26.2.13

Sobre A Aventura no Rio, de Enid Blyton





«Os jovens João, Filipe, Dina e Maria da Luz protagonizaram uma série de oito aventuras escritas por Enid Blyton, entre 1944 e 1955.Quatro pequenos heróis sempre acompanhados pela catatua Didi, famosa ave palradora, personagem por direito próprio e engenhoso contraponto cómico destas aventuras. A popular autora exalta, através deles, os valores da lealdade, da coragem, e do sentido de entreajuda, e o amor pela vida selvagem: João é um atento observador de aves, e Filipe tem um talento especial para lidar com animais. No último volume da série, os intrépidos jovens embarcam rio abaixo num cruzeiro emocionante por paragens longínquas reminiscentes dos tempos bíblicos.» [No sítio da Agenda Cultural de Lisboa]

Sobre Os Criadores da Economia Moderna, de Sylvia Nasar




«De forma brilhante, Nasar apresenta retratos íntimos das suas personagens, delineando o percurso que moldou o seu pensamento … escreve com à-vontade e autoridade sobre complicadas matérias económicas, mas mostra ainda maior fluência ao evocar as vidas interiores das pessoas sobre as quais escreve e os mundos sociais por que passaram.» [Michiko Kakutani, New York Times]

25.2.13

Sobre Laços de Família, de Clarice Lispector







Obra-prima do conto em português, Laços de Família saiu em 1960, depois de Clarice Lispector, brasileira nascida na Ucrânia, se ter divorciado de um diplomata e regressado ao Rio de Janeiro. É uma colectânea de observações minuciosas e incidentes mínimos da vida burguesa, contados com uma linguagem de estranheza poética e quase hermética e com uma sintaxe “estrangeirada”. Sofisticada e indomável, Clarice, disse um dos seus amigos, era uma “pessoa rara que se parecia com Marlene Dietrich e escrevia como Virginia Woolf”.»

[Pedro Mexia, Atual, Expresso, 23 de Fevereiro de 2013]

A chegar às livrarias



«O modo de locomoção do espírito a que nos convida parece feito à nossa medida, é experimental de fazer em casa ou de ver na rua, e nele entramos sem iniciação ou reverência, sem baixar a cabeça numa porta estreita ao cimo de uma escada.
O percurso escolhido vai dos sentidos às técnicas pela experiência, da óptica dos espelhos, das lentes, do caleidoscópio ou do arco-íris, aos ímanes, à electricidade, às alavancas e aos foguetões, à pressão e ao atrito, à flutuação dos barcos, à tensão superficial, ou ainda ao peso do ar, aos termómetros, aos fenómenos do som. Pelo caminho, ensina-nos a ferver água numa caixa de papel, a fazer um sempre-em-pé e a gostar de perceber o porquê das coisas.
Rómulo de Carvalho veio recordar-nos, mais uma vez, como a Física também é quotidiana. A sua obra de divulgação científica, agora em reedição, ocupa um lugar destacado na história da divulgação em Portugal.» [Do Prefácio de José Mariano Gago]
 
