Durante o Colóquio
Internacional Kierkegaard (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, sala
5.2, 25 e 26 de Outubro) terá lugar o lançamento de Migalhas Filosóficas,
de Soren Kiergegaard. A apresentação será dia 25, quinta-feira, a partir das
17:30, pelo Professor Marcio Gimenes de Paula da Universidade de Brasília.
25.10.12
24.10.12
Ana Teresa Pereira vence Grande Prémio de Romance e Novela da APE 2011
A Associação
Portuguesa de Escritores (APE) atribuiu hoje o Grande Prémio de Romance e
Novela 2011 a Ana Teresa Pereira pela obra O Lago.
Ana Teresa
Pereira, Maria Teresa Horta, Mário Cláudio, Nuno Júdice e Teolinda Gersão foram
os cinco finalistas, das 103 candidaturas apresentadas (só uma vez este número
foi ultrapassado). O júri foi constituído por Luísa Mellid-Franco, José Manuel
Vasconcelos, Manuel Gusmão, Manuel Simões e Silvina Rodrigues Lopes, e
presidido por José Correia Tavares.
O Grande
Prémio de Romance e Novela distinguiu até agora 26 escritores.
Sobre O
Lago, Manuel de Freitas escreveu no Atual, de 28 de Janeiro: «Aos
que pudessem achar que a escrita da autora se estava a enredar de modo quase
previsível nas suas próprias obsessões, O Lago vem provar que não é
exatamente assim. O deserto cresce, confundindo-se com a neve, e a trama deste
livro resume-se ao encontro entre um dramaturgo/autor e uma “dançarina ferida”
que, ao tornar-se atriz e amante do primeiro, se coloca à mercê de um deus
sinistro, alguém que só podia amar “um ser criado para ele” e que “não separa o
palco da vida”.»
Ana Teresa
Pereira é autora de uma vasta obra ficcional, desdobrada em romance, novela e conto.
O policial, o western e o juvenil são géneros que tem regularmente
frequentado (o seu primeiro livro, Matar a Imagem (1989), foi publicado
ao vencer o Prémio Caminho Policial).
A sua obra
está traduzida em castelhano e italiano. A mais recente tradução foi Si nos
encontramos de nuevo, publicada no início deste ano pela editora espanhola Baile
del Sol.
A obra de Ana
Teresa Pereira foi elogiada por críticos como Eduardo Prado Coelho, António
Guerreiro e Manuel de Freitas. Em 2005 recebeu o Prémio Pen Club Português de
Ficção, por Se Nos Encontrarmos de Novo, e em 2007 o Prémio Máxima de
Literatura por A Neve.
Várias teses
de mestrado e doutoramento se têm ocupado da sua obra, com destaque para Além-sombras:
Ana Teresa Pereira, de Duarte Pinheiro, ou Do escritor como predador: mistério e (re)visões na obra de Ana Teresa Pereira, de Patrícia Freitas.
Até final deste ano, a Relógio D’Água, que tem editado quase toda a obra
da autora, publicará Num Lugar Solitário.
23.10.12
Hélia Correia em Viana do Castelo
Esta
sexta-feira, 26 de Outubro, Hélia Correia estará na Biblioteca Municipal de
Viana do Castelo, às 21h30, para apresentar o seu livro de poesia A Terceira
Miséria.
19.10.12
Sobre O Afável Monstro de Bruxelas, de Hans Magnus Enzensberger
Na
Time Out Lisboa de 10 de Outubro, João Miguel Tavares escreve sobre O
Afável Monstro de Bruxelas ou A Europa sob Tutela, de Hans Magnus
Enzensberger: «Do alto dos seus 83 anos, o escritor alemão, poeta e ensaísta
Hans Magnus Enzensberger já teve tempo para ver de tudo e pensar sobre muito,
incluindo os totalitarismos que deram cabo da Europa. Por isso, convém levá-lo
a sério quando aponta o dedo à falta de democracia que enferma as instituições
europeias — pecado original que poucos parecem interessados em corrigir — neste
pequeno, notável e divertidíssimo ensaio significativamente intitulado O Afável
Monstro de Bruxelas ou A Europa sob Tutela.
18.10.12
Moby Dick, de Herman Melville
«Chamem-me
Ishmael.»
Assim começa Moby
Dick, de Herman Melville, obra cujo 161.º aniversário de publicação o
Google hoje comemora.
Choderlos de Laclos [18-10-1741/05-09-1803]
«Não sei se
Madame de Merteuil jamais existiu. Não pretendi fazer um libelo. Ela tanto pode
ser francesa como pertencer a qualquer outro país. Onde quer que nasça uma
mulher de sentidos activos, com um coração incapaz de amar, algum espírito e
uma alma vil e cuja maldade tenha uma profundeza sem energia, aí estará Madame
de Merteuil.» [Choderlos de Laclos]
17.10.12
A chegar às livrarias
James Joyce
encontrou Nora Barnacle em 1904 em Dublin quando ela era ainda uma jovem de
cabelos ruivos e ondulados e andar altivo. Joyce era então um jovem tímido que
passeava as suas ambições literárias em longos passeios solitários pela cidade.
Estas cartas
de Joyce tornaram-se famosas há duas décadas pela crua descrição das suas
fantasias sexuais, mas são muito mais do que isso.
Nora
desempenhou um papel essencial na vida de Joyce e na criação das personagens
femininas. O próprio Joyce reconhece numa das cartas que o corpo «musical e
estranho e perfumado» de Gretta Conroy em «Os Mortos» é inspirado em Nora, que
reaparece na Bertha de Exílios, na Molly Bloom de Ulisses, e até
na Anna Livia de Finnegans Wake.
As cartas a
Nora concentram-se em dois grandes períodos. O primeiro é em 1904, ano do seu
encontro. É a emocionante crónica do surgimento de uma paixão amorosa, ao mesmo
tempo romântica e erótica, atravessada pelas dúvidas e os ciúmes de Joyce.
Outro período
tem começo em Julho de 1909, quando Joyce está em Dublin com o filho e Nora
permanece em Trieste, onde o casal se havia fixado. Esta separação e a provável
intriga de um amigo do escritor vão provocar uma profunda crise em Joyce, cujos
ciúmes se intensificam. É neste período que as cartas oscilam entre o céu e o
inferno, o ciúme e a entrega, o romântico e o obsceno.
«Por vezes fixo uma data, talvez até ao
fim da minha vida. E quando chegar um dia antes desse dia, posso lembrar-me
sempre de um facto que se lhe prende. Não importa que seja um aniversário. Pode
não passar de um gesto, de um rosto que para sempre ficou perdido na distância
não só do tempo como de uma rua, de uma sala de museu, de uma loja. Durou
segundos, mas traz o traço, a sombra, a luminosidade capaz de se prender pelo
que houver de longo na minha vida. Irrompe no exacto dia do aniversário da sua
aparição, ou andará próximo desse instante. Nem sempre é um rosto, um corpo, ou
um melro morto à beira de um passeio. Um objecto pode ser o senhor desse domínio
festivo. Mesmo a morte de um melro ou de alguém amado transporta consigo um
sentido de festa, de coisa que se comemora no mais secreto. Neste dia assalta-me
sempre o tapete de Samarcanda. Como se descesse no meu pátio vindo dos céus do
Uzbequistão.» [ 8 de outubro de 2003 ]
O
Próximo Outono é um diário escrito ao
longo de um ano que terminou em outubro de 2004.
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