14.3.13

Albert Einstein [14-03-1879/18-04-1955]





«Auto-Retrato (1935)

Daquilo que é significativo na nossa vida, mal nos damos conta, e isso não é por certo coisa que interesse aos demais. Que sabe um peixe acerca da água em que nada durante toda a sua existência?»
[in Como Vejo a Ciência, a Religião e o Mundo]

 
 

Este livro reúne textos retirados de Como Vejo o Mundo, Ideias e Opiniões e Os Meus Últimos Anos. No seu conjunto constituem uma reflexão de Einstein sobre a sua própria vida, a ciência e os cientistas, a educação, a cultura, a política e a religião.

Famoso pela sua teoria da relatividade que tranformou a ciência moderna, Einstein foi também um dos mais inovadores e radicais pensadores do século XX. Os seus textos mostram um particular talento para ir directamente ao essencial dos problemas. E isso tanto no que se refere a aspectos morais, à natureza humana e à guerra nuclear, como à relatividade e gravitação.

13.3.13

O Feiticeiro de Oz regressa ao cinema



 

Em O Feiticeiro de Oz (1900), de L. Frank Baum, durante um ciclone no Kansas, Dorothy e o seu cãozinho Toto são transportados até à mágica Terra de Oz, onde animais selvagens falam, sapatos prateados têm poderes mágicos e as bruxas bondosas oferecem protecção em troca de um beijinho. Dorothy acaba por se tornar também inimiga da Bruxa Malvada do Oeste. Com os seus novos amigos, o Espantalho, o Lenhador de Lata e o Leão Cobarde, depara-se com inúmeros perigos no caminho para a Cidade das Esmeraldas, onde terá de se encontrar com o Feiticeiro de Oz para que conceda a cada um aquilo que mais deseja.
Em 1939, o livro deu origem ao filme com o mesmo nome, protagonizado por Judy Garland e considerado um clássico da história do cinema.
Na semana passada estreou nos cinemas nacionais Oz, O Grande e Poderoso, de Sam Raimi, com as participações de James Franco, Rachel Weisz, Michelle Williams e Mila Kunis. O filme é uma prequela à história de O Feiticeiro de Oz, e conta como o Feiticeiro chegou à Terra de Oz e se tornou o seu senhor.
Dado o êxito do filme, a Disney já confirmou a intenção de produzir uma continuação, o que poderá significar uma nova adaptação da obra de L. Frank Baum, que a Relógio D’Água publicou em 2007 numa tradução de Margarida Periquito e que inclui as ilustrações originais de W. W. Denslow.

Sobre Migalhas Filosóficas, de Soren Kierkegaard





No suplemento Atual do Expresso de 19 de Janeiro de 2013, Luís M. Faria escreveu sobre Migalhas Filosóficas, de Soren Kierkegaard: «Reconhecido como um dos pais do existencialismo, a qualidade imaginativa do seu estilo, a oposição à autoridade religiosa e a própria coincidência de obras de diversos géneros no seu corpus — diários, ensaios, panfletos, etc. — também contribuem para o tornar apelativo. Neste pequeno livro autodescrito como folheto e aparentemente escrito por um monge do século VII, investiga-se a questão da fé e da medida em que a sua verdade pode ser aprendida. Terreno familiar e no qual, como de costume, os elementos psicológicos são pelo menos tão importantes como os lógicos.»

 

De Soren Kierkegaard a Relógio D’Água publicou também Temor e Tremor, A Repetição e OuOu, Um Fragmento de Vida.

12.3.13

Jack Kerouac [12-03-1922 - 21-10-1969]




«Mudou a minha vida como mudou a de todos.» [Bob Dylan sobre Pela Estrada Fora]


De Jack Kerouac a Relógio D’Água publicou Pela Estrada Fora, Big Sur, Os Vagabundos do Dharma, Os Subterrâneos, Duluoz, O Vaidoso – Uma Educação Aventurosa, 1935-46, Tristessa e Pela Estrada Fora – O Rolo Original.
 

Raul Brandão (12-03-1867/05-12-1930)





Maria João Reynaud, professora de Literatura Portuguesa da Universidade do Porto e responsável pela edição de História Dum Palhaço e A Morte do Palhaço publicada pela Relógio D’Água, em entrevista à Lusa, contou que o autor de Vida e Morte de Gomes Freire ou de El-Rei Junot «pôs radicalmente em causa as concepções literárias vigentes» da sua época e abriu o romance à reflexão metafísica, destacando ainda a «actualidade» e a «universalidade» do grande sonho de Raul Brandão, assim enunciado pelo próprio: «Espero pelo dia — mesmo na cova o espero — em que acabe a exploração do homem pelo homem.» [Disponível na página do Sol]

 

De Raul Brandão, a Relógio D’Água já publicou Memórias (Tomos I, II e III), A Farsa, História Dum Palhaço e A Morte do Palhaço, Vida e Morte de Gomes Freire e El-Rei Junot.

A Relógio D'Água na blogosfera





No blogue Bibliotecário de Babel, José Mário Silva transcreve os primeiros parágrafos de É assim Que A Perdes, de Junot Díaz:

«Não sou má pessoa. Eu sei que isto soa defensivo, pouco escrupuloso, mas é verdade. Sou como toda a gente: fraco, cheio de falhas, mas basicamente bom. A Magdalena, porém, não tem a mesma opinião.»

11.3.13

Dalton Trevisan, «o grande prosador do Brasil»





No caderno LIV do jornal i de 9 de Março, Vanda Marques entrevista Alcir Pécora, um dos membros do júri do Prémio Camões, a propósito do vencedor em 2012: Dalton Trevisan, «o grande prosador do Brasil».



Sobre a importância de Dalton Trevisan na literatura brasileira, Alcir Pécora diz: «Desde os anos 60, Dalton fornece um dos modelos mais influentes e bem realizados do gênero do conto no Brasil. De sua geração, no gênero, apenas Rubem Fonseca o iguala como padrão de influência, mas com qualidade menos regular de realização. Também é uma literatura que conversa com outros gêneros literários, como a poesia e o haikai, e com linguagens de toda sorte, do comercial de TV à revista pornográfica», acrescentando que a obra de Dalton se distingue da dos seus contemporâneos pelo «apuro estilístico, aplicado com minúcia e obsessão de poeta construtivista; a capacidade de descrição e análise de tipos sórdidos; a emulação baixa de modelos literários altos; a emulação alta de linguagens baixas; a consistência do conjunto da obra; o menoscabo dos aparelhos promocionais.»

 

De Dalton Trevisan, a Relógio D’Água já publicou Cemitério de Elefantes, O Vampiro de Curitiba, Novelas nada Exemplares e o romance A Polaquinha. Ainda este mês sairá Guerra Conjugal e A Trombeta do Anjo Vingador chegará às livrarias em Abril.