16.5.13

Arthur Schnitzler (15-05-1862 – 21-10-1931)





De Arthur Schnitzler, a Relógio D’Água publicou Relações e Solidão, A História de Um Sonho e A Ronda.



Desde 1905 que circulavam rumores em Viena sobre uma obra «licenciosa» que Arthur Schnitzler teria escrito. Era A Ronda, que nenhum teatro se atreveu a encenar e começou por ser divulgada em edição de autor.
Foi preciso esperar por 1921, depois do colapso do Império Austro-Húngaro, para que a peça pudesse ser representada em Viena, causando grande escândalo.
Em dez breves diálogos, A Ronda apresenta-nos, com perspicaz desenvoltura, o essencial da magia do coração e dos sentidos.

15.5.13

Sobre Zé Susto e a Bíblia dos Sonhos, de Sylvia Plath





«Os contos dão a sensação de serem “o imemorial vazadouro” das inquietações de Sylvia, que viveu largos períodos de depressão. Isso é notório em Zé Susto…, com a acção centrada no quotidiano de um hospital (…). Escritos entre 1949 e 1963, estabelecem linhas de continuidade com a poesia de Sylvia, por vezes elíptica, “esquiva como um gato”.» [Eduardo Pitta, Sábado, 4-4-2013]

14.5.13

Fausto, de Aleksandr Sokurov, no cinema


 

O realizador Aleksandr Sokurov encerra a sua tetralogia sobre o mal e o poder com Fausto, um filme premiado no Festival de Veneza de 2011 e inspirado na obra de Goethe, que a Relógio D’Água publica com tradução de João Barrento. Recentemente, a Relógio D’Água publicou também Fausto — Tragédia Subjectiva, de Fernando Pessoa.


«Aquilo que começa por se apresentar como um exercício mais ou menos abstracto de citação de todo um imenso património cultural enraizado na lenda de Fausto (incluindo a obra-prima cinematográfica de F. W. Murnau, realizada em 1926), vai construindo uma narrativa em que descobrimos, ponto por ponto, algumas angústias do nosso presente. Não haverá, por certo, ao longo de 2013, muitos filmes tão radicais e de tão paradoxal beleza.» [João Lopes sobre Fausto, no sítio da RTP, 16-04-2013]

Sobre Alice Munro



foto de Derek Shapton
 

«Eu sempre usei pedaços da minha vida, mas a última parte do novo livro é a verdade simples. Como eu devia ter dito isso A Vista de Castle Rock é a história da minha família, tanto quanto sei.» [Alice Munro em entrevista à New Yorker sobre o seu último livro, Dear Life, a publicar brevemente pela Relógio D’Água]

13.5.13

Sobre Soren Kierkegaard





No suplemento Atual do Expresso de 11 de Maio de 2013, Pedro Mexia escreve sobre Soren Kierkegaard a propósito do seu bicentenário:

«Livro após livro, num pessimismo isento de niilismo, Kierkegaard criou uma contemplação carinhosa do desespero. Um desespero a que não podemos escapar, porque é uma “categoria do espírito”, uma forma de consciência, de relação do “eu” consigo próprio, e, nalguns casos, com a criatura incriada que criou esse “eu”. Perspicaz, o filósofo observou o homem estético, prazeroso e demoníaco, e o homem ético, mais desesperado porque mais consciente da sua incompletude.»

 




De Soren Kierkegaard, a Relógio D’Água publicou Ou—Ou, Um Fragmento de Vida, Primeira Parte, Temor e Tremor (trad. de Elisabete de Sousa), A Repetição e Migalhas Filosóficas (trad. de José Miranda Justo).

Sobre A Trombeta do Anjo Vingador, de Dalton Trevisan


 

No suplemento Atual do Expresso de 11 de Maio de 2013, Pedro Mexia volta a abordar uma obra de Dalton Trevisan, desta vez A Trombeta do Anjo Vingador: «Em prosa inquieta, elíptica, cortante, vozes e fragmentos anunciam o apocalipse heterossexual. De tal modo que um cavalheiro pecaminoso ouve, vindo da rua, um barulho que talvez seja “a buzina do táxi ou a trombeta do anjo vingador”.»


De Dalton Trevisan, a Relógio D’Água já publicou Cemitério de Elefantes, O Vampiro de Curitiba, Novelas nada Exemplares e o romance A Polaquinha, Guerra Conjugal e A Trombeta do Anjo Vingador.

Daphne du Maurier (13-05-1907/19-04-1989)





«O génio de Daphne du Maurier está nos seus enredos, que tece com surpreendente originalidade e à-vontade. … os seus contos parecem quase tradicionais, como se não pertencessem a um autor mas à imaginação do mundo.» [Albert Manguel]

 


De Daphne du Maurier a Relógio D’Água publicou O Outro Eu e Contos.