6.2.13

Sobre Dublinenses, de James Joyce





«As personagens, a tensão moral e afectiva, os acontecimentos e a atmosfera de Dublinenses funcionaram, evidentemente, como um ensaio para Ulisses, que surgiu como uma espécie de “sequela” com grandiosos efeitos especiais ou como uma pintura majestosa elaborada a partir dos esboços representados por estas narrativas.» [Helena Vasconcelos sobre Dublinenses, de James Joyce, no site do ípsilon. Texto completo aqui.]

5.2.13

Sobre Rei, Dama, Valete, de Vladimir Nabokov





No ípsilon do Público de 1 de Fevereiro de 2013, Helena Vasconcelos escreveu sobre Rei, Dama Valete, de Vladimir Nabokov, tradução recentemente publicada pela Relógio D’Água e até agora inédita em Portugal: «No seu segundo romance, Nabokov amalgama com ironia o romantismo de Tolstói e o realismo de Flaubert, acrescentando-lhes a marca da sua linguagem luxuriante. (…) Nabokov revelava já a sua ousadia ao pegar na clássica história do triângulo amoroso, lançando-se em nada mais nada menos do que num “pastiche” do monumental Anna Karénina, medindo forças com o seu herói literário, Tolstói, e com o não menos admirado e incensado Gustave Flaubert.»

Sobre A Aventura no Rio, de Enid Blyton





«As aventuras de escritora britânica Enid Blyton não se resumem às dos Cinco e dos Sete. A Aventura no Rio é uma história que vale a pena os mais novos lerem e, também, os mais velhos que a querem recordar de uma leitura feita em tempos de juventude.» [João Céu e Silva, Diário de Notícias, 11-01-2013]

4.2.13

A Relógio D'Água na Ler de Fevereiro de 2013



 

Na revista Ler de Fevereiro de 2013, José Riço Direitinho escreve sobre Dalton Trevisan a propósito da recente edição, pela Relógio D’Água, de O Vampiro de Curitiba, Novela nada Exemplares e do romance A Polaquinha: «Dalton Trevisan empresta a quase todas as histórias uma dimensão essencialmente sexual, de uma sexualidade febril, muitas vezes cheia de ambiguidades. Dito assim, o leitor poderá ser levado a pensar de imediato num outro contista brasileiro, Rubem Fonseca, mas é grande a diferença: em Trevisan tudo parece passar-se numa estranha dimensão oculta, é um atuar por detrás do cenário num mundo de desejos reprimidos, ações que têm lugar em espaços escuros e atávicos (abundam em todos os seus livros), espaços de traição, numa aparente fuga ao lícito, como em A Polaquinha (um exemplo entre dezenas de possibilidades).»


 

No mesmo número da revista, José Guardado Moreira escreve sobre Cartas a Nora, de James Joyce: «A exaltação sexual manifestada por escrito e exacerbada pela distância, pela suspeita, pelo ciúme, pela paixão e pelo desejo são bem expressas pelo escritor irlandês: “Nora, meu fiel amor, minha obscena colegial de olhos doces, sê a minha puta, a minha amante, o quanto desejares, serás sempre a minha bela flor silvestre das sebes, a minha flor azul-escura humdecida pela chuva.”»

Sobre É assim Que A Perdes, de Junot Díaz



 

«P.: O que têm em comum os três livros de Junot Díaz? R.: Yunior, um vistoso e infiel narrador dominicano que fala inglês americano de rua ornamentado de calão espanhol. Esta repetição é uma jogada audaz com uma enorme recompensa. Em Drown, a voz de Yunior não estava ainda plenamente definida. Em A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao manteve o espanhol em bruto e usou vocabulário da ficção científica e da fantasia. Nesta segunda colecção de contos [É assim Que A Perdes] a voz de Yunior é aprimorada até um idiolecto absolutamente convincente que inclui delicados pormenores literários e forte jargão bilingue.» [Claire Lowdon, The Observer]

A chegar às livrarias: O Vinho da Solidão, de Irène Némirovsky





O Vinho da Solidão é um romance marcado pelos conflitos. Helène sente desde a infância a indiferença familiar e o ódio que nutre pela mãe culmina com a sedução de Max, seu amante.
A Revolução de Outubro de 1917 e a Primeira Guerra Mundial percorrem a narrativa, e a família Karol, originária de Kiev, é levada de São Petersburgo para a gélida Finlândia, e daí para Paris.
Hélène trava consigo um último conflito, ao tentar libertar-se do passado, através da sensação inebriante de solidão e da juventude.
O Vinho da Solidão é considerada a mais autobiográfica obra de Irène Némirovsky.

1.2.13

Muriel Spark (01-02-1918/13-04-2006)





«Estou a ler três romances de Muriel Spark, uma escritora inglesa cheia de verve, uma das poucas mulheres escritoras que gosto de ler. O seu melhor livro, penso eu, é Memento Mori, glacialmente brilhante.» [Tennessee Williams]

 

De Muriel Spark, a Relógio D’Água publicou também Raparigas de Escassos Recursos.