17.4.13

Grande Prémio de Romance e Novela da APE



 

Realizou-se dia 15 de Abril, nas instalações da Fundação Calouste Gulbenkian, a cerimónia de entrega do Grande Prémio de Romance e Novela da APE a O Lago, de Ana Teresa Pereira.
A autora não pôde estar presente, mas o porta-voz do júri, José Manuel de Vasconcelos, explicou as razões que levaram à escolha do júri, formado também por Silvina Rodrigues Lopes, Luísa Mellid-Franco, Manuel Gusmão e Manuel Simões, e presidido por José Correia Tavares.
Esta cerimónia integrava-se na comemoração dos 30 anos do Grande Prémio de Romance e Novela, de que foi projectado um vídeo evocativo dos escritores premiados, da autoria de Lia Freitas.
Após a intervenção de José Manuel Mendes, presidente da APE, e de Diogo Pires Aurélio, representante do Presidente da República, realizou-se um concerto pelo músico Luís Pipa.

16.4.13

Sobre Física no Dia-a-Dia, de Rómulo de Carvalho





No programa Livro do Dia de 16 de Abril de 2013, na TSF, Carlos Vaz Marques falou sobre Física no Dia-a-Dia, de Rómulo de Carvalho.
O programa pode ser ouvido aqui.

 

15.4.13

O Grande Gatsby abre Festival de Cannes em 2013



 

A última longa-metragem de Baz Luhrmann é a quarta e mais recente adaptação cinematográfica de O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald, e é a obra escolhida para abrir o Festival de Cinema de Cannes, no dia 15 de Maio.
O filme conta com Leonardo DiCaprio, Carey Mulligan e Tobey Maguire nos principais papéis e estreia em Portugal a 16 de Maio.


«A arte de F. Scott Fitzgerald era demasiado requintada e a sua ironia demasiado subtil para o grande público. E no entanto, um editorial do New York Times, publicado após a sua morte, dizia que “ele era melhor do que pensava, pois foi, quer no plano dos factos quer no plano literário, o inventor de uma ‘geração’”.» [Anthony Burgess]

12.4.13

Crónicas de Clarice Lispector apresentadas hoje na Bertrand Chiado





A Descoberta do Mundo, livro que reúne as crónicas de Clarice Lispector, vai ser apresentado hoje, sexta-feira, dia 12 de Abril, às 18h30, na Livraria Bertrand do Chiado.
A apresentação será feita por Teolinda Gersão e Pedro Mexia.
Como escreveu Benjamin Moser em Clarice Lispector, Uma Vida, esta obra póstuma «pode considerar-se quase uma autobiografia».
A publicação de A Descoberta do Mundo é acompanhada pela edição de duas obras infanto-juvenis da autora, Quase de Verdade e O Mistério do Coelho Pensante.

11.4.13

Sobre Sonhos e Comboios, de Denis Johnson





«O título Sonhos e Comboios consegue dar as pistas certas para os elementos básicos que se vão interligando ao longo da narrativa, mas não consegue anunciar a magnífica relação de Robert Grainier (personagem principal) com a Natureza: o que a Natureza é e o que a Natureza tem; a Natureza e a natureza do Homem; o que a Natureza dá e o que a Natureza tira; o belo e o horrendo. (…)
Há uma nova oportunidade para conhecer a escrita de Denis Johnson com Sonhos e Comboios aproveitando a tradução do poeta José Miguel Silva. Oportunidade de entrar num troço de uma dada América (ou o fim de uma dada América) através da vida de Grainier. Como pode ser enorme um livro com tão poucas páginas?»

[P. Fialho Serra, no sítio Orgia Literária. Texto completo aqui]

Clarice Lispector no JL


Marly de Oliveira, Clarice Lispector e Nélida Piñon


O Jornal de Letras, Artes e Ideias de 3 de Abril publica um extenso dossiê sobre Clarice Lispector e a sua obra, a propósito da exposição A Hora da Estrela, recentemente inaugurada na Fundação Calouste Gulbenkian.
Carlos Mendes de Sousa, estudioso da obra de Clarice Lispector, autor de uma sua biografia e de um livro que vai sair em breve no Brasil, Clarice Lispector. Pintura, fala-nos do percurso da obra da autora de Perto do Coração Selvagem em Portugal.
O dossiê tem artigos de Maria Leonor Nunes («A Hora da Estrela. Palavras Expostas»), Affonso Romano de Sant’Anna («Lembranças de um convívio») e de Alberto Dines («A escritora nos jornais»).
Particularmente interessante é o texto de Nélida Piñon, escritora brasileira que foi a amiga que segurou a mão de Clarice quando morreu: «Clarice era assim. Ia direto ao coração das palavras e dos sentimentos. Conhecia a linha reta para ser sincera. Por isso, quando o arpão do destino, naquela sexta-feira de 1977, atingiu-lhe o coração às 10h20 da manhã, no Hospital da Lagoa, paralisando sua mão dentro da minha, compreendi que Clarice havia afinal esgotado o denso mistério que lhe frequentara a vida e a obra. E que embora a morte com sua inapelável autoridade nos tivesse liberado para a tarefa de decifrar seu enigma — marca singular do seu luminoso génio —, tudo nela prometia resistir ao assédio da mais persistente revelação.»

 

10.4.13

Sobre Enviado Especial, de Evelyn Waugh




«Em Enviado Especial encontramos, numa solução concentrada, de um humor refinadíssimo, tudo aquilo que de melhor se revela na obra de Waugh. Estamos diante de uma obra-prima, onde não temos qualquer receita fácil, mas sim um relato muito bem urdido, que seguimos com naturalidade e prazer, percebendo que a sátira nunca é artificial e que, a cada passo, poderemos encontrar-nos com as mais curiosas e bem caçadas personagens.» [Guilherme d’Oliveira Martins, no Blogue do Centro Nacional de Cultura, 22-08-2011]