
 
Em 1995 a escritora recebera o Prémio Livro do Ano, então conhecido como Whitebread, pelo seu primeiro livro.
Vida após Vida, o oitavo romance de Kate Atkinson, foi anunciado segunda-feira como o vencedor na categoria de romance, tendo estado também nomeado para o Women's Prize for Fiction.
Segundo o júri, o livro é «espantoso – tem tudo o que se pode querer de uma obra de ficção e muito mais».

Vida após Vida será brevemente publicado pela Relógio D’Água, com tradução de José Miguel Silva.

7.1.14

Livros Relógio D'Água «Na Estante» da revista Ler de Janeiro




 

«Após vários adiamentos, eis o que se pode considerar um verdadeiro acontecimento editorial: uma nova tradução para português de Ulisses, a obra-prima de Joyce, feita por Jorge Vaz de Carvalho. Sendo inevitável o cotejo com as traduções mais conhecidas – a de Antônio Houaiss (Difel) e a de João Palma Ferreira (Livros do Brasil) –, espera-se do trabalho de JVC, que, além de poeta, ensaísta e professor universitário, é também cantor lírico, um respeito absoluto pelos ritmos de uma prosa cuja “delicada música” Jorge Luis Borges disse ser “incomparável”. Mais importante ainda é restituir aos leitores portugueses de hoje a possibilidade de se confrontarem com um dos romances centrais da literatura do século XX.»

 

«Este volume reúne três livros do Antigo Testamento – Génesis, Êxodo e Cântico dos Cânticos – com as ilustrações que Marc Chagall para eles fez em diversos períodos da sua vida. Um deslumbramento.»

 


 

«Este é um dos romances mais divertidos de Nabokov, reflexão iróinica sobre o mundo académico, visto pelos olhos de Timofey Pnin, um dos mais patéticos professores que alguma vez ensinou em universidades americanas.»

 


«Volume de ensaios e conferências proferidas entre 1979 e 2004. Entre reflexões sobre a linguagem e a História, Agamben questiona o conceito de “potência do pensamento”: “O que significa ‘Eu posso’?”»




«O passado enquanto ferida e fantasma sempre ocupou um lugar essencial na poesia de António Carlos Cortez, mas talvez nunca de forma tão evidente como neste livro em que a beleza cresce sempre à sombra da melancolia. Num presente espectral, o sujeito poético luta com a memória (assombrada por erros e cesuras) no campo da linguagem, essa “rede verbal” que pode ser um “foco de luz negra”. As imagens explodem, as marés sucedem-se, a experiência torna-se pensamento. E há, sobretudo, um “trabalho de palavras” que requer “o desdém certo / pelo que te causa dor”. Ou seja: “Fazer o que fazes / exige refazer / limar Ao leitor / só improtará ler / o que em rigor / mantém o livro aberto”.»



 

«Em paralelo com a nova edição proposta por Jerónimo Pizarro, Teresa Sobral Cunha lança a sexta edição do seu trabalho sobre uma obra de fixação problemática – insistindo na ideia de dupla autoria: Bernardo Soares e Vicente Guedes.» [«Ler», «Livros na Estante», Janeiro 2014]

Alice Munro troca discurso por entrevista na entrega do Nobel




 

Na revista Ler de Janeiro de 2014 noticia-se que Alice Munro trocou a habitual solenidade do discurso da entrega do Nobel em Estocolmo por uma entrevista na sala de estar da filha. O vídeo pode ser visto aqui.

Ana Teresa Pereira em crónica de José Mário Silva



 

Na Ler de Janeiro de 2014, a crónica de José Mário Silva é sobre um «ramo de junquilhos», que é um outro modo de dizer sobre As Longas Tardes de Chuva em Nova Orleães, de Ana Teresa Pereira. «Reler sem intervalo, à velocidade do condor (lá no alto, abrangendo o todo) e depois à da toupeira (mergulhando na terra, entre as raízes), faço-o geralmente com os livros de poesia. E também, constato agora, com as novelas de Ana Teresa Pereira. Aconteceu outra vez: no fim de As Longas Tardes de Chuva em Nova Orleães volto à página 9.»

6.1.14

Ana Teresa Pereira entrevistada no JL




 

«Comprou junquilhos, diz no último mail, em que enviou algumas fotos do seu “mundo”», escreve Maria Leonor Nunes no início da entrevista a Ana Teresa Pereira publicada no JL de 30 de Dezembro.
«Dificilmente classificável e, no entanto, imediatamente reconhecível: As Longas Tardes de Chuva em Nova Orleães é o novo livro de uma das mais originais vozes da ficção portuguesa contemporânea. Um regresso ao teatro das suas obsessões, ao jogo de espelhos, fantasmas e duplos, aos medos e demónios da escrita. E uma “aventura” para jovens, com o também agora publicado A Porta Secreta. A (re)entrada num gentil e perverso mundo literário, “assombrado” por personagens e histórias que se desdobram e multiplicam infinitamente.»




«Um Elétrico Chamado Desejo, de Elia Kazan, é um dos filmes da minha vida. Resisti muito ao telefilme com Ann-Margret, mas depois apaixonei-me. Nunca tinha sentido o desejo entre Vivien Leigh e Marlon Brando (o autor diz que Blanche é mais forte do que Stanley, ela é o tigre… só o desejo a faz perder a luta). Mas senti-o em Ann-Margret e Treat Williams. Está lá, nas palavras, nos corpos, na forma como os corpos são filmados. O ator que faz de psiquiatra dá um novo sentido a the kindness of strangers: há uma enorme bondade no seu rosto, no seu sorriso. Talvez Williams tivesse razão ao acreditar que havia um pouco de esperança para Blanche, porque se pode encontrar gentileza nos locais mais inesperados.»

2.1.14

Revista Time «Revela» Programação Editorial da Relógio D’Água


A revista Time de 30 de Dezembro «revela» involuntariamente parte da programação da editora Relógio D’Água. Entre os quatro primeiros livros que os críticos Lev Grossman e Radhika Jones escolhem do ano passado (The Best of Culture 2013), estão pelo menos três que a Relógio D’Água vai publicar neste primeiro trimestre. É o caso de Life After Life, de Kate Atkinson (Vida Pós Vida, em tradução de José Miguel Silva), The Flamethrowers, de Rachel Kushner (Os Lança-Chamas, em tradução de Telma Costa) e The Lowland, de Jhumpa Lahiri (A Planície, em tradução de Inês Dias).



A Escolha dos Críticos do Expresso


No suplemento Atual do Expresso de 28 de Dezembro, os seus críticos literários fazem uma avaliação do ano de 2013.
Ainda desta vez, a Relógio D’Água é a editora com mais destaques.
Ana Cristina Leonardo (Armadilha, de Rui Nunes);
Pedro Mexia (Trabalhos de Casa, de Rogério Casanova; Laços de Família, de Clarice Lispector; Tojo, de Miguel-Manso; O Falecido Mattia Pascal, de Luigi Pirandello; A Trombeta do Anjo Vingador, de Dalton Trevisan);
José Mário Silva (Tojo, de Miguel-Manso);
Luís M. Faria (Ulisses, de James Joyce);



Manuel de Freitas (Armadilha e Uma Viagem no Outono, ambos de Rui Nunes).
Em balanço do ano editorial, José Mário Silva aborda as manipulações do «preço fixo» e destaca no plano interno Herberto Helder e o seu livro Servidões, e no «plano internacional a escritora canadiana Alice Munro, admirável contista, que a Academia Sueca em boa hora decidiu consagrar».