Virginia Woolf era uma londrina. Neste livro reúnem-se seis narrativas escritas na Primavera de 1931 para a revista Good Housekeeping sobre os habitantes, as catedrais, o Parlamento, as ruas, as docas e as casas de «grandes escritores» londrinos. Londres flui em sentido contrário à corrente do Tamisa, levando o leitor ao longo da cidade desde a confusão das docas, no extremo oriental, até às vagas de transeuntes de Oxford Street, em Chelsea, na parte ocidental. No final regressa à zona onde começou. No conjunto, Londres é um «passeio» pela mais cosmopolita das capitais europeias, guiado pela sua mais importante escritora de sempre.
16.1.13
Sobre Novelas nada Exemplares, de Dalton Trevisan
Na Sábado
de 10 de Janeiro, Eduardo Pitta escreve sobre Novelas nada Exemplares,
de Dalton Trevisan. No blogue Da Literatura adiantou: «O
livro constitui um bestiário do submundo de Curitiba. A escassez do vocabulário
acentua o carácter naïf dos textos. As suas personagens vivem ao rés
da vida: pequenas profissões, ambição curta, atavismo endémico, tédio conjugal,
sexo utilitário. A concisão é de regra, dir-se-iam os contos de um poeta, mas
não consta que Trevisan tenha escrito poesia.»
15.1.13
Brevemente na Relógio D'Água
«As personagens de Junot Díaz amam, ou pelo menos desejam, apaixonada e incontrolavelmente — olham com horror e fascinação, como nós, para o caos dos seus próprios corações — e Díaz convida-nos a observar este desastre ao lado delas.» [Lev Grossman sobre É assim Que A Perdes, um dos livros do ano da Time, Dezembro de 2012]
14.1.13
Yukio Mishima (14-01-1925/25-11-1970)
«Neste conjunto de nove contos e um texto que o autor descreve como uma “peça No moderna”, Yukio Mishima revela aos leitores a extensão do seu talento, ao explorar uma variedade de caminhos até à complexa personalidade japonesa.»
[Robert Trumbull, The New York Times, 01-05-1966 ]
Sobre Anna Karénina, de Lev Tolstoi
No programa
Livro do Dia de 17 de Dezembro de 2012, na TSF, Carlos Vaz Marques fala sobre Anna Karénina,
de Lev Tolstoi. O programa pode ser ouvido aqui.
11.1.13
Sobre Um Sopro de Vida (Pulsações), de Clarice Lispector
No ípsilon do Público de 11 de Janeiro de 2013, Maria da
Conceição Caleiro escreve sobre Um Sopro de Vida, de Clarice Lispector:
«Um Sopro de Vida (Pulsações) é um texto inclassificável. Poderíamos
dizer o mesmo de outros de Lispector. Ela é desde o começo uma clave verbal
diferente. Mas este é mais inclassificável ainda. Editado em 1978, depois da
sua morte (1977), composto de fragmentos que ela escreveu e/ou ditou até o seu
fim e que Olga Borelli reuniu, sai-se dele menos incólume ainda do que dos
outros livros da autora, porque aqui a escrita surge mais estilhaçada,
morrendo-se nela o corpo-alma de Lispector. (…) Saímos deste livro chorando
compulsivamente e glorificando o seu esplendor ou ainda, como agora é moda,
extraindo máximas, metalepse que a anestesia. (…) É a contiguidade de situações
que confere ao livro um trágico esplendor.»
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