29.1.13

Sobre Orgulho e Preconceito, de Jane Austen





«Na tradução do poeta José Miguel Silva para a nova edição que a Relógio D'Água acaba de lançar, a história começa assim: “É uma verdade universalmente reconhecida que um homem rico e solteiro precisa de uma esposa. Tal verdade encontra-se tão firmemente implantada nas cabeças das pessoas que, independentemente dos sentimentos ou opiniões do cavalheiro a respeito do assunto, no momento em que ele chega a uma determinada terra, é imediatamente considerado propriedade legítima de algumas das filhas dos seus novos vizinhos.”»

No site do Público pode ler-se um texto de Luís Miguel Queirós alusivo à comemoração dos 200 anos do casamento de Elizabeth Bennett e Fitzwilliam Darcy.

28.1.13

Sobre Zé Susto e a Bíblia dos Sonhos, de Sylvia Plath





«Mais ou menos “acabados” ou elaborados, os textos reunidos no presente volume valem seguramente por si. Pela riqueza das imagens, pela precisão e abundância dos detalhes, pela naturalidade ao mesmo tempo distanciada e cúmplice com que evocam a infância ou a loucura, pela arte de transformar um episódio aparentemente insignificante numa “campânula de vidro” ou pesa-papéis vitoriano, contendo, abrigando e dando a ver todo um pequeno mundo. Valem também pelas relações que estabelecem, quer entre si, quer, como sublinha o organizador da colectânea [Ted Hughes], com os poemas da autora — relações que tanto podem passar pelo reaproveitamento e reformulação de textos mais antigos (…).» [Da Nota Prévia de Ana Luísa Faria]

Sobre Breves Notas, de Gonçalo M. Tavares






No programa Livro do Dia de 24 de Janeiro, na TSF, Carlos Vaz Marques falou sobre Breves Notas, de Gonçalo M. Tavares, volume cartonado que reúne os três números da colecção Enciclopédia. O programa pode ser ouvido aqui.

25.1.13

Virginia Woolf [25-01-1882/28-03-1941]





«Tenho sonhado algumas vezes… que, quando o Dia do Juízo Final amanhecer e os grandes conquistadores e homens de leis e estadistas forem receber as suas recompensas — as suas coroas, os seus louros, os seus nomes indelevelmente gravados em mármore perene —, o Todo-Poderoso há-de virar-se para Pedro e dizer, não sem uma certa inveja quando nos vir chegar com os nossos livros debaixo dos braços: “Vê, estes não precisam de recompensa. Aqui não temos nada para lhes dar. Eles gostaram de ler."» [Virginia Woolf, no ensaio «How Should One Read a Book?»]

Lydia Davis finalista do Man Booker International Prize 2013


 

Foi divulgada a lista dos finalistas do Man Booker International Prize 2013, e Lydia Davis, de quem a Relógio D’Água publicou Contos Completos, é um dos dez vencedores possíveis.

James Wood, no seu último livro, refere-se à escritora e tradutora como «um tempestuoso Thomas Bernhard».

O Prémio, que no passado foi atribuído a escritores como Alice Munro ou Philip Roth, terá um novo vencedor anunciado no dia 22 de Maio.



24.1.13

Brevemente na Relógio D'Água





«Para os que não conhecem a obra anterior de Sacks, Hallucinations é uma óptima oportunidade para começar, mas para os que já estão familiarizados com clássicos como O Homem Que Confundiu a Mulher com Um Chapéu e o mais recente Musicofilia, há um gozo extra pelo modo como o autor cruza referências de um determinado caso, que resurge e é reexaminado de um outro ângulo.» [Will Self, The Guardian, 08-11-2012]

A chegar às livrarias: É assim Que A Perdes, de Junot Díaz





O novo livro de Junot Díaz, É assim Que A Perdes, é um conjunto de narrativas ligadas entre si sobre o amor — amor apaixonado, amor ilícito, amor em extinção, amor maternal — e contadas através da vida dos habitantes de New Jersey oriundos da República Dominicana e da sua luta para encontrar um ponto de encontro entre os seus dois mundos.
O livro desvenda a inevitável fragilidade do coração humano. São histórias que nos recordam que a paixão pode triunfar sobre a experiência e que o amor, quando nos atinge, tem sempre algo de eterno.
 


Junot Díaz nasceu a 31 de Dezembro de 1968 em Santo Domingo, na República Dominicana, e cresceu em New Jersey, nos EUA.
É autor de Drown e de A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao. Este último ganhou diversos prémios: John Sargent, Sr. First Novel Prize, National Book Critics Circle Award, Anisfield-Wolf Book Award, Dayton Literary Peace Prize e o Pulitzer Prize (2008).
A sua ficção apareceu em publicações como The New Yorker, African Voices, The Best American Short Stories (1996, 1997, 1999, 2000), Pushcart Prize XXII e The PEN/O. Henry Prize Stories 2009.
É editor de ficção da Boston Review e professor de Escrita no Massachusetts Institute of Technology.