5.3.13

Elisabeth Badinter






Trinta anos depois da edição de O Amor Incerto [também publicado pela Relógio D’Água, uma obra em que a autora se debruça sobre o amor maternal: é um instinto de «natureza feminina» ou resulta de um comportamento social, variando ao longo das épocas e dos costumes?] assiste-se a uma verdadeira guerra ideológica subterrânea cujas consequências para as mulheres não são ainda inteiramente perceptíveis. O regresso em força do naturalismo, que realça de novo o conceito de instinto maternal constitui, na opinião de Elisabeth Badinter, um perigo para a emancipação das mulheres e a igualdade dos sexos. Perante a insistência com que se afirma que uma mãe deve dar tudo ao seu filho, o seu leite, tempo e energia, é inevitável que muitas mulheres hesitem, e recuem até, perante tais obstáculos. Algumas delas encontram a plena realização na maternidade, mas um número crescente, pelo menos nas sociedades ocidentais, acabam mais tarde ou mais cedo por fazer um balanço dos prazeres e dos sacrifícios que as aguardam. Num dos pratos da balança está uma experiência insubstituível, o amor dado e recebido e a importância de transmissão. No outro, as frustrações e stress e por vezes o sentimento de fracasso. Se numerosas mulheres europeias decidem não ter filhos, é porque tencionam realizar-se à margem da maternidade, tal como ela lhes é imposta. Muitas outras decidem não desistir de ser mães defendendo os seus desejos e a sua vontade contra o discurso de culpabilidade que persegue as mulheres que rejeitam a maternidade enquanto sacrifício.

A chegar às livrarias





Escrito em 1904, O Falecido Mattia Pascal é um romance em que, com apreciável dose de humor negro, Luigi Pirandello explora os mistérios de identidade. Nele se conta a história de um homem que, cansado da sua vida de arquivista e de marido, decide viajar até Monte Carlo, onde a sorte lhe permite obter no casino uma enorme fortuna.
É no regresso a casa que toma conhecimento de que, por engano, foi considerado morto.
Decide começar uma nova vida com fortuna e outro nome, pensando assim libertar-se de compromissos e obrigações. Mas depois de viajar algum tempo sem estabelecer ligações de amor ou amizade, sente que o anonimato não o torna livre nem feliz.
Decide fixar-se numa pensão em Roma, onde se apaixona e tudo se complica.

4.3.13

Sobre Americana, de Don DeLillo






«DeLillo, escritor representativo do pós-modernismo norte-americano, nasce em 1936, filho de emigrantes italianos. As suas novelas apresentam como tema o declínio do sonho americano. Exploram tópicos como o incremento da violência, o poder da comunicação de massas, dos movimentos de culto e do terrorismo. As suas personagens são, frequentemente, compulsivas, em busca de crença num mundo descrito como corrupto, caótico e desconcertante. Americana, o seu primeiro romance, descreve a viagem de carro através dos Estados Unidos que um executivo de televisão bem-sucedido, mas insatisfeito, empreende em busca de redenção espiritual. Ao longo da estrada cruza-se com uma série de personagens que constituem projecções da América profunda e das suas obsessões.» [No sítio da Agenda Cultural de Lisboa]

Oz, O Grande e Poderoso





Estreia na próxima quinta-feira, 7 de Março, o filme Oz, O Grande e Poderoso, de Sam Raimi, a partir da personagem criada por L. Frank Baum.
O filme, em que participam James Franco, Rachel Weisz e Michelle Williams, é uma prequela a O Feiticeiro de Oz, contando como o Feiticeiro chegou a Oz e se tornou o seu senhor.

Sobre Lanterna Mágica, de Ingmar Bergman





«Lanterna Mágica — os laços de família de Ingmar Bergman»

«Escrito em saltos cronológicos sucessivos, Lanterna Mágica acumula anotações, recordações de infância, sonhos, episódios aparentemente soltos. (…) É a imagem de uma vida dedicada à imagem, bem como de uma constante transfiguração de motivos pessoais, mágicos mas dolorosos.» [Pedro Mexia, Diário de Notícias, 2005]

1.3.13

Junot Díaz na shortlist do prémio Sunday Times EFG Private Bank




O escritor Junot Díaz está na shortlist do prémio inglês de conto Sunday Times EFG Private Bank, atribuído a um único conto.
Díaz concorre com «Miss Lora», que faz parte de É assim Que A Perdes, recentemente publicado pela Relógio D’Água.
Na shortlist estão também Sarah Hall, Toby Litt, Ali Smith, Mark Haddon e Cynan Jones.
Um dos membros do júri, o romancista Andrew O’Hagan, comentou ao Guardian que, apesar de o conto habitualmente ser o órfão da ficção em prosa, os candidatos deste ano «mostram como o formato cresceu e se tornou algo grandioso e confiante».
O vencedor será anunciado a 22 de Março. O prémio é de 45 mil dólares.


Junot Díaz está ainda nomeado para o Story Prize, que premeia colectâneas de contos «merecedoras de uma atenção especial», com É assim Que A Perdes. Os outros dois finalistas são Dan Chaon e Claire Vaye Watkins.
Em 2009, o prémio foi atribuído a Daniyal Mueenuddin, por Outros Quartos, Outras Maravilhas, publicado em 2011 pela Relógio D’Água.
O vencedor será anunciado dia 13 de Março.

Hélia Correia recebe hoje Prémio Vergílio Ferreira 2013



 

Realiza-se hoje, 1 de Março, pelas 18h30, a entrega do Prémio Vergílio Ferreira 2013 a Hélia Correia, que terá lugar na Sala de Atos da Universidade de Évora (Colégio do Espírito Santo).
Na cerimónia intervirão o Reitor da Universidade de Évora, Prof. Doutor Carlos Braumann, e a Presidente do Departamento de Linguística e Literaturas, Prof.ª Doutora Ana Paula Banza de Figueiredo Santos, além da premiada, Hélia Correia.
O Prémio Vergílio Ferreira, que no passado distinguiu, entre outros, Eduardo Lourenço e José Gil, tem o objectivo de, homenageando o escritor que lhe dá nome, galardoar o conjunto da obra literária de um autor de língua portuguesa, relevante no âmbito da narrativa ou de ensaio.
O livro de poesia A Terceira Miséria, a última obra de Hélia Correia, recebeu recentemente o Prémio Correntes d’Escritas 2013.