13.5.13

Sobre A Trombeta do Anjo Vingador, de Dalton Trevisan


 

No suplemento Atual do Expresso de 11 de Maio de 2013, Pedro Mexia volta a abordar uma obra de Dalton Trevisan, desta vez A Trombeta do Anjo Vingador: «Em prosa inquieta, elíptica, cortante, vozes e fragmentos anunciam o apocalipse heterossexual. De tal modo que um cavalheiro pecaminoso ouve, vindo da rua, um barulho que talvez seja “a buzina do táxi ou a trombeta do anjo vingador”.»


De Dalton Trevisan, a Relógio D’Água já publicou Cemitério de Elefantes, O Vampiro de Curitiba, Novelas nada Exemplares e o romance A Polaquinha, Guerra Conjugal e A Trombeta do Anjo Vingador.

Daphne du Maurier (13-05-1907/19-04-1989)





«O génio de Daphne du Maurier está nos seus enredos, que tece com surpreendente originalidade e à-vontade. … os seus contos parecem quase tradicionais, como se não pertencessem a um autor mas à imaginação do mundo.» [Albert Manguel]

 


De Daphne du Maurier a Relógio D’Água publicou O Outro Eu e Contos.

10.5.13

Sobre Clarice Lispector





«Quem nunca roubou não vai me entender. E quem nunca roubou rosas, então é que jamais poderá me entender. Eu, em pequena, roubava rosas. (…) O que é que fazia eu com a rosa? Fazia isso: ela era minha. (…) Também roubava pitangas. (…) Nunca ninguém soube. Não me arrependo: ladrão de rosas e de pitangas tem cem anos de perdão. As pitangas, por exemplo, são elas mesmas que pedem para ser colhidas, em vez de amadurecer e morrer no galho, virgens.» [Clarice Lispector, «Cem anos de perdão», in A Descoberta do Mundo]

 


Por acordo com a editora Relógio D’Água, o Ípsilon vai publicar nove crónicas de Clarice Lispector, ou seja, uma por semana durante a Exposição que lhe é dedicada na Fundação Calouste Gulbenkian. Os textos são extraídos de A Descoberta do Mundo.
Hoje, 10 de Maio, foi publicada «Cem anos de perdão», de que acima se reproduz um excerto.

Sobre Ana Teresa Pereira





«Autora de uma série de livros da área infanto-juvenil, como A Casa da Areia, A Casa do Nevoeiro e A Casa das Sombras, aventuras nas quais entram (não por acaso) cinco heróis (David, Cristina, Mónica, João e o cão Charlie), Ana Teresa Pereira vislumbra um regresso ao tema quando fala dos trabalhos próximos: “Não passam ainda de blocos de notas. O ano passado foi um ano quase inútil com exceção da reescrita do livro Num Lugar Solitário e de uma pequena novela infanto-juvenil. Entretanto tenho um romance policial que começa em Paris. E mais um livro com duas pequenas novelas, uma das quais é a minha (última) versão do filme Vertigo, de Alfred Hitchcock. Há também o projeto de um livro sobre os filmes da minha vida.”»

[José do Carmo Francisco sobre Ana Teresa Pereira, na secção «Próximo livro» da «Ler» de Maio de 2013]

Sobre Eudora Welty





«Quando comecei a escrever, adorava a Eudora Welty. Ainda hoje. Nunca tentaria imitá-la — é demasiado boa (…).» [Alice Munro em entrevista à The New Yorker, a propósito do seu último livro de contos, que a Relógio D’Água publicará brevemente]

De Eudora Welty, a Relógio D’Água publicou A Filha do Optimista, O Coração dos Ponders e Os Melhores Contos.

Lydia Davis por Lydia Davis





«Tento ser tão concisa quanto posso ao expressar o que quero. Mas vale lembrar que Proust também acreditava na concisão. Se uma frase dele pode durar várias páginas, isso não significa que ele tenha dito mais do que necessitasse. E há o papel do leitor: quanto mais ativo ele é, expandindo a história ou compreendendo suas implicações, entendendo o que não foi dito explicitamente, mais satisfeito ficará.» [Excerto de entrevista de Lydia Davis ao Folha de S. Paulo, que pode ser lida na íntegra aqui]

9.5.13

A chegar às livrarias: Tojo, de Miguel-Manso





Tojo, de Miguel-Manso, reúne uma selecção de textos das obras publicadas pelo autor nos últimos cinco anos.