«Compare-se
esta peça com um sol. O poder dos seus raios tem gerado um sem-número de novas
criações. Porém o centro permanece opaco e arde a temperatura inacessível. É o
mais enigmático dos textos do mais enigmático dos autores. (…) Sobre esta A
Tempestade há que dizer que permanece estranha aos nossos olhos e aos
nossos ouvidos. E, no entanto, as suas personagens vão, com outras, no jorro da
popularidade, passando pelo tempo e pelas culturas, tratadas como gente da
família, com ternura e com falta de respeito. Muitos dos que conhecem Próspero
e Caliban ignoram, na verdade, Próspero e Caliban. Há que voltar ao texto que,
apesar de fortemente acompanhado pela História, resplandece na sua
auto-suficiência, senhor de uma difícil beleza em estado bruto.» [Da Introdução
de Hélia Correia]
13.2.13
12.2.13
Charles Darwin (12-02-1809/19-04-1882)
«Depois da morte de Darwin, o seu
filho Francis publicou em 1887 uma edição de Life and Letters (Vida e
Cartas) de Darwin. Em parte por decisão sua, em parte a pedido da mãe Emma
e da irmã Henrietta, Francis omitiu algumas passagens da Autobiografia
que eram demasiado pessoais, que se referiam a pessoas ainda vivas ou que
mencionavam religião. Em particular, todo o capítulo sobre as «Crenças
Religiosas» de Darwin foi omitido (...). A versão completa da Autobiografia
só foi publicada em 1958 por Nora Barlow, neta de Darwin (filha de Horace). É
esta a versão utilizada nesta tradução.» [Da Introdução]
A chegar às livrarias
O aclamado primeiro romance de Denis Johnson, Anjos, coloca Jamie Mays – uma esposa fugitiva que leva consigo as duas
filhas – e Bill Houston – um ex-oficial da Marinha, ex-marido e ex-preso –
juntos num autocarro da Greyhound em viagem pelos Estados Unidos. Guiados por um
espírito inquieto, álcool e necessidades desesperadas, Jamie e Bill andam em
estações de autocarros e hotéis baratos, onde vão
deparando com as estranhas, fascinantes e perigosas margens da vida norte-americana.
O seu bilhete pode muito bem dizer Phoenix, mas o seu destino é uma última
paragem de surpreendente violência.
Denis Johnson, conhecido pelos seus retratos de norte-americanos
marginais, ilumina esta odisseia com a sua visão única e uma sabedoria pessoal
totalmente original.
«Um dos mais notáveis escritores americanos da actualidade.»
[Los
Angeles Times Book Review]
«Uma pequena obra-prima… prosa de extraordinário poder e
estilo.» [Philip Roth]
Sobre Sylvia Plath
No Quociente
de Inteligência, suplemento do Diário de Notícias de 9 de Fevereiro, Joana Emídio
Marques escreve sobre Sylvia Plath, recordada por Helder Macedo: «Para além dos
contos e da poesia Plath escrevia diversas formas de textos diarísticos, que
podiam ser exercícios intimidade e de auto-flagelação, tentativas de
auto-mobilização para resolver problemas, descrições de pessoas ou
acontecimentos. “Alguns destes textos”, escreveu Hughes [na introdução a Zé
Susto e a Bíblia dos Sonhos], “revelam mais claramente ainda que os seus
melhores contos, a que ponto a pura presença objetiva das coisas e dos
acontecimentos lhe paralisava a fantasia e a invenção.” (…) Depois da morte,
Sylvia Plath haveria de ganhar uma projecção como poeta que nunca teve em vida.
Os movimentos feministas dos anos 60 e 70 fizeram dela uma bandeira o que, para
Helder Macedo “poderia ter sido fatal para a obra, pois acantonou-a num getho
ideológico que lhe menorizava o alcance.”» [Citado da página de Facebook da
jornalista]
11.2.13
Em Zé Susto e a Bíblia dos Sonhos, de Sylvia Plath
«Certos poemas e versos são para mim
tão densos e milagrosos como o devem ser os altares de igreja e as cerimónias
de coroação das rainhas para os devotos de outras imagens bem diferentes. Não
me aflige que os poemas só alcancem um número bastante pequeno de pessoas.
Mesmo assim, já vão surpreendentemente longe — viajam por entre estranhos,
chegam por vezes a dar a volta ao mundo. Vão mais longe que as palavras de um
professor na sala de aula ou as receitas de um médico; mais longe até, com um
pouco de sorte, que o tempo de uma vida.»
[Sylvia Plath, «Contexto», in Zé Susto e
a Bíblia dos Sonhos]
Sobre Sylvia Plath
No dia em que
passam cinquenta anos sobre a morte de Sylvia Plath, Vanda Marques escreve no i
sobre a autora de Zé Susto e a Bíblia dos Sonhos, Ariel e O
Fato do Tanto-Faz-como-Fazia, três obras editadas em Portugal pela Relógio
D’Água.
O texto pode
ser lido aqui.
A Relógio D’Água na blogosfera
No blogue
Casmurros dá-se notícia da lista dos finalistas do Man Booker International
Prize, em que se inclui Lydia Davis, e acrescenta-se sobre a edição de Contos
Completos: «São 198 pequenas histórias (quase
mínimas) que tratam do amor, da solidão, do humor e da estranheza da vida.»
[Texto completo aqui.]
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