12.3.13

Jack Kerouac [12-03-1922 - 21-10-1969]




«Mudou a minha vida como mudou a de todos.» [Bob Dylan sobre Pela Estrada Fora]


De Jack Kerouac a Relógio D’Água publicou Pela Estrada Fora, Big Sur, Os Vagabundos do Dharma, Os Subterrâneos, Duluoz, O Vaidoso – Uma Educação Aventurosa, 1935-46, Tristessa e Pela Estrada Fora – O Rolo Original.
 

Raul Brandão (12-03-1867/05-12-1930)





Maria João Reynaud, professora de Literatura Portuguesa da Universidade do Porto e responsável pela edição de História Dum Palhaço e A Morte do Palhaço publicada pela Relógio D’Água, em entrevista à Lusa, contou que o autor de Vida e Morte de Gomes Freire ou de El-Rei Junot «pôs radicalmente em causa as concepções literárias vigentes» da sua época e abriu o romance à reflexão metafísica, destacando ainda a «actualidade» e a «universalidade» do grande sonho de Raul Brandão, assim enunciado pelo próprio: «Espero pelo dia — mesmo na cova o espero — em que acabe a exploração do homem pelo homem.» [Disponível na página do Sol]

 

De Raul Brandão, a Relógio D’Água já publicou Memórias (Tomos I, II e III), A Farsa, História Dum Palhaço e A Morte do Palhaço, Vida e Morte de Gomes Freire e El-Rei Junot.

A Relógio D'Água na blogosfera





No blogue Bibliotecário de Babel, José Mário Silva transcreve os primeiros parágrafos de É assim Que A Perdes, de Junot Díaz:

«Não sou má pessoa. Eu sei que isto soa defensivo, pouco escrupuloso, mas é verdade. Sou como toda a gente: fraco, cheio de falhas, mas basicamente bom. A Magdalena, porém, não tem a mesma opinião.»

11.3.13

Dalton Trevisan, «o grande prosador do Brasil»





No caderno LIV do jornal i de 9 de Março, Vanda Marques entrevista Alcir Pécora, um dos membros do júri do Prémio Camões, a propósito do vencedor em 2012: Dalton Trevisan, «o grande prosador do Brasil».



Sobre a importância de Dalton Trevisan na literatura brasileira, Alcir Pécora diz: «Desde os anos 60, Dalton fornece um dos modelos mais influentes e bem realizados do gênero do conto no Brasil. De sua geração, no gênero, apenas Rubem Fonseca o iguala como padrão de influência, mas com qualidade menos regular de realização. Também é uma literatura que conversa com outros gêneros literários, como a poesia e o haikai, e com linguagens de toda sorte, do comercial de TV à revista pornográfica», acrescentando que a obra de Dalton se distingue da dos seus contemporâneos pelo «apuro estilístico, aplicado com minúcia e obsessão de poeta construtivista; a capacidade de descrição e análise de tipos sórdidos; a emulação baixa de modelos literários altos; a emulação alta de linguagens baixas; a consistência do conjunto da obra; o menoscabo dos aparelhos promocionais.»

 

De Dalton Trevisan, a Relógio D’Água já publicou Cemitério de Elefantes, O Vampiro de Curitiba, Novelas nada Exemplares e o romance A Polaquinha. Ainda este mês sairá Guerra Conjugal e A Trombeta do Anjo Vingador chegará às livrarias em Abril.

A chegar às livrarias: Fala, Memória - Uma Autobiografia Revisitada, de Vladimir Nabokov




Nabokov foi um dos raros escritores exilados pela Revolução de Outubro de 1917 que preservou na memória da Rússia da sua infância como paraíso perdido a que nunca quis regressar.
A sua obra não é, pois, um ajuste de contas com os acontecimentos que destruíram as paisagens da sua infância e juventude.
Fala, Memória é um dos mais deslumbrantes livros que alguém escreveu sobre o seu passado. Talvez porque, para Nabokov, mais importante do que a política ou a vida usual, era a arte sob a forma da escrita, o amor, o voo colorido das borboletas, a recusa da vulgaridade e os problemas de xadrez.


«O presente trabalho colecciona recordações pessoais sistematicamente correlacionadas, que em termos geográficos se estendem de São Petersburgo a Saint-Nazaire e abrangem trinta e sete anos, de Agosto de 1903 a Maio de 1940, com incursões várias a um espaço-tempo posterior.» [Do Prefácio de Vladimir Nabokov]

8.3.13

James Joyce e Fernando Pessoa no Lisboa Irish Festival




Acontece amanhã na Lx Factory o Lisboa Irish Festival 2013, que, sob a direcção de Conor Gillen, celebra as artes e a cultura irlandesas. É no âmbito desta iniciativa que, amanhã, às 17 h, será feita a apresentação «James Joyce and Fernando Pessoa: Myth, Exile and Multiplicity», por Bartholomew Ryan. Também na Ler Devagar, António Feijó, João Tordo e Richard Zenith discutirão a literatura irlandesa e portuguesa.

Sobre É assim Que A Perdes, de Junot Díaz




Junot Díaz, sobre É assim Que A Perdes, em entrevista a João Bonifácio: «A ideia era escrever um livro sobre as formas como os homens evitam a intimidade. Uma dessas formas é serem mulherengos. Eu estava interessado na intimidade, que implica uma certa igualdade, ou o reconhecimento das diferenças. O Yunior foge da intimidade, estraga a intimidade traindo, fugindo, não fazendo as decisões difíceis que precisa de fazer.» [ípsilon, 8-3-2013]
 

 

No ípsilon do Público de 8 de Março de 2013, João Bonifácio escreve sobre É assim Que A Perdes, de Junot Díaz: «Strictu factu, É assim Que A Perdes é um conjunto de contos em que um homem, quase sempre Yunior, trai as suas companheiras. Pelo fim do livro torna-se claro que Yunior não é um mero hedonista impenitente (embora seja um mentiroso patológico) e nunca encontrou um lugar para a sua pele de dominicano crescido num subúrbio; torna-se claro que a perda e a solidão o obrigam a questionar a sua incapacidade para confiar numa mulher, a questionar a sua capacidade de empatia. E torna-se também claro que o que estivemos até então a ler é um relato — fragmentado — das traições de Yunior escrito pelo próprio, o seu livro sobre a infidelidade, o seu regresso à escrita.»