13.2.13

A Ilha Encantada, de Hélia Correia, versão para jovens de A Tempestade, de William Shakespeare





«Compare-se esta peça com um sol. O poder dos seus raios tem gerado um sem-número de novas criações. Porém o centro permanece opaco e arde a temperatura inacessível. É o mais enigmático dos textos do mais enigmático dos autores. (…) Sobre esta A Tempestade há que dizer que permanece estranha aos nossos olhos e aos nossos ouvidos. E, no entanto, as suas personagens vão, com outras, no jorro da popularidade, passando pelo tempo e pelas culturas, tratadas como gente da família, com ternura e com falta de respeito. Muitos dos que conhecem Próspero e Caliban ignoram, na verdade, Próspero e Caliban. Há que voltar ao texto que, apesar de fortemente acompanhado pela História, resplandece na sua auto-suficiência, senhor de uma difícil beleza em estado bruto.» [Da Introdução de Hélia Correia]

12.2.13

Charles Darwin (12-02-1809/19-04-1882)





«Depois da morte de Darwin, o seu filho Francis publicou em 1887 uma edição de Life and Letters (Vida e Cartas) de Darwin. Em parte por decisão sua, em parte a pedido da mãe Emma e da irmã Henrietta, Francis omitiu algumas passagens da Autobiografia que eram demasiado pessoais, que se referiam a pessoas ainda vivas ou que mencionavam religião. Em particular, todo o capítulo sobre as «Crenças Religiosas» de Darwin foi omitido (...). A versão completa da Autobiografia só foi publicada em 1958 por Nora Barlow, neta de Darwin (filha de Horace). É esta a versão utilizada nesta tradução.» [Da Introdução]

A chegar às livrarias






O aclamado primeiro romance de Denis Johnson, Anjos, coloca Jamie Mays – uma esposa fugitiva que leva consigo as duas filhas – e Bill Houston – um ex-oficial da Marinha, ex-marido e ex-preso – juntos num autocarro da Greyhound em viagem pelos Estados Unidos. Guiados por um espírito inquieto, álcool e necessidades desesperadas, Jamie e Bill andam em estações de autocarros e hotéis baratos, onde vão deparando com as estranhas, fascinantes e perigosas margens da vida norte-americana. O seu bilhete pode muito bem dizer Phoenix, mas o seu destino é uma última paragem de surpreendente violência.
Denis Johnson, conhecido pelos seus retratos de norte-americanos marginais, ilumina esta odisseia com a sua visão única e uma sabedoria pessoal totalmente original.


«Um dos mais notáveis escritores americanos da actualidade.» [Los Angeles Times Book Review]

«Uma pequena obra-prima… prosa de extraordinário poder e estilo.» [Philip Roth]

Sobre Sylvia Plath




No Quociente de Inteligência, suplemento do Diário de Notícias de 9 de Fevereiro, Joana Emídio Marques escreve sobre Sylvia Plath, recordada por Helder Macedo: «Para além dos contos e da poesia Plath escrevia diversas formas de textos diarísticos, que podiam ser exercícios intimidade e de auto-flagelação, tentativas de auto-mobilização para resolver problemas, descrições de pessoas ou acontecimentos. “Alguns destes textos”, escreveu Hughes [na introdução a Zé Susto e a Bíblia dos Sonhos], “revelam mais claramente ainda que os seus melhores contos, a que ponto a pura presença objetiva das coisas e dos acontecimentos lhe paralisava a fantasia e a invenção.” (…) Depois da morte, Sylvia Plath haveria de ganhar uma projecção como poeta que nunca teve em vida. Os movimentos feministas dos anos 60 e 70 fizeram dela uma bandeira o que, para Helder Macedo “poderia ter sido fatal para a obra, pois acantonou-a num getho ideológico que lhe menorizava o alcance.”» [Citado da página de Facebook da jornalista]

11.2.13

Em Zé Susto e a Bíblia dos Sonhos, de Sylvia Plath





«Certos poemas e versos são para mim tão densos e milagrosos como o devem ser os altares de igreja e as cerimónias de coroação das rainhas para os devotos de outras imagens bem diferentes. Não me aflige que os poemas só alcancem um número bastante pequeno de pessoas. Mesmo assim, já vão surpreendentemente longe — viajam por entre estranhos, chegam por vezes a dar a volta ao mundo. Vão mais longe que as palavras de um professor na sala de aula ou as receitas de um médico; mais longe até, com um pouco de sorte, que o tempo de uma vida.»

[Sylvia Plath, «Contexto», in Zé Susto e a Bíblia dos Sonhos]

Sobre Sylvia Plath





No dia em que passam cinquenta anos sobre a morte de Sylvia Plath, Vanda Marques escreve no i sobre a autora de Zé Susto e a Bíblia dos Sonhos, Ariel e O Fato do Tanto-Faz-como-Fazia, três obras editadas em Portugal pela Relógio D’Água.

O texto pode ser lido aqui.

A Relógio D’Água na blogosfera



 

No blogue Casmurros dá-se notícia da lista dos finalistas do Man Booker International Prize, em que se inclui Lydia Davis, e acrescenta-se sobre a edição de Contos Completos: «São 198 pequenas histórias (quase mínimas) que tratam do amor, da solidão, do humor e da estranheza da vida.» [Texto completo aqui.]