12.7.13

Imagens oficiais de The Counselor, de Cormac McCarthy e Ridley Scott





Ridley Scott reuniu alguns dos melhores actores da actualidade no seu mais recente filme, The Counselor, com argumento de Cormac McCarthy, que será editado em Outubro pela Relógio D’Água. Michael Fassbender é o protagonista, no papel de um advogado que se perde nos meandros do tráfico de droga, e contracena com actores como Brad Pitt, Javier Bardem, Cameron Diaz e Penélope Cruz. O filme tem estreia prevista para 5 de Dezembro.

Sobre Trabalhos de Casa, de Rogério Casanova





«Porque Casanova é, na genuína acepção do termo, um iconoclasta. Mesmo alguns autores que aprendemos a associar ao seu nome, como Wood (que traduziu), são assim descritos: “No seu melhor James Wood é um crítico pavão (…); mas acerta mais vezes do que falha” (p.257).

Não quer isso dizer que R. Casanova exerça a crítica bulldozer. Mas o que pratica parece estar em vias de extinção: uma crítica de notável amplitude e inusual proficiência, capaz de ser apelativa sem relaxar; que é incisiva sem ter de lavar roupa suja, nem comprometer a tão descurada forma. Esta grande prosa parece ter levado à letra o conselho de Pound aos poetas: “fazê-lo novo”. Casanova é, definitivamente, aquilo que, algures, chama “crítico-escritor”. Por isso, não pertence a qualquer casta de crítico actualmente em stock, porque – usando uma metáfora mimética das suas recorrências desportivas – está demasiado longe do pelotão: isolado, prestes a cruzar a meta. Mas recusará, com grande probabilidade, a camisola. Basta-lhe a corrida. (…) Diferentemente do que sucede com a generalidade dos críticos, o que está aqui em causa é, além do mais – sobretudo, dir-se-ia –, uma teoria do romance.» [Hugo Pinto Santos, Time Out, 10-07-2013]

10.7.13

Alice Munro (11-07-1931)



 

«Depois de tantos anos, tantas antologias e tantos contos maravilhosos, os leitores podem ter a sensação de saber tudo sobre Alice Munro, principalmente porque muitas das suas personagens têm vidas parecidas à sua. Na verdade, sabemos muito pouco sobre ela. Esta é uma das razões por que os leitores ficam loucamente enamorados por Munro. A outra razão é que ela é muito boa.» [Anne Enright, The Guardian, 8-11-2012]

 



De Alice Munro, a Relógio D’Água publicou Fugas, O Amor de Uma Boa Mulher, A Vista de Castle Rock, Demasiada Felicidade, O Progresso do Amor e Amada Vida.

A Relógio D'Água na imprensa





No Atual de 6 de Julho de 2013, Carlos Vaz Marques destaca dois livros da Relógio D’Água: A Descoberta do Mundo, de Clarice Lispector, e É assim Que A Perdes, de Junot Díaz.
 

9.7.13

Oliver Sacks (09-07-1933)





«A linguagem, essa invenção tão humana, permite o que, em princípio, não devia ser possível. Permite que todos nós, mesmo os cegos congénitos, vejamos pelos olhos de outra pessoa.» [Oliver Sacks, O Olhar da Mente]

 


De Oliver Sacks, a Relógio D’Água publicou O Homem Que Confundiu a Mulher com Um Chapéu, Despertares, Um Antropólogo em Marte, Perna para Que Te Quero, A Ilha sem Cor, O Tio Tungsténio, Musicofilia, Vejo Uma Voz, O Olhar da Mente, Diário de Oaxaca e Alucinações.

A chegar às livrarias: animalescos, de Gonçalo M. Tavares





«Gonçalo M. Tavares é um escritor diferente de tudo o que lemos até hoje. Ele tem o dom — como Flann O’Brien, Kafka ou Beckett — de mostrar a forma como a lógica pode servir eficazmente tanto a loucura como a razão.» [The New Yorker]

A chegar às livrarias: Mensagem, de Fernando Pessoa





«Mensagem — o único livro de poesia em língua portuguesa dado a público por Fernando Pessoa — foi impresso em Outubro de 1934. dividido em três partes (“Brasão”, “Mar Português” e “O Encoberto”), este livro, que esteve para se chamar Portugal, incorpora 44 poemas, alguns dos quais já anteriormente publicados em jornais e revistas. (…) Mensagem — uma colectânea identificável com o sinal, necessariamente aleatório, de um nacionalismo místico, esotérico e profetista — pode também deixar visionada, por acrescento, a projecção de um “reino de alma humana continuamente sendo e continuamente ansiosa de mais ser”.» [Agostinho da Silva em Um Fernando Pessoa]