24.10.12

Ana Teresa Pereira vence Grande Prémio de Romance e Novela da APE 2011





A Associação Portuguesa de Escritores (APE) atribuiu hoje o Grande Prémio de Romance e Novela 2011 a Ana Teresa Pereira pela obra O Lago.

Ana Teresa Pereira, Maria Teresa Horta, Mário Cláudio, Nuno Júdice e Teolinda Gersão foram os cinco finalistas, das 103 candidaturas apresentadas (só uma vez este número foi ultrapassado). O júri foi constituído por Luísa Mellid-Franco, José Manuel Vasconcelos, Manuel Gusmão, Manuel Simões e Silvina Rodrigues Lopes, e presidido por José Correia Tavares.

O Grande Prémio de Romance e Novela distinguiu até agora 26 escritores.

 

Sobre O Lago, Manuel de Freitas escreveu no Atual, de 28 de Janeiro: «Aos que pudessem achar que a escrita da autora se estava a enredar de modo quase previsível nas suas próprias obsessões, O Lago vem provar que não é exatamente assim. O deserto cresce, confundindo-se com a neve, e a trama deste livro resume-se ao encontro entre um dramaturgo/autor e uma “dançarina ferida” que, ao tornar-se atriz e amante do primeiro, se coloca à mercê de um deus sinistro, alguém que só podia amar “um ser criado para ele” e que “não separa o palco da vida”.»


Ana Teresa Pereira é autora de uma vasta obra ficcional, desdobrada em romance, novela e conto. O policial, o western e o juvenil são géneros que tem regularmente frequentado (o seu primeiro livro, Matar a Imagem (1989), foi publicado ao vencer o Prémio Caminho Policial).

A sua obra está traduzida em castelhano e italiano. A mais recente tradução foi Si nos encontramos de nuevo, publicada no início deste ano pela editora espanhola Baile del Sol.

A obra de Ana Teresa Pereira foi elogiada por críticos como Eduardo Prado Coelho, António Guerreiro e Manuel de Freitas. Em 2005 recebeu o Prémio Pen Club Português de Ficção, por Se Nos Encontrarmos de Novo, e em 2007 o Prémio Máxima de Literatura por A Neve.

Várias teses de mestrado e doutoramento se têm ocupado da sua obra, com destaque para Além-sombras: Ana Teresa Pereira, de Duarte Pinheiro, ou Do escritor como predador: mistério e (re)visões na obra de Ana Teresa Pereira, de Patrícia Freitas.

Até final deste ano, a Relógio D’Água, que tem editado quase toda a obra da autora, publicará Num Lugar Solitário.

23.10.12

Hélia Correia em Viana do Castelo






Esta sexta-feira, 26 de Outubro, Hélia Correia estará na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, às 21h30, para apresentar o seu livro de poesia A Terceira Miséria.

19.10.12

Sobre O Afável Monstro de Bruxelas, de Hans Magnus Enzensberger





Na Time Out Lisboa de 10 de Outubro, João Miguel Tavares escreve sobre O Afável Monstro de Bruxelas ou A Europa sob Tutela, de Hans Magnus Enzensberger: «Do alto dos seus 83 anos, o escritor alemão, poeta e ensaísta Hans Magnus Enzensberger já teve tempo para ver de tudo e pensar sobre muito, incluindo os totalitarismos que deram cabo da Europa. Por isso, convém levá-lo a sério quando aponta o dedo à falta de democracia que enferma as instituições europeias — pecado original que poucos parecem interessados em corrigir — neste pequeno, notável e divertidíssimo ensaio significativamente intitulado O Afável Monstro de Bruxelas ou A Europa sob Tutela.

18.10.12

Moby Dick, de Herman Melville





«Chamem-me Ishmael.»


Assim começa Moby Dick, de Herman Melville, obra cujo 161.º aniversário de publicação o Google hoje comemora.

Choderlos de Laclos [18-10-1741/05-09-1803]





«Não sei se Madame de Merteuil jamais existiu. Não pretendi fazer um libelo. Ela tanto pode ser francesa como pertencer a qualquer outro país. Onde quer que nasça uma mulher de sentidos activos, com um coração incapaz de amar, algum espírito e uma alma vil e cuja maldade tenha uma profundeza sem energia, aí estará Madame de Merteuil.» [Choderlos de Laclos]
 
 

17.10.12

A chegar às livrarias





James Joyce encontrou Nora Barnacle em 1904 em Dublin quando ela era ainda uma jovem de cabelos ruivos e ondulados e andar altivo. Joyce era então um jovem tímido que passeava as suas ambições literárias em longos passeios solitários pela cidade.
Estas cartas de Joyce tornaram-se famosas há duas décadas pela crua descrição das suas fantasias sexuais, mas são muito mais do que isso.
Nora desempenhou um papel essencial na vida de Joyce e na criação das personagens femininas. O próprio Joyce reconhece numa das cartas que o corpo «musical e estranho e perfumado» de Gretta Conroy em «Os Mortos» é inspirado em Nora, que reaparece na Bertha de Exílios, na Molly Bloom de Ulisses, e até na Anna Livia de Finnegans Wake.
As cartas a Nora concentram-se em dois grandes períodos. O primeiro é em 1904, ano do seu encontro. É a emocionante crónica do surgimento de uma paixão amorosa, ao mesmo tempo romântica e erótica, atravessada pelas dúvidas e os ciúmes de Joyce.
Outro período tem começo em Julho de 1909, quando Joyce está em Dublin com o filho e Nora permanece em Trieste, onde o casal se havia fixado. Esta separação e a provável intriga de um amigo do escritor vão provocar uma profunda crise em Joyce, cujos ciúmes se intensificam. É neste período que as cartas oscilam entre o céu e o inferno, o ciúme e a entrega, o romântico e o obsceno.






«Por vezes fixo uma data, talvez até ao fim da minha vida. E quando chegar um dia antes desse dia, posso lembrar-me sempre de um facto que se lhe prende. Não importa que seja um aniversário. Pode não passar de um gesto, de um rosto que para sempre ficou perdido na distância não só do tempo como de uma rua, de uma sala de museu, de uma loja. Durou segundos, mas traz o traço, a sombra, a luminosidade capaz de se prender pelo que houver de longo na minha vida. Irrompe no exacto dia do aniversário da sua aparição, ou andará próximo desse instante. Nem sempre é um rosto, um corpo, ou um melro morto à beira de um passeio. Um objecto pode ser o senhor desse domínio festivo. Mesmo a morte de um melro ou de alguém amado transporta consigo um sentido de festa, de coisa que se comemora no mais secreto. Neste dia assalta-me sempre o tapete de Samarcanda. Como se descesse no meu pátio vindo dos céus do Uzbequistão.» [ 8 de outubro de 2003]


O Próximo Outono é um diário escrito ao longo de um ano que terminou em outubro de 2004.

Filme sobre Maria Gabriela Llansol no Doclisboa






Entre cerca de duas centenas de filmes seleccionados, conta-se o de Daniel Ribeiro Duarte, Encontro com S. João da Cruz, feito originalmente para as Terceiras Jornadas Llansolianas de Sintra, em 2011
O filme de Daniel Ribeiro Duarte passa na Culturgest, nos dias 21 de Outubro às 21.30 h (no Grande Auditório) e 25 de Outubro às 16.15 h no Pequeno Auditório).