«Para além de Goethe, vários foram os
escritores que revisitaram o mito de Fausto: Pushkin, Valéry, Thomas Mann. Fausto,
Tragédia Subjectiva de Fernando Pessoa é narrado na primeira pessoa. O
conjunto do drama representa a luta entre a inteligência e a vida em que a
inteligência é sempre vencida. A inteligência é representada por Fausto, e a
vida por diversas personagens, segundo as circunstâncias do drama. Na presente
edição de Teresa Sobral Cunha, Eduardo Lourenço escreve no prefácio sobre esta
obra de ambição fáustica: “à sombra tutelar de Goethe, a aventura consignada
nestes fragmentos calcinados e luminosos converteu Fernando Pessoa no Fausto de
si mesmo.”» [Agenda Cultural de Lisboa]
7.11.13
6.11.13
Sobre Slavoj Zizek
Sobre Slavoj
Zizek pôde ler-se um extenso dossiê no jornal i de 2 de Novembro de
2013. Nuno Ramos de Almeida considera que Zizek nos fala de «um capitalismo que
produz desempregados como condição da sua sobrevivência e progresso dos seus lucros.
A erupção de movimentos diversos em 2012: os populistas e os emancipatórios. A
ideia de um capitalismo em que a crise permanente é a garantia da sua
autoperpetuação e a hipótese comunista como momento de redenção, em que, como
defendia Walter Benjamin, não só se conquista o futuro como, e sobretudo, se
consegue redimir todas as lutas falhadas do passado.»
5.11.13
A chegar às livrarias: As Longas Tardes de Chuva em Nova Orleães, de Ana Teresa Pereira
«Estava cansada e a audição para o
papel de Stella correu mal. Levantara-se da cadeira e recolhia as suas coisas,
quando o encenador lhe perguntou:
— Não quer ler o papel de Blanche?
Blanche era sempre interpretada por
actrizes mais velhas. Mas a personagem tinha uns trinta anos. Pegou nas páginas
impressas e respirou fundo. Em Nova Orleães havia dois eléctricos, um chamado Desire
e o outro Cemeteries. Para chegarmos ao nosso destino, tínhamos de
passar do primeiro para o segundo.»
Jaime Rocha finalista do Grande Prémio de Romance e Novela 2012 da APE
A Associação
Portuguesa de Escritores anunciou os cinco finalistas do Grande Prémio de
Romance e Novela, atribuído no ano passado a Ana Teresa Pereira, por O Lago.
Jaime Rocha é
um dos finalistas, com a obra A Rapariga sem Carne. Os outros finalistas são
Afonso Cruz, Alexandra Lucas Coelho, Mário de Carvalho e Patrícia Portela.
O júri,
presidido por José Correia Marques e constituído por Ana Marques Gastão, Clara
Rocha, Isabel Cristina Rodrigues, Luís Mourão e Manuel Gusmão, divulgou que os
finalistas foram escolhidos «por unanimidade».
A Relógio D'Água na Ler de Novembro de 2013
Na revista Ler
de Novembro, em «Livros na Estante», é feita referência à publicação de Ode
Marítima, de Álvaro de Campos, «com denso e iluminado posfácio de José Gil»,
e também de O Ano em Que Sonhámos Perigosamente, de Slavoj Zizek,
afirmando-se que «no “deserto da pós-ideologia”, o discurso hiperideológico e
caótico do pensador esloveno é muito bem-vindo».
4.11.13
Alice Munro na revista Ler
No artigo de José Riço Direitinho na Ler
de Novembro de 2013 sobre a atribuição do Prémio Nobel à escritora canadiana
Alice Munro pode ler-se: «Alice Munro criou uma espécie de território mítico
onde quase todas as suas histórias têm lugar, a que, e à semelhança da
geografia faulkneriana, se poderia chamar “Condado de Munro”. Este universo
valeu-lhe o Nobel. Chamar-lhe “mestra do conto” é muito pouco.»
Na mesma revista, na crónica de José
Mário Silva, que foi um dos críticos que contribuíram para a divulgação da obra
da autora ao longo dos últimos anos, diz-se: «Uma leitura menos voraz revela,
porém, maravilhosas subtilezas que agitam as histórias pela calada, subterraneamente,
iluminando os textos por dentro. É uma sofisticação rara, em surdina, que sabe
conferir o peso certo a uma angústia, a uma perda, a uma epifania (por exemplo,
a noção de que a vida se perdeu ou desviou, algures, apagando possibilidades
que um gesto, muitos anos mais tarde, pode evocar sem aviso).
Que o Nobel premeie uma escritora assim é causa de desalento para alguns. Eu, pela minha parte, rejubilo.»
A chegar às livrarias: Agenda Relógio D'Água 2014
A agenda Relógio D’Água de 2014 é dedicada a poetas traduzidos.
Fá-lo através de poemas e biografias de Walt Whitman, W. B. Yeats, Pablo
Neruda, Baudelaire, R. M. Rilke, Wisława Szymborska, Emily Dickinson, Wallace
Stevens, Sylvia Plath, Arthur Rimbaud, T. S. Eliot, Konstandinos Kavafis e
Federico García Lorca.
Os poemas escolhidos são acompanhados de fotografias, de capas e outras
ilustrações que procuram descrever o trajecto dos autores e recriar a época em
que viveram.
Mesmo continuando a referir apenas poetas que não escrevem em português,
temos ainda no nosso catálogo, e sempre em edições bilingues, Verlaine,
Mallarmé, Hölderlin, Blake, Wordsworth, Byron, Shelley, Elizabeth Barrett
Browning, Dante Alighieri, Óssip Mandelstam, Marina Tsvetáeva, Akhmatova, Juan
Ramón Jiménez, César Vallejo, Yorgos Seferis, Auden, Hart Crane, Edgar Lee
Masters, John Ashbery, Seamus Heaney, Heiner Müller, Gottfried Benn, Pierre
Louÿs, Cocteau, Henri Michaux, René Char, Apollinaire, Paul Éluard, Wilfred
Owen, Ted Hughes e Tomas Tranströmer.
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