6.11.13

Sobre Slavoj Zizek





Sobre Slavoj Zizek pôde ler-se um extenso dossiê no jornal i de 2 de Novembro de 2013. Nuno Ramos de Almeida considera que Zizek nos fala de «um capitalismo que produz desempregados como condição da sua sobrevivência e progresso dos seus lucros. A erupção de movimentos diversos em 2012: os populistas e os emancipatórios. A ideia de um capitalismo em que a crise permanente é a garantia da sua autoperpetuação e a hipótese comunista como momento de redenção, em que, como defendia Walter Benjamin, não só se conquista o futuro como, e sobretudo, se consegue redimir todas as lutas falhadas do passado.»

5.11.13

A chegar às livrarias: As Longas Tardes de Chuva em Nova Orleães, de Ana Teresa Pereira




 
«Estava cansada e a audição para o papel de Stella correu mal. Levantara-se da cadeira e recolhia as suas coisas, quando o encenador lhe perguntou:
— Não quer ler o papel de Blanche?
Blanche era sempre interpretada por actrizes mais velhas. Mas a personagem tinha uns trinta anos. Pegou nas páginas impressas e respirou fundo. Em Nova Orleães havia dois eléctricos, um chamado Desire e o outro Cemeteries. Para chegarmos ao nosso destino, tínhamos de passar do primeiro para o segundo.»

Jaime Rocha finalista do Grande Prémio de Romance e Novela 2012 da APE



 

A Associação Portuguesa de Escritores anunciou os cinco finalistas do Grande Prémio de Romance e Novela, atribuído no ano passado a Ana Teresa Pereira, por O Lago.
Jaime Rocha é um dos finalistas, com a obra A Rapariga sem Carne. Os outros finalistas são Afonso Cruz, Alexandra Lucas Coelho, Mário de Carvalho e Patrícia Portela.
O júri, presidido por José Correia Marques e constituído por Ana Marques Gastão, Clara Rocha, Isabel Cristina Rodrigues, Luís Mourão e Manuel Gusmão, divulgou que os finalistas foram escolhidos «por unanimidade».

A Relógio D'Água na Ler de Novembro de 2013





Na revista Ler de Novembro, em «Livros na Estante», é feita referência à publicação de Ode Marítima, de Álvaro de Campos, «com denso e iluminado posfácio de José Gil», e também de O Ano em Que Sonhámos Perigosamente, de Slavoj Zizek, afirmando-se que «no “deserto da pós-ideologia”, o discurso hiperideológico e caótico do pensador esloveno é muito bem-vindo».

 

4.11.13

Alice Munro na revista Ler




 

No artigo de José Riço Direitinho na Ler de Novembro de 2013 sobre a atribuição do Prémio Nobel à escritora canadiana Alice Munro pode ler-se: «Alice Munro criou uma espécie de território mítico onde quase todas as suas histórias têm lugar, a que, e à semelhança da geografia faulkneriana, se poderia chamar “Condado de Munro”. Este universo valeu-lhe o Nobel. Chamar-lhe “mestra do conto” é muito pouco.»

Na mesma revista, na crónica de José Mário Silva, que foi um dos críticos que contribuíram para a divulgação da obra da autora ao longo dos últimos anos, diz-se: «Uma leitura menos voraz revela, porém, maravilhosas subtilezas que agitam as histórias pela calada, subterraneamente, iluminando os textos por dentro. É uma sofisticação rara, em surdina, que sabe conferir o peso certo a uma angústia, a uma perda, a uma epifania (por exemplo, a noção de que a vida se perdeu ou desviou, algures, apagando possibilidades que um gesto, muitos anos mais tarde, pode evocar sem aviso).
Que o Nobel premeie uma escritora assim é causa de desalento para alguns. Eu, pela minha parte, rejubilo.»

A chegar às livrarias: Agenda Relógio D'Água 2014





A agenda Relógio D’Água de 2014 é dedicada a poetas traduzidos.
Fá-lo através de poemas e biografias de Walt Whitman, W. B. Yeats, Pablo Neruda, Baudelaire, R. M. Rilke, Wisława Szymborska, Emily Dickinson, Wallace Stevens, Sylvia Plath, Arthur Rimbaud, T. S. Eliot, Konstandinos Kavafis e Federico García Lorca.
Os poemas escolhidos são acompanhados de fotografias, de capas e outras ilustrações que procuram descrever o trajecto dos autores e recriar a época em que viveram.
Mesmo continuando a referir apenas poetas que não escrevem em português, temos ainda no nosso catálogo, e sempre em edições bilingues, Verlaine, Mallarmé, Hölderlin, Blake, Wordsworth, Byron, Shelley, Elizabeth Barrett Browning, Dante Alighieri, Óssip Mandelstam, Marina Tsvetáeva, Akhmatova, Juan Ramón Jiménez, César Vallejo, Yorgos Seferis, Auden, Hart Crane, Edgar Lee Masters, John Ashbery, Seamus Heaney, Heiner Müller, Gottfried Benn, Pierre Louÿs, Cocteau, Henri Michaux, René Char, Apollinaire, Paul Éluard, Wilfred Owen, Ted Hughes e Tomas Tranströmer.


1.11.13

Sobre O Ano em Que Sonhámos Perigosamente, de Slavoj Zizek





No programa Livro do Dia de 30 de Outubro, na TSF, Carlos Vaz Marques falou sobre O Ano em Que Sonhámos Perigosamente, de Slavoj Zizek.
O programa pode ser ouvido aqui.