«As aventuras de escritora britânica Enid Blyton não
se resumem às dos Cinco e dos Sete. A Aventura no Rio é uma história que
vale a pena os mais novos lerem e, também, os mais velhos que a querem recordar
de uma leitura feita em tempos de juventude.» [João Céu e Silva, Diário de Notícias, 11-01-2013]
5.2.13
4.2.13
A Relógio D'Água na Ler de Fevereiro de 2013
Na revista Ler
de Fevereiro de 2013, José Riço Direitinho escreve sobre Dalton Trevisan a
propósito da recente edição, pela Relógio D’Água, de O Vampiro de Curitiba,
Novela nada Exemplares e do romance A Polaquinha: «Dalton
Trevisan empresta a quase todas as histórias uma dimensão essencialmente
sexual, de uma sexualidade febril, muitas vezes cheia de ambiguidades. Dito
assim, o leitor poderá ser levado a pensar de imediato num outro contista
brasileiro, Rubem Fonseca, mas é grande a diferença: em Trevisan tudo parece
passar-se numa estranha dimensão oculta, é um atuar por detrás do cenário num
mundo de desejos reprimidos, ações que têm lugar em espaços escuros e atávicos
(abundam em todos os seus livros), espaços de traição, numa aparente fuga ao
lícito, como em A Polaquinha (um exemplo entre dezenas de
possibilidades).»
No mesmo
número da revista, José Guardado Moreira escreve sobre Cartas a Nora, de
James Joyce: «A exaltação sexual manifestada por escrito e exacerbada pela
distância, pela suspeita, pelo ciúme, pela paixão e pelo desejo são bem
expressas pelo escritor irlandês: “Nora, meu fiel amor, minha obscena colegial
de olhos doces, sê a minha puta, a minha amante, o quanto desejares, serás
sempre a minha bela flor silvestre das sebes, a minha flor azul-escura
humdecida pela chuva.”»
Sobre É assim Que A Perdes, de Junot Díaz
«P.: O que
têm em comum os três livros de Junot Díaz? R.: Yunior, um vistoso e infiel
narrador dominicano que fala inglês americano de rua ornamentado de calão
espanhol. Esta repetição é uma jogada audaz com uma enorme recompensa. Em Drown,
a voz de Yunior não estava ainda plenamente definida. Em A Breve e
Assombrosa Vida de Oscar Wao manteve o espanhol em bruto e usou vocabulário
da ficção científica e da fantasia. Nesta segunda colecção de contos [É
assim Que A Perdes] a voz de Yunior é aprimorada até um idiolecto
absolutamente convincente que inclui delicados pormenores literários e forte
jargão bilingue.» [Claire Lowdon, The Observer]
A chegar às livrarias: O Vinho da Solidão, de Irène Némirovsky
O Vinho da Solidão é um romance marcado pelos conflitos. Helène sente
desde a infância a indiferença familiar e o ódio que nutre pela mãe culmina com
a sedução de Max, seu amante.
A Revolução
de Outubro de 1917 e a Primeira Guerra Mundial percorrem a narrativa, e a
família Karol, originária de Kiev, é levada de São Petersburgo para a gélida
Finlândia, e daí para Paris.
Hélène trava
consigo um último conflito, ao tentar libertar-se do passado, através da
sensação inebriante de solidão e da juventude.
O Vinho da Solidão é considerada a mais autobiográfica obra de Irène
Némirovsky.
1.2.13
Muriel Spark (01-02-1918/13-04-2006)
«Estou
a ler três romances de Muriel Spark, uma escritora inglesa cheia de verve,
uma das poucas mulheres escritoras que gosto de ler. O seu melhor livro, penso
eu, é Memento Mori, glacialmente brilhante.» [Tennessee Williams]
De Muriel
Spark, a Relógio D’Água publicou também Raparigas de Escassos Recursos.
Obras da Relógio D'Água em destaque na Agenda Cultural da Câmara Municipal de Lisboa
«A mulher que matou os peixes
é, como confessa na primeira página, Clarice Lispector, a autora deste livro.
Mas este triste facto só é narrado no fim; antes conta uma série de contos felizes
sobre bichos que teve para provar aos jovens leitores que a morte dos dois
“vermelhinhos” foi “sem querer”. Fala-nos da rata Maria de Fátima, dos
cachorros Dilermando e Jack, inteligentes e corajosos, de Bruno e Max, dois
cães amigos que se zangam para defender os donos, da gata que tinha grandes
ninhadas e da macaca Lisete que usava brincos e colares baianos. Tantas
histórias engraçadas por causa de um simples descuido: três dias sem dar comida
aos peixes.»
«Nora Barnacle
e James Joyce conheceram-se em Dublin, em 1904. Pensa-se que saíram juntos pela
primeira vez no dia 16 de Junho, desse ano. A data de 16 junho é hoje celebrada
como Bloomsday por ser o dia o dia em que decorre a ação da obra-prima
do escritor: o romance Ulisses, que tem por protagonista Leopold Bloom.
Nora serviu de musa a Joyce e inspirou muitas das sua principais personagens
femininas: Gretta Conroy, de Os Mortos; Bertha, de Exílios; Molly
Bloom, de Ulisses; Anna Livia, de Finnegans Wake. As cartas
reunidas no presente volume tornaram-se célebres pela crua descrição das
fantasias sexuais de Joyce. A troca epistolar concentra-se em dois grandes
períodos: 1904, ano do seu encontro, e 1909, quando o escritor está em Dublin
com o filho e Nora permanece em Trieste, onde o casal se havia fixado. Estas
cartas notáveis alternam paixão e ciúme, romantismo e erotismo, candura e
obscenidade.»
O voto de José Mário Silva para o Man Booker International Prize
«Foram
anunciados há poucos dias os dez finalistas deste ano do Man Booker
International Prize (…). Se dependesse de mim, o prémio ia já para a
maravilhosa Lydia, cujos Contos Completos foram publicados pela Relógio
d’Água no final de 2012.» [No blogue Bibliotecário de Babel]
Subscrever:
Mensagens (Atom)










