«Não sou amigo de
anotações em livros, nem de confissões de autor. A poesia deve ir nua pelas
ruas, e só se deve cobrir com a multidão da natureza.» [Pablo Neruda, da «Pequena História» que apresenta Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada]
6.12.12
A Mulher Que Matou os Peixes, de Clarice Lispector
«As marcas de
oralidade, a narração na primeira pessoa e a exposição da interioridade são
recorrentes neste e noutros títulos, atingindo o seu máximo em A Mulher Que
Matou os Peixes.» [Carla Maia de Almeida, Ler, Outubro de 2012, em crítica
a A Vida Íntima de Laura, de Clarice Lispector, também editado pela Relógio D'Água]
5.12.12
A chegar às livrarias: três obras de Dalton Trevisan
«Provavelmente
o maior contista brasileiro do século xx.»
Abel Barros Baptista
«… as suas
curtas e irónicas epifanias atingem a revelação das elípticas personagens de
Maupassant e Tchékhov.»
Bruce Allen, Library Journal
«Existe forte
veio de erotismo nestas histórias. Não é exibicionista, mas funcional para as
intenções do autor. É mesmo o símbolo absurdo da cidade, dos seus estreitos e
confinados horizontes.»
Thomas
Lask, The New York Times
«Nesses
contos e novelas, diria que Dalton Trevisan se antecipou à geração brasileira
dita do mimeógrafo ou marginal na captação dessas cenas do quotidiano, entre o
trágico e o pícaro, como se antecipou às gerações mais modernas até na
concisão.»
Arnaldo Saraiva, JL, Junho de 2012
«O dom de
Dalton Trevisan é a habilidade de escolher e destacar um único momento, um
lampejo, poucas linhas de diálogo, e projectar artisticamente esse microcosmo
de vida.»
Robert A. McLean, Boston Globe
«Dalton
Trevisan (…) pertence ao movimento de total renovação que transformou a
literatura latino-americana, até recentemente considerada marginal e
provinciana, numa das mais experimentais da actualidade.
Meticuloso,
um tanto obsessivo, Dalton Trevisan persegue as sujas pegadas das suas
personagens. As suas histórias (como certas narrativas de Melville e Kafka na
interpretação de Borges) apresentam “fantasias de conduta”.»
E.
Rodríguez Monegal, The New York Times Book Review
«A reacção que
se tem ao ler Trevisan é uma espécie de raiva. Raiva da perfeição da discrição
do autor, da sua absoluta invisibilidade moral, quando sabemos que ele deve
estar à espreita, escondido atrás do seu estilo.»
Michael
Wood, The New York Times Book Review
A chegar às livrarias: A Aventura no Rio, de Enid Blyton
Filipe, João, Dina, Maria da
Luz e a catatua Didi vivem uma nova aventura.
Enquanto recuperam de uma gripe, viajam com a família para o Médio Oriente,
onde visitam sítios que não vêm no mapa e convivem com os indígenas das aldeias
à beira do rio em que navegam até descobrirem uma magnífica cidade escondida
sob a terra.
Edição com ilustrações de Stuart Tresilian.
4.12.12
Jack Kerouac no Festival Ler 25 Anos
No Festival
Ler 25 Anos, hoje, 4 de Dezembro, às 19h, terá lugar na Sala Montepio do Cinema
São Jorge, em Lisboa, um debate intitulado «Os desafios de Pela Estrada Fora,
a partir do livro de Jack Kerouac», com a participação de Eduardo Salavisa,
Raquel Ochoa e Francisco Vale.
Mais tarde,
às 21h, na Sala Manoel de Oliveira, dá-se a abertura do Festival com a
antestreia do filme Pela Estrada Fora, de Walter Salles, baseado na obra
de Jack Kerouac.
3.12.12
Livro do Desassossego em discussão na Faculdade de Letras
Decorrerá,
nos próximos dias 6 e 7 de Dezembro, na Faculdade de Letras da Universidade de
Lisboa, o Colóquio Internacional Central de Poesia II, cuja temática será
Livro do Desasocego: Perspectivas.
Sobre Contos Completos, de Lydia Davis
No ipsílon
do Público de 30 de Novembro, Helena Vasconcelos escreve sobre Contos
Completos, de Lydia Davis: «As datas de publicação revelam a separação por
décadas — à excepção da obra de 2001 —, mas é fácil perceber que Davis escreve
sempre, compulsivamente, registando as oscilações de tudo o que a rodeia com a
precisão de um potentíssimo radar (que é, também, telescópio e microscópio),
carregando as frases com um potencial tão explosivo — à beira das lágrimas, do terror,
da demência e também do humor, do nonsense e do riso — que a coloca,
decididamente, num universo à parte e totalmente singular, como se Tchékhov e
David Foster Wallace estivessem a competir dentro da sua cabeça.»
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