14.9.12

Lolita, Ada ou Ardor e Fogo Pálido, de Nabokov na Relógio D’Água




 

Uma parte importante da obra de Vladimir Nabokov vai passar a ser editada na Relógio D’Água a partir de Outubro próximo.

Alguns dos livros terão novas traduções, como é o caso de Lolita, que será traduzido por Margarida Vale de Gato. Outros como Rei, Rainha, Valete serão traduzidos pela primeira vez em Portugal (neste caso por Miguel Serras Pereira).

Entre os dez restantes títulos a publicar contam-se Ada ou Ardor, Fogo Pálido, Riso na Escuridão, Transparências, Pnin, Desespero, Convite para Uma Decapitação, O Dom, a biografia Nikolai Gogol e o livro de entrevistas Opiniões Fortes.

Através de uma colecção e um grafismo próprios, Nabokov passará assim a integrar o catálogo da Relógio D’Água, onde até hoje figurava apenas através de Aulas de Literatura.

Sobre Novelas Eróticas, de M. Teixeira-Gomes




Na Time Out Lisboa de 12 de Setembro de 2012, Hugo Pinto Santos escreveu sobre Novelas Eróticas, de M. Teixeira-Gomes: «Esquematizando a narrativa destas seis novelas – contos, nalguns casos –, obter-se-ia um traçado reincidente: narrador encontra rapariga/factor antagónico/separação. O espaço é sempre o estrangeiro, excepto em «O Sítio da Mulher Morta», um dos seus pontos altos. Contudo, o desejo – elemento central da sua obra – está longe de ser linear: há mesmo quem aponte «resquícios da pulsação homossexual, integrada» (Urbano Tavares Rodrigues, a autoridade em Teixeira-Gomes).»
 

Jaime Rocha e Margarida Vale de Gato em Vila Velha de Ródão


 
 

De 14 a 19 de Setembro, a Biblioteca Municipal José Baptista Martins, em Vila Velha de Ródão, vai receber uma série de espectáculos, exposições e ateliers centrados em textos poéticos. Uma das iniciativas é uma residência literária, na aldeia de Foz de Cobrão, em que participam Margarida Vale de Gato, José Mário Silva e Jaime Rocha. Mais informações sobre o «Poesia, Um Dia» e a programação completa podem ser consultadas aqui.

12.9.12

A Relógio D’Água no Atual de 8 de Setembro de 2012



 

No Atual, suplemento do Expresso de 8 de Setembro, Pedro Mexia escreve sobre Oficiais e Cavalheiros, de Evelyn Waugh: «Em vez da sátira consubstancial a Waugh, prevalece a decepção e a amargura, com os medíocres promovidos e os honestos castigados. E Crouchback guarda a chapa de investigação de um soldado que ficou insepulto, único verdadeiro herói de uma guerra sem honra.»

 
 

No mesmo suplemento, Ana Cristina Leonardo escreve sobre O Príncipe e o Pobre: «O Príncipe e o Pobre é uma novela publicada pela primeira vez em 1881 e, desde então, largamente reproduzida, tanto em papel, como no teatro e cinema. Definida pelo próprio como “uma história para jovens de todas as idades”, nasce da viagem à Europa do autor de As Aventuras de Huckleberry Finn. (…) O Príncipe e o Pobre narra as aventuras do mendigo Tom Canty na corte, e as desventuras do futuro rei nos bairros miseráveis de Londres (…). Os dois são fisicamente parecidos. O primeiro sonhava ser príncipe, o segundo sonhava ser livre. E, como o hábito faz o monge, trocadas as indumentárias, trocam-se os papéis.»

11.9.12

Sobre Negócios em Ítaca, de Bernardo Pinto de Almeida





Negócios em Ítaca, de Bernardo Pinto de Almeida, é uma sugestão de leitura da Gulbenkian, com recensão de Rita Taborda Duarte: «Belíssimo livro, este Negócios em Ítaca, de Bernardo Pinto de Almeida, a nona coletânea poética do autor. Os poemas, longos e dolentes, adivinhando uma ambígua despedida, trazem também consigo, sempre em perspetiva, o horizonte do regresso. Assim, encontra o livro neste título (retirado de um dos seus versos) um esboço do projeto que os textos ambicionam: o desenhar da imagem de uma Ítaca, que é lugar de chegada (representando o aconchego do regresso, depois da errância de um percurso sinuoso) mas que é, também, antes de tudo, lugar de partida, para onde há que voltar, porque nada está resolvido, nem terminado.»

O texto completo pode ser lido aqui.

10.9.12

Sobre Contos Completos de Lydia Davis





Na Time Out Lisboa de 29 de Agosto, Ana Dias Ferreira escreveu sobre Contos Completos, de Lydia Davis: «Ao longo destas 198 histórias repetem-se os contos sobre amores fracassados, os pequenos gestos e guerras domésticas, os casais que já discutem por coisas tão pequenas como moscas (“Desacordo”), a solidão, a estranheza perante o próprio eu, e as personagens desajeitadas, insatisfeitas ou simplesmente deslocadas. Mas repete-se também a ironia e o humor, a economia de palavras, a mão firme e implacável da autora sobre a linguagem, o poder de sugestão e sobretudo a inteligência que consegue falar de sentimentos tão mesquinhos como a inveja (…).»

7.9.12

Contos Escolhidos, de Carson McCullers





Reúnem-se aqui doze contos de Carson McCullers numa selecção feita por Ana Teresa Pereira.
Embora seja conhecida pelos seus romances, Carson McCullers foi uma notável contista, inserindo-se na tradição sulista da literatura norte-americana.
Carson McCullers dedicou-se aos contos desde os 17 anos, ano em que escreveu «Sucker», tendo muitos deles começando por aparecer em revistas literárias.
As suas capacidades de observação e o seu estilo revelam uma assumida filiação em autores tão diversos como Flaubert e Dostoievski. Julie Harris considerou-a mesmo «uma mulher encantadora e misteriosa que escrevia como um anjo».
Carson McCullers foi reconhecida pelos grandes escritores da sua época. Graham Greene declarou preferi-la a Faulkner, e Tennessee Williams disse que a sua obra «não se eclipsará com o tempo, mas irradiará cada vez mais fulgor».