24.5.13

Feira do Livro de Lisboa 2013: Sessões de Autógrafos na Relógio D’Água




 

Gonçalo M. Tavares — 25 de Maio, sábado, 15h

José Gil — 25 de Maio, sábado, 18h

Pedro Pita Barros — 26 de Maio, domingo, 18h

Hélia Correia — 1 de Junho, sábado, 18h

Hélia Correia — 8 de Junho, sábado, 16h

António Barreto — 8 de Junho, sábado, 18h

Novidade: Amada Vida, de Alice Munro








Alice Munro possui um inigualável talento — o de nos transmitir de modo conciso a essência da vida. E é sob a forma de contos que o faz, de novo, em Amada Vida.
História a história, Munro destaca os momentos em que a vida é profundamente transformada por um encontro casual, uma acção não realizada, ou mesmo por um desvio no destino que faz alguém trocar o seu quotidiano ou modo de pensar.
Uma poeta, na sua primeira festa literária em território inóspito, é resgatada por um colunista de jornal, acabando por partir numa incursão pelo continente que a leva a um inesperado encontro.
Um jovem soldado, ao regressar da Segunda Guerra Mundial para os braços da sua noiva, sai na estação de comboio anterior à sua, encontrando numa quinta uma mulher com quem começa nova vida.
Uma jovem mantém um caso com um advogado casado, contratado pelo seu pai para gerir os seus bens. Quando é descoberta, encontra uma forma surpreendente de lidar com a chantagista.
Uma rapariga que sofre de insónias imagina, noite após noite, que assassina a irmã mais nova.
Uma mãe resgata a sua filha no exacto momento em que uma mulher tresloucada invade o seu quintal.

 

A maioria destas histórias ocorre no território natal de Alice Munro — as pequenas vilas em redor do Lago Huron, no Canadá — embora, por vezes, os personagens se aventurem na cidade.
Estes contos mostram-nos que — nas partidas, nos novos começos, nos acidentes, nos perigos e nos regressos, tanto imaginários como reais — o quotidiano da nossa vida pode ser tão estranho e arriscado como belo.

Fausto, de Goethe — edição brochada





«A partir de Marlowe dá-se realmente a transformação das histórias de cordel do Doutor Fausto na história trágica do homem, ainda explicitamente historizado, do Renascimento, frente às limitações que quer e vai superar. O preço da “vontade de poder” desse primeiro Fausto literário é ainda o Inferno; mas a importância de Marlowe vem-lhe do facto de ele ter realizado uma obra de rotura. Com Goethe, dois séculos mais tarde, é a grande obra de síntese que surge: a história tradicional sofre uma inflexão e uma elaboração que a faz ascender ao lugar de “tragédia” do género humano (e com isso lhe retira desde logo a possibilidade de ser uma tragédia de carácter, como mandam as leis do género na sua forma moderna). Em Goethe, Fausto assume um recorte universal, alargam-se imenso as suas potencialidades significativas e ele passa a ter, na consciência colectiva ocidental (metonímica, e talvez abusivamente, tomada por universal), a dimensão simbólica própria dos mitos.» [Da Introdução de João Barrento]

Feira do Livro de Lisboa: Livros do Dia — 24 de Maio de 2013




 

Da Democracia na América, de Alexis de Tocqueville

Fausto, de Goethe

Laços de Família, de Clarice Lispector

Pais e Filhos, de Ivan Turguéniev

O Feiticeiro de Oz, de L. Frank Baum

23.5.13

Feira do Livro de Lisboa: Livros do Dia — 23 de Maio de 2013





A Viagem do Beagle, de Charles Darwin

As Flores do Mal, de de Charles Baudelaire

A Estrada, de Cormac McCarthy

A Sonata de Kreutzer, de Lev Tolstói

A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson

Lydia Davis recebe Man Booker International Prize 2013



 
O Man Booker International Prize pretende distinguir o êxito na ficção mundial, e os trabalhos de Lydia Davis, apesar de frequentemente serem de poucas palavras, são de grande alcance.
O júri do prémio, constituído por Sir Christopher Ricks, Elif Batuman, Aminatta Forna, Yiyun Li e Tim Parks, declarou que trabalhos originais, filosóficos e minuciosos, por muito curtos que sejam, não são obra de indolentes, mas requerem tempo, habilidade e esforço.
Sir Christopher Ricks, presidente do júri, disse que «os seus textos abraçam ampla e agilmente muitos géneros. Como podemos classificá-los? Chamam-lhes contos, mas podiam igualmente chamar-lhes miniaturas, anedotas, ensaios, piadas, parábolas, fábulas, textos, aforismos, ou mesmo máximas, orações, ou simplesmente observações».
Em anos anteriores, o prémio distinguiu escritores como Philip Roth ou Alice Munro.

[Via themanbookerprize.com]

22.5.13

Sobre Oliver Sacks





«O especialista [Oliver Sacks] tem estudado fenómenos neurológicos relacionados com a música. Em 2007, publicou o livro Musicofilia, onde conta casos ímpares como o de um médico que é atingido por um raio e depois é reanimado e torna-se obcecado pela música, ou o de um músico britânico que sofreu uma encefalite rara, passou a ser incapaz de guardar memórias, mas continuou a conseguir tocar piano e a dirigir uma orquestra.» [Nicolau Ferreira, Público, 09-04-2013]

O último livro de Oliver Sacks, Alucinações, será publicado em breve pela Relógio D’Água.