Rómulo de Carvalho (1906-1997) foi durante mais de quarenta anos professor do ensino secundário. Iniciou a sua carreira em Lisboa em 1934. Em 1950, foi transferido para Coimbra, onde leccionou durante sete anos, fixando-se de novo e definitivamente em Lisboa, onde veio a reformar-se em 1974, aos 68 anos.
Nas escolas onde exerceu a profissão, designadas à época por «liceus», ensinou Física e Química, disciplinas em que se formara na Universidade do Porto, entre 1928 e 1931. As suas actividades docentes e acção pedagógica deixaram marcas indeléveis nas escolas onde trabalhou. Desde logo, na formação e nas escolhas profissionais de numerosos jovens que lhe passaram pelas mãos ou que receberam a sua influência através dos manuais escolares que publicou e que o notabilizaram como professor, ou ainda através dos livros de divulgação científica dirigidos a jovens e a menos jovens.
Neste caso estão, entre muitos outros trabalhos, os livrinhos da colecção «Ciência para Gente Nova» (oito títulos publicados entre 1952 e 1962); a obra pioneira Física para o Povo (dois volumes, de 1968) e os dezoito Cadernos de Iniciação Científica publicados entre 1979 e 1985, já depois de se ter aposentado.
O professor notabilizou-se também como investigador da história das ideias e da actividade científica e técnica em Portugal, no século de setecentos, e dos seus protagonistas — pessoas e instituições —, devendo-se-lhe, neste campo, mais de três dezenas de publicações, entre 1954 e 1996, a que se somam outros tantos estudos diversos relacionados com o mesmo tema. Deve-se-lhe a primeira e ainda hoje única História do Ensino em Portugal, desde a fundação da nacionalidade até ao fim do regime de Salazar-Caetano.
Em 1996, por ocasião dos seus 90 anos, Rómulo de Carvalho viu publicamente reconhecido o mérito da obra de uma vida, ao ser instituído, por decisão do governo português, o dia do seu aniversário — 24 de Novembro — como Dia Nacional da Cultura Científica.
Rómulo de Carvalho revelou-se publicamente como poeta publicando aos 50 anos de idade um primeiro livro de poemas. Foi então que nasceu António Gedeão, de quem se pode dizer que a sua poesia, ao mesmo tempo simples e elaborada, profundamente enraizada na sua terra, exprime a alegria, as dores, as inquietações e as contradições, a compaixão pelo outro e o amor da natureza e das coisas que afligem todo o ser humano.
[Frederico Carvalho
Setembro de 2012]

 

Hélia Correia no Correntes d'Escritas





Para ver aqui, o discurso de agradecimento de Hélia Correia no encerramento do encontro literário Correntes d’Escritas, dia 23 de Fevereiro, via Bibliotecário de Babel.

 

22.2.13

Exposição sobre Ryszard Kapuściński: O Poeta da Reportagem



 

É inaugurada amanhã, 23 de Fevereiro, às 16h30, no Centro Português de Fotografia, no Porto, uma exposição dedicada à vida do escritor, viajante e jornalista polaco Ryszard Kapuściński, cujos trabalhos relataram acontecimentos fulcrais da história do mundo.


De Ryszard Kapuściński, a Relógio D’Água publicou Os Cínicos não Servem para Este Ofício, obra que aborda os problemas surgidos na sua actividade, numa época de grandes mudanças políticas e sociais e de rápidas alterações tecnológicas na área da informação. Como falar de pobreza, de fome e das guerras? Qual a relação entre a realidade e a narrativa que dela se faz? Pode ser-se um bom jornalista sem motivações éticas? Que alterações foram provocadas no jornalismo pela televisão e a Internet?
Além de uma conversa com Maria Nadotti, o livro inclui uma entrevista feita por Andrea Semplici sobre os acontecimentos que levaram à emancipação africana do domínio colonial e um diálogo com o crítico de arte John Berger.

Sobre O Próximo Outono, de João Miguel Fernandes Jorge e Pedro Calapez





No suplemento ípsilon do Público de 22 de Fevereiro, Maria da Conceição Caleiro escreve sobre O Próximo Outono, de João Miguel Fernandes Jorge e Pedro Calapez: «O Próximo Outono é um livro literal e etimologicamente fabuloso, fantástico. Tal como a pintura, ele é assumidamente produto de fantasmas — convocados voluntária e involuntariamente, mas quase sempre presentes in absentia tanto no autor como no leitor (talvez outrora visitante) e no próprio artista plástico, cujo contexto material e sensível de produção se apagou e o curador persegue. Tudo o que precede a obra existe latente, mas a sua actualização não esgota o enigma, apenas desloca a transcendência. Esta não cessa de latejar, esfarelando sempre a coincidência, relançando o desejo de produzir arte.»