24.9.12

A chegar às livrarias






«Assim, a temática do Cap. I centra-se na apreciação da diferença entre, por um lado, o modelo socrático-platónico da relação do mestre com o discípulo e, por outro lado, o modelo cristão da relação “do deus”com o “aprendiz”; mas, se procurarmos o conceito operativo específico deste capítulo, rapidamente compreenderemos que é a categoria de “instante” que, na sua oposição funcional com a noção de “ocasião”, determina o essencial da meditação aí levada a cabo. O Cap. II, por seu turno, tem por tema central a questão do amor do deus pelo homem; o conceito operativo específico deste capítulo encontra-se na “humilhação” que é capital para que este amor não seja um “amor infeliz”, ou seja, situa-se naquilo que motiva o facto de o deus descer na figura de um “servo” e que simultaneamente faz que perante este facto se esteja diante do “maravilhoso”. O Cap. III debruça‑se sobre o tema do paradoxo, em especial da diferença entre o “paradoxo socrático” (Sócrates faz todos os possíveis por conhecer a natureza humana, mas não está certo de saber quem é, em particular de saber se partilha do divino) e o “paradoxo absoluto”(que põe em jogo a “diferença absoluta” entre o deus e o homem, que é a“diferença absoluta do pecado”, e o anular desta diferença absoluta na “igualdade absoluta”).» [Da Introdução de José Miranda Justo]

Sobre Great Jones Street, de Don DeLillo






No suplemento Atual do Expresso de 22 de Setembro, José Guardado Moreira escreveu sobre Great Jones Street, de Don DeLillo: «“O mal é o movimento em direcção ao vazio!” O cantor roqueiro Bucky Wunderlick, protagonista desta história latente, segundo o oblíquo Dr. Pepper, encaminha-se, ao celebrar 27 anos, data ominosa para muitos músicos, para a descoberta de que se “os verdadeiros artistas fazem as pessoas mexerem-se”, ele deixou de sentir o efeito: “Toda a minha vida está tingida de melancolia. Quanto mais faço mexer as pessoas, mais me aproximo, pessoalmente, da inércia.”»

 
«Great Jones Street arrasa a visão edulcorada do mundo da música rock, arrebatando com esta “ficção terminal” o véu à mitologia do artista reblede que faz mover a sociedade.»

21.9.12

Sobre Infância, Adolescência e Juventude, de Lev Tolstói





No Diário Câmara Clara de 13 de Setembro, esteve em destaque Infância, Adolescência e Juventude, a trilogia semiautobiográfica de Lev Tolstói, recentemente editada pela Relógio D’Água. O programa pode ser visto aqui (2m00s).

Ingmar Bergman no palco e nas livrarias





Na sua autobiografia, Lanterna Mágica, a propósito de um episódio da sua vida, Ingmar Bergman alude a um dos seus textos: «Quem estiver interessado no que se passou a seguir pode ver a terceira parte de Cenas da Vida Con jugal


Estreou ontem no Teatro D. Maria II a peça Cenas da Vida Conjugal, de Ingmar Bergman, com encenação de Solveig Nordlund e participação de Adriano Luz, Margarida Marinho e Paula Mora.

18.9.12

Sobre Reviver o Passado em Brideshead, de Evelyn Waugh






No site Pnet Literatura, Guilherme d’Oliveira Martins escreveu uma crónica em que refere Reviver o Passado em Brideshead, de Evelyn Waugh: «… é um retrato de Inglaterra na primeira metade do século XX. A partir do romance de uma casa e da história de uma família. Sente-se a guerra europeia, as contradições da industrialização e da tradição, o anglicanismo e o catolicismo, a crise da velha nobreza, a decadência das casas antigas e do que significavam, mas também as reminiscências da honra, da dignidade e também do dogmatismo em ligação com a esperança. Contudo, a Graça divina vai emergindo subtilmente, uma vez que a esperança, a honra e a dignidade não permitem a indiferença.»


O texto completo pode ser lido aqui.

17.9.12

Sobre Noite e Dia, de Virginia Woolf





«Pensávamos que este mundo desaparecera para sempre, que era impossível encontrar no vasto oceano da literatura um navio que desconhecesse o que tem acontecido. No entanto, eis Noite e Dia, moderno, novo e primoroso, um romance na tradição do romance inglês.» [Katherine Mansfield, 21-11-1919]