26.11.12

Apresentação de Nos Trópicos sem Le Corbusier



 

O livro da arquitecta Ana Vaz Milheiro, Nos Trópicos sem Le Corbusier — Arquitectura luso-africana no Estado Novo, será apresentado dia 29 de Novembro pelas 17h15 no Auditório 2 do Palácio dos Condes de Redondo, Rua de Santa Marta, n.º 56, em Lisboa.
A apresentação será feita pelos arquitectos Mônica Junqueira de Camargo e Walter Rossa, autor do prefácio.
Ana Vaz Milheiro é também autora de A Minha Casa É Um Avião, publicado pela Relógio D’Água em 2007.

Agendas 2013




 

Esta agenda celebra os escritores contemporâneos não portugueses.
Fá-lo através de fragmentos de obras e biografias de James Joyce, Clarice Lispector, Don DeLillo, Boris Vian, Iris Murdoch, Jack Kerouac, Alice Munro, Evelyn Waugh, Cormac McCarthy, Yukio Mishima, Vladimir Nabokov, Dalton Trevisan e Tomas Tranströmer.
Os textos escolhidos são acompanhados de fotografias e outras ilustrações que procuram descrever o trajecto de vida dos autores e recriar a época em que vivem ou viveram.

23.11.12

Sobre Ada ou Ardor, de Vladimir Nabokov





«Na Cornell University, Vladimir Nabokov começava a primeira aula a dizer: “Os grandes romances são, acima de tudo, contos de fadas… a literatura não conta a verdade, mas inventa-a.” Ada, o 15.º romance de Nabokov, é um grande conto de fadas, uma originalíssima obra da imaginação. Publicado duas semanas depois do seu septuagésimo aniversário, prova que rivaliza com Kafka, Proust e Joyce, esses anteriores mestres de ímpares universos de ficção.» [Alfred Appel, Jr., New York Times, 04-05-1969]

22.11.12

Falar de Clarice Lispector a 10 de Dezembro



 

Hélia Correia, Maria Filomena Molder e Carlos Mendes de Sousa vão apresentar a obra de Clarice Lispector, no dia 10 de Dezembro, às 18h30, na Fnac Chiado.
Esta iniciativa é parte da comemoração internacional da obra da autora de Perto do Coração Selvagem, que, sob a designação de “Hora Clarice”, se realiza a 10 de Dezembro em vários países.
Além deste debate, a Relógio D’Água, que vem publicando a obra de Clarice Lispector, irá editar no início de Dezembro o romance Um Sopro de Vida (Pulsações), o último que a autora escreveu, e um dos seus textos infanto-juvenis, A Mulher Que Matou os Peixes.
Em 2013 continuaremos a publicar Clarice Lispector: os artigos jornalísticos reunidos em Só para Mulheres e Correio Feminino e as obras infanto-juvenis, O Mistério do Coelho Pensante, Quase de Verdade, Como Nasceram as Estrelas.


«Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida. Viver é uma espécie de loucura que a morte faz. Vivam os mortos porque neles vivemos.»

Clarice Lispector, Um Sopro de Vida (Pulsações)

21.11.12

Sobre A Viagem do Beagle, de Charles Darwin






A Viagem do Beagle, de Charles Darwin, foi Livro do Dia no programa de Carlos Vaz Marques na TSF em 22 de Outubro. O programa pode ser ouvido aqui.

20.11.12

Num Lugar Solitário, de Ana Teresa Pereira





«Tom intuiu que ela tinha horror da proximidade, de qualquer espécie de proximidade.
Olhou para as belas pernas sem meias, levemente bronzeadas. Teve vontade de tocar-lhes. Ela vestia de azul. Uma blusa azul-clara, uma saia estreita, azul-escura.
“Por que te escondes?”, pensou.
— Você não sabe o que isso é, doutora.
— O quê?
— Aproximar-se. Tocar.
— Não?
— Você limita-se a sugar. Quando me arranca qualquer coisa de mais íntimo, fecha os olhos e volta a abri-los, como um animal satisfeito.
— Dr. Hannibal, The Cannibal. Hannibal Lecter — murmurou ela. — Eu também vi The Silence of the Lambs.
Ele sentiu vontade de rir mas conteve-se. Queria feri-la, arranhá-la, pelo menos.
— E você acha que vive a vida intensamente?»

Num Lugar Solitário é um dos primeiros livros de Ana Teresa Pereira, publicado em 1996. Foi reescrito pela autora para esta edição.

Sobre Os Cães e os Lobos, de Irène Némirovsky





«Némirovsky era incapaz de escrever menos do que um romance arrebatador. Tem um talento irresistível para criar personagens e incidentes que tornam impossível interromper a leitura desta narrativa, assim como de outras que escreveu. A busca de Ben pela riqueza, a história de amor de Ada e Harry, o extáctico final (…), são Némirovsky a brilhar ao máximo. Há intensos retratos de judeus — mães de família e banqueiros — e delicados acontecimentos marcados pela sua melhor e mais emocionante escrita.» [Carmen Callil, The Guardian, 10-10-2009]