20.6.13

Sobre Tojo, de Miguel-Manso




 
No programa Livro do Dia de 20 de Junho de 2013, na TSF, Carlos Vaz Marques falou sobre Tojo, de Miguel-Manso.

O programa pode ser ouvido aqui.

Paulo Trigo Pereira venceu a primeira edição do Prémio Melhor Livro de Economia e Gestão de 2012





 

Portugal, Dívida Pública e Défice Democrático, de Paulo Trigo Pereira, editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos e pela Relógio D’Água, venceu a primeira edição do Prémio Melhor Livro de Economia e Gestão de 2012 do Diário Económico.

O ensaio tem um argumento central: os problemas das finanças públicas derivam da fraca qualidade da democracia, e o seu principal objectivo é dar resposta a duas questões que condensam as suas duas partes. Primeiro, porque chegamos ao ponto a que chegámos de insustentabilidade das finanças públicas e de necessidade de impor sacrifícios acrescidos aos portugueses com cortes de salários e de pensões e subidas de impostos, além da necessidade de vender, esperemos que não ao desbarato, parte significativa do património do Estado? Segundo, porque tendem as democracias a produzir défices e que reformas de natureza institucional são necessárias para um renascimento da democracia que sustente o desenvolvimento económico e em que a soberania politica volte, duradouramente, a pertencer aos portugueses.

O Prémio é uma iniciativa do Diário Económico, em parceria com o BES e a fundação Manuel Violante e com o apoio institucional do centro NOVAFRICA e do Grémio Literário. O Júri é presidido por António Costa, director do Diário Económico, e constituído por sete especialistas de três áreas: economia, gestão e edição: Francisco Murteira Nabo, Francisco Veloso, Guilhermina Gomes, José Ferreira Machado, José Silva Lopes, Pedro Mendonça e Rui Leão.


18.6.13

De Amada Vida, de Alice Munro






«Quem é capaz de dizer a um poeta a coisa perfeita acerca da sua poesia? E sem uma palavra a mais ou a menos, apenas o suficiente.» [Alice Munro, «Dolly», in Amada Vida]

Pedro Eiras destaca Raduan Nassar





Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar, é um dos livros destacados por Pedro Eiras na secção «Escolhas» no suplemento Atual do Expresso de 15 de Junho.

 

De Pedro Eiras a Relógio D’Água publicou Os Três Desejos de Octávio C., que conta já com uma edição no Brasil (Oficina Raquel).

Florbela Espanca no Rivoli



 

Está em cena de 21 a 23 de Junho, no Pequeno Auditório do Rivoli Teatro Municipal, a peça Florbela Espanca – Eu não sou de ninguém, sobre a poeta de Vila Viçosa, uma produção que trata da dualidade entre a mulher e a escritora. A peça tem encenação de Roberto Merino.

14.6.13

De A Descoberta do Mundo, de Clarice Lispector





«O que eu quero contar é tão delicado quanto a própria vida. E eu quereria poder usar a delicadeza que também tenho em mim, ao lado da grossura de camponesa que é o que me salva. (…)
Até mais que treze anos, por exemplo, eu estava em atraso quanto ao que os americanos chamam de fatos da vida. (…) As minhas colegas de ginásio sabiam de tudo e inclusive contavam anedotas a respeito. Eu não entendia mas fingia compreender para que elas não me desprezassem e à minha ignorância. (…) Até que um dia, já passados os treze anos, como se só então eu me sentisse madura para receber alguma realidade que me chocasse, contei a uma amiga íntima o meu segredo: que eu era ignorante e fingira de sabida. Ela mal acreditou, tão bem eu havia antes fingido. Mas terminou sentindo minha sinceridade e ela própria encarregou-se ali mesmo na esquina de me esclarecer o mistério da vida. (…)
Porque o mais surpreendente é que, mesmo depois de saber de tudo, o mistério continuou intacto. Embora eu saiba que de uma planta brota uma flor, continuo surpreendida com os caminhos secretos da natureza. E se continuo até hoje com pudor não é porque ache vergonhoso, é pudor apenas feminino.
Pois juro que a vida é bonita.»

 

Por acordo com a editora Relógio D’Água, o Ípsilon publicou nove crónicas de Clarice Lispector, ou seja, uma por semana durante a Exposição que lhe é dedicada na Fundação Calouste Gulbenkian. Os textos são extraídos de A Descoberta do Mundo.
Hoje, 14 de Junho, foi publicada a última, intitulada «A Descoberta do Mundo», de que acima se reproduz um excerto.

Aniversário de Dalton Trevisan comemorado em Curitiba com exposição de fotografia e exibição de filmes


 

 
Por ocasião do 88.º aniversário de Dalton Trevisan, que recebeu o Prémio Camões em 2012, a Biblioteca Pública do Paraná recebe até 27 de Julho a exposição A Eterna Solidão do Vampiro, com fotografias de Nego Miranda alusivas aos cenários da obra do escritor curitibano.
Também em Curitiba, no Museu da Imagem e do Som, entre 28 e 20 de Junho, serão exibidos filmes que adaptam várias obras de Dalton Trevisan.


A Relógio D’Água, depois de, em 1984, ter publicado Cemitério de Elefantes, já publicou vários volumes de contos (O Vampiro de Curitiba, Novelas nada Exemplares, Guerra Conjugal e A Trombeta do Anjo Vingador) e o único romance do autor, A Polaquinha.




«Eu não sou assunto, o autor nunca é assunto. Notícia é sua obra, ela pode ser discutida, interpretada, contestada. Não tenho nada a dizer fora dos meus livros. O autor não vale o personagem. O conto é sempre melhor do que o contista.» [Dalton Trevisan, “Suplemento Literário” do jornal O Estado de S. Paulo, 1972